Deagua perdeu totalmente sua capacidade de executar obras para melhorias da rede

Passando por um período financeiro crítico, quando tem que devolver valores considerados abusivos pela Justiça, o que reduziu para a metade a sua receita, o Deagua – Departamento de Esgoto e Água de Guaíra  – ainda amarga um inadimplência que chega a casa dos R$ 1 milhão, que perfaz por si só um decréscimo de 1/3 dos recursos financeiros que a autarquia estimou para este ano.

Piorando a situação o Deagua demanda, urgentemente, de verba para recuperar uma das suas três fontes fornecedoras de água, o poço da avenida 5.  Naquela localidade o lençol freático baixou e a bomba foi danificada. Em resumo, para voltar a funcionar com sua capacidade usual a obra no poço custará meio milhão de reais. O poço parado provoca a falta de água para os bairros da região do Aniceto no horário de pico de consumo.

Mais ainda existem quilômetros de tubulação de amianto muito antiga que pode romper, e vem rompendo, a qualquer momento, gerando interrupção no fornecimento e transtornos à toda população.  No total são 8.000 metros de dutos a serem substituídos.

Sensível aos inconvenientes sofridos pela população, o Deagua está se empenhando em mitigar os efeitos dos rompimentos investindo na instalação e substituição de registros na sua rede para reduzir a área de intervenção, evitando que toda a cidade seja afetada durante os consertos emergenciais. O que ocorreu na quinta-feira, dia 8 de novembro, no bairro Miguel Fabiano, quando a equipe do Deagua teve que trabalhar sob intensa chuva reparando mais uma avaria nos dutos de cimento amianto daquela localidade.

Com todos estes entreveros o Deagua está colocando em execução um programa de recuperação de receita. Os devedores já foram notificados de forma extra-judicial, o próximo passo é fazer a execução da dívida, inserindo o nome dos inadimplentes nos órgãos de proteção de crédito e, se preciso, tomando a medida extrema que é o corte no fornecimento.

No entanto a intenção do departamento não é a de criar entraves para os seus usuários e assim solicita que os inadimplentes paguem as suas contas, mesmo porque, a água de Guaíra é uma das mais baratas na região.

“Se não conseguirmos receber as contas, o Deagua perde a capacidade de fazer, até, a manutenção corretiva na rede. Hoje só conseguimos manter a autarquia funcionando, primeiro porque trabalhamos com um quadro funcional muito enxuto e, depois, porque está se fazendo somente a manutenção corretiva. Só conserta quando estraga, com a situação financeira atual, o Deagua não tem mínima condição de investir nas obras estruturais que necessita” lamenta o diretor, Lucas Froner.