Um novo estudo, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que o cigarro eletrônico pode ser eficaz para quem está tentando largar o tabaco, a taxa de sucesso da troca pode chegar a 18%.

Conhecido por ser uma opção menos prejudicial a saúde, os cigarros eletrônicos se mostraram uma boa opção para quem quer parar de fumar, isso porque fornecem a nicotina, mas não contem outras substâncias tóxicas, como o alcatrão e os carcinógenos criados pela inalação da queima do tabaco.

O levantamento, que foi realizado na Grã-Bretanha por um ano, contou com 886 fumantes que foram divididos em dois grupos, o primeiro utilizou os cigarros eletrônicos e o outro, terapias tradicionais de reposição de nicotina. Ao final da análise, percebeu-se que o primeiro grupo teve a taxa de sucesso de 18%, enquanto o segundo foi de 9,9%. Contudo, a Dra. Mariana Laloni, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), explica que, apesar de conter menos substâncias cancerígenas que os cigarros convencionais, o cigarro eletrônico, principalmente após o uso prolongado, ainda apresenta riscos e não deve ser considerado uma opção segura. O próprio estudo mostrou que mais da metade dos participantes, cerca de 79,7% dos fumantes que largaram o cigarro tradicional ainda estavam dependentes do eletrônico.

Outro estudo publicado na revista científica Thorax, realizado pela Universidade de Birmingham, revelou que o vapor inalado através do cigarro eletrônico pode debilitar as células que protegem os tecidos pulmonares. Os macrófagos alveolares – importantes células que promovem o controle de elementos estranhos no corpo – que foram expostos ao vapor apresentaram danos maiores em relação à exposição apenas ao líquido do dispositivo.

Essa não foi a primeira pesquisa que evidenciou os perigos do cigarro eletrônico. Outro estudo elaborado por pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Nova York relacionou o uso do o cigarro eletrônico ao aumento do risco de câncer e doenças cardíacas.