São Paulo, fevereiro de 2019 – Quando casais têm dificuldades para engravidar, é comum iniciarem uma investigação para diagnosticar os motivos e o melhor tratamento a ser adotado para a concretização do sonho de aumentar a família. Porém muitas dúvidas ainda pairam a respeito do tema e da histerossalpinpografia, exame que normalmente é indicado nesses casos. Pensando nisso, a especialista Cássia Domit, do Salomão Zoppi Diagnósticos, laboratório da Dasa – líder em medicina diagnóstica no Brasil, traz informações úteis para desmistificar o tema.

“Por ser um exame diagnóstico, o intuito principal da Histerossalpinpografia é encontrar os possíveis problemas que atrapalhem a fertilidade e auxiliar na decisão do médico assistente sobre que tipo de abordagem e quais tratamentos deverão ser indicados”, conta a especialista em diagnóstico por imagem do Salomão Zoppi Diagnósticos, Cássia Domit. “Entender o universo de cada uma das pacientes e respeitar os seus limites é fundamental”, completa.

A infertilidade atinge aproximadamente 15% a 20% da população.
VERDADE! Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um em cada cinco casais têm dificuldades para engravidar, precisando de ajuda especializada.

Apenas a idade da mulher interfere na fertilidade.
MITO! De fato, quanto mais avançada a idade, tanto nos homens quanto nas mulheres, maiores também são as chances de alterações na produção e na qualidade dos óvulos e espermatozoides. Mas outros fatores além da idade, como fumo, álcool, drogas, grande ganho ou perda de peso, estresse emocional e físico também podem interferir diretamente na fertilidade.

Normalmente engravidar após os 30 anos não gera qualquer dificuldade ou consequência.
MITO! Já existem muitos tratamentos que minimizam os riscos de uma gravidez após os 30 anos. Mas as consequências envolvem alterações na formação do embrião, risco maior de abortos e de síndromes genéticas.

Em geral, as causas de infertilidade estão distribuídas igualmente entre homens e mulheres.
VERDADE! Pode-se dizer que é atribuída por volta de 30% para os homens e outros 30% para as mulheres, somando 60% das causas conhecidas de infertilidade. Os outros 40% se enquadram como causas indeterminadas, quando a infertilidade não apresenta causa aparente identificável.

O único fator feminino para infertilidade é a dificuldade para ovular.
MITO! Além desse fator, existem as alterações anatômicas nas trompas provenientes do comprometimento por endometriose ou por doenças sexualmente transmissíveis (em que as bactérias mais frequentes são a chlamydea e o gonococo), entre outros.

Histerossalpingografia é um método diagnóstico de extrema importância e primordial na avaliação do casal infértil.
VERDADE! O exame é realizado, em especial, nas pacientes que possuem dificuldade para engravidar, sendo capaz de fornecer dados valiosos que irão auxiliar na decisão de qual tratamento poderá ser adotado. Trata-se de um raio-x da cavidade uterina e das trompas, com contraste que é injetado lentamente por meio de um cateter. O exame visa demonstrar o trajeto que o espermatozoide percorre para encontrar o óvulo avaliando critérios que favorecem a infertilidade.

Fazendo a Histerossalpinpografia a mulher irá engravidar.
MITO! Há sim relatos de mulheres que engravidam semanas após a realização do procedimento. Isso acontece por conta do contraste que, quando injetado, pode eliminar pequenas aderências ou resíduos de muco que poderiam estar dificultando a passagem do espermatozoide. No entanto, isso não é o que geralmente acontece e a expectativa de gravidez pós-exame não deve ser o resultado esperado.

A Histerossalpinpografia consegue diagnosticar as potenciais causas de uma infertilidade.
VERDADE! O exame identifica potenciais causas que possam contribuir para infertilidade, tais como obstruções e alterações morfológicas tubárias, aderências envolvendo os anexos, sinéquias e tumorações intrauterinas, são prontamente diagnosticadas no decorrer do exame.

A Histerossalpinpografia causa dor na maioria das mulheres.
MITO! Muitas mulheres relatam essa dor ou medo de realizar. Entretanto, o uso de novas técnicas, materiais e medicamentos reduziram os riscos e o desconforto sentido pelas pacientes. A especialista Cássia Domit desenvolveu um método especial que ameniza os efeitos. “Essa técnica sem pinçamento e tração do colo uterino e sem cânulas metálicas rígidas auxiliam a abolir os dois maiores componentes negativos que historicamente vinculam-se ao método: medo e dor, que, como sabemos são indissociáveis, um retroalimentando o outro e interferindo diretamente na realização do exame e, por conseguinte, no resultado final”, explica Dra. Cássia Domit, referência médica especialmente nos casos em que a fertilidade e a realização do sonho de engravidar estão em risco.

O histerossalpinpografia não é sugerida para avaliação de mulheres com endometriose profunda.
MITO! O exame é indicado geralmente na avaliação pré e pós-operatória de mulheres com diagnóstico de endometriose profunda, onde geralmente ocorre importante comprometimento das tubas uterinas, seja por lesões diretas nessas estruturas ou por aderências na cavidade pélvica. Além disso, também é sugerido para investigar a causa de repetidos abortos espontâneos e partos prematuros, que podem resultar entre outros fatores, em anormalidades congênitas ou adquiridas no útero.

A histerossalpinpografia deve ser realizada uma semana após a menstruação e antes da ovulação, entre o 6º e o 12º dia do ciclo menstrual.
VERDADE! Para pacientes que não menstruam por bloqueio hormonal ou uso de DIU, a histerossalpinpografia pode ser feita em qualquer fase do ciclo menstrual. Quando o intervalo entre as menstruações é bem maior que 35 dias, o exame poderá ser feito após uma triagem quando será solicitado o teste de gravidez.

Sobre o Salomão Zoppi Diagnósticos
Com quase 40 anos de tradição, o Salomão Zoppi Diagnósticos está entre os maiores e mais modernos laboratórios do País e conta com 12 unidades, sendo 11 em São Paulo e uma na cidade de Osasco. Laboratório da Dasa, líder em medicina diagnóstica do Brasil, e com um público predominantemente feminino, devido sua história com os cuidados com a saúde da mulher, o centro diagnóstico atende também à família com um corpo clínico composto por mais de 350 médicos e 1.300 colaboradores. 
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