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IA para PMEs: como aplicar a tecnologia de forma estratégica no pequeno negócio

Pesquisas apontam que o principal desafio das pequenas empresas já não é acessar ferramentas de IA, mas saber onde e como utilizá-las

Créditos: Magnific

Quase toda pequena empresa brasileira já conhece a inteligência artificial. O problema é que muitas tentam automatizar processos antes de organizar a própria operação e acabam transformando uma ferramenta de ganho de produtividade em mais uma fonte de retrabalho.

Uma pesquisa do Sebrae, FGV IBRE e Google, feita com cerca de 5 mil empresas, mostra que 96% das micro e pequenas empresas já estão familiarizadas com ferramentas de IA. Apesar disso, apenas 46% aplicam a tecnologia na operação e só 15% a utilizam com frequência. O principal obstáculo apontado pelos próprios empresários é justamente não saber como colocar a IA em prática dentro do negócio.

Outro levantamento, da Serasa Experian, divulgado em julho de 2026, mostra que a produtividade é o principal benefício percebido pelas PMEs que já utilizam inteligência artificial. Ao mesmo tempo, 36,4% dos empresários afirmam que a falta de profissionais capacitados ainda é uma das maiores barreiras para ampliar esse uso. O cenário mostra que o desafio deixou de ser conhecer a tecnologia e passou a ser saber como implementá-la.

Para Alex Ferreira, CEO da FMG, boutique de tecnologia especializada em transformação de negócios e inteligência artificial aplicada, o principal erro não é escolher a ferramenta errada. Segundo ele, muitas empresas tentam automatizar processos que ainda não foram organizados, o que compromete os resultados desde o início da implementação.

“O problema da PME com IA não é acesso nem interesse, é ordem. O pequeno empresário conhece as ferramentas, mas tenta automatizar uma operação que ainda não está organizada, e IA em cima de caos multiplica o caos”, afirma o especialista.

Segundo o executivo, é comum encontrar empresas tentando implementar inteligência artificial antes mesmo de padronizar processos de vendas, atendimento ou gestão financeira. Nessas situações, a tecnologia apenas acelera falhas que já existiam, em vez de gerar eficiência e reduzir custos.

Ele indica que o caminho mais seguro é seguir uma sequência simples: primeiro organizar os processos, depois identificar tarefas repetitivas e, só então, automatizar aquilo que já funciona bem. “O caminho realista começa arrumando a casa, com modelo de negócio claro, atração, venda e retenção estruturadas. Só depois entra a automação, começando por usos simples e de retorno rápido”, explica Alex Ferreira.

Na prática, isso significa começar por atividades como responder perguntas frequentes de clientes, organizar informações financeiras, apoiar a produção de conteúdo ou automatizar etapas do atendimento. “Quando a empresa primeiro organiza a operação e depois aplica IA, a tecnologia deixa de ser uma promessa e passa a gerar resultado de forma consistente”, conclui o CEO da FMG.

Sobre Alex Ferreira: Alex Ferreira é CEO e fundador da FMG, boutique de tecnologia especializada em transformação de negócios, produtos digitais e inteligência artificial aplicada. Sua tese é direta: IA é meio. Nunca fim. Possui formação executiva em Designing and Building AI Products and Services pelo MIT e MBAs em Gestão Estratégica Empresarial, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), e em Gestão de Projetos, pela BSP Business School São Paulo. Atua com tecnologia desde 1997 e, ao longo de quase três décadas, fundou quatro empresas, liderou processos de transformação digital e desenvolveu soluções para organizações como XP, Itaú, Hospital Israelita Albert Einstein, BV, Petrobras e Sabesp. Ao longo da trajetória, vendeu uma base com mais de 45 mil usuários, atravessou diferentes ciclos da evolução tecnológica e consolidou uma visão prática sobre o que a inteligência artificial de fato entrega aos negócios, que hoje aplica na FMG e no SNVR, metodologia criada para transformar IA em resultados concretos.

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