A Prefeitura de Guaíra deu início nesta semana aos preparativos para a 18ª Romaria à Capela do Pindoba.

A romaria que conta com uma comissão organizadora, presidida pelo munícipe Orlando Gutierrez, tem o apoio logístico da Administração Municipal.

O Prefeito José Eduardo destacou que a 18ª Romaria à Capela do Pindoba é uma tradição guairense. “A romaria é folclórica e cultural, despertando a fé dos romeiros e  agora após aprovação pela Câmara Municipal do Projeto de Lei do vereador Rafael Talarico, o dia 19 de janeiro ficou instituído como o Dia Municipal do Escravo Pindoba e essa data passou a integrar o calendário oficial do município”,  ressaltou o Chefe do Executivo.

A prefeitura estará disponibilizando transporte para o retorno dos romeiros, ambulância com técnico em enfermagem para eventuais atendimentos, uma viatura da Guarda Civil Municipal para apoio, além dos materiais estruturais e de sonorização para realização do evento.

O trabalho da administração municipal conta com o empenho de todos os setores da prefeitura, em especial do Departamento de Cultura, por meio do diretor Sidnei Ferreira dos Santos, da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, por meio do secretário, Rafael Graner Lelis, e do Departamento de Manutenção de Estradas, por meio do chefe do setor, Fábio Henrique Dias da Cunha.

Para garantir que os romeiros façam a peregrinação em boas condições, nesta semana, o Departamento de Manutenção de Estradas, está realizando melhorias em pontos críticos da Vicinal “Guerino Talarico”, ou Estrada do Guaritá como é conhecida a via que dá acesso à Capela do Pindoba.

A romaria sairá às 04h, de frente à antiga Campofert (atual Criart), localizada na Rua 26, esquina com Avenida 13, com uma caminhada de aproximadamente 18 quilômetros. A turma do ciclismo e munícipes que queiram ir com seus veículos também estão convidados. A missa está marcada para às 8h30.

História

Pindoba teria sido um escravo que foi enterrado vivo, apenas com a cabeça para fora, após ser culpado injustamente pelo patrão como autor de um furto na fazenda onde trabalhava. Diz a lenda que o furto, na verdade, teria sido praticado pelo filho do próprio dono da fazenda.

Torturado com a presença de pratos de comida que não podia alcançar e pelas picadas de insetos em sua face coberta de melado, morreu para tornar-se um mártir. Desde então os moradores de Guaíra, que conhecem sua história, promovem uma caminhada anual até o local onde ele teria sido morto e onde foi erguida uma capela.