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Cinco dicas para evitar que as crianças passem as férias inteiras nas telas

Especialista orienta famílias sobre como equilibrar o uso de celulares, tablets e videogames durante o recesso escolar e transformar o tempo livre em oportunidades de desenvolvimento

Créditos: Divulgação

As férias escolares costumam representar um desafio para muitas famílias: como entreter crianças e adolescentes sem que celulares, tablets e videogames ocupem praticamente todo o tempo livre? Com a mudança na rotina e o aumento do tempo em casa, a tendência é que a exposição às telas cresça significativamente, o que exige atenção dos responsáveis para estabelecer limites saudáveis e incentivar outras formas de lazer e convivência.

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria alertam que o uso excessivo de telas está associado a prejuízos no sono, na atenção, na aprendizagem, na saúde mental e nas relações sociais de crianças e adolescentes. Já a Organização Mundial da Saúde recomenda limitar o tempo de exposição às telas, especialmente entre as crianças menores, e estimular atividades físicas, brincadeiras e interações presenciais como parte do desenvolvimento saudável.

Segundo Juliana Machado Nunes Mazoco do Colégio Marista Nossa Senhora da Penha, o período de férias não precisa ser sinônimo de proibição das telas, mas sim de equilíbrio. “A tecnologia faz parte da vida das crianças e pode, inclusive, oferecer momentos de diversão e aprendizado. O papel da família é garantir que ela não substitua experiências fundamentais para o desenvolvimento, como brincar, conviver, explorar novos ambientes e fortalecer os vínculos afetivos”, destaca.

A orientadora do Núcleo de Atividades Pedagógicas afirma que as férias são uma oportunidade importante para que as crianças vivenciem experiências diferentes daquelas que costumam ter durante o período letivo. “O uso das telas pode fazer parte desse momento, mas não deve ocupar todo o tempo disponível. Quando a família incentiva brincadeiras, convivência, atividades ao ar livre e momentos de diálogo, contribui para o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e das habilidades socioemocionais. Mais do que controlar o tempo de tela, o desafio é oferecer experiências significativas que despertem o interesse das crianças pelo mundo fora dos dispositivos”, reforça.

Cinco dicas para um recesso com mais equilíbrio

  1. Estabeleça combinados sobre o uso das telas

Definir horários e limites de forma clara ajuda a evitar conflitos. O ideal é construir esses acordos junto com as crianças, tornando-as corresponsáveis pelo cumprimento da rotina.

  1. Planeje atividades fora do ambiente digital

Passeios em parques, visitas a museus, leitura, jogos de tabuleiro, brincadeiras ao ar livre, culinária e atividades artísticas ajudam a preencher o tempo livre de maneira divertida e enriquecedora.

  1. Valorize os momentos em família

Assistir a um filme juntos, montar um quebra-cabeça, preparar uma receita ou simplesmente conversar fortalece vínculos e reduz a necessidade de recorrer às telas como única forma de entretenimento.

  1. Dê o exemplo

As crianças observam o comportamento dos adultos. Quando pais e responsáveis também reduzem o tempo no celular durante momentos de convivência, a tendência é que os filhos façam o mesmo.

  1. Permita momentos de tédio

Nem todo minuto precisa ser preenchido por estímulos digitais. O tempo livre favorece a criatividade, a autonomia, a imaginação e a capacidade de criar brincadeiras e soluções por conta própria.

Além de contribuir para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional, equilibrar o uso da tecnologia durante as férias facilita o retorno às aulas, reduzindo a dificuldade de retomar a rotina escolar, os horários e os momentos de concentração.