Batizada de BTTneo, plataforma inédita da Apura, incorpora IA agêntica (IARA) para transformar grandes volumes de dados de ameaças cibernéticas em inteligência contextualizada e apoiar operações de segurança cibernética para enfrentar ataques cada vez mais rápidos e sofisticados

Todos os dias, milhões de novos dados sobre ameaças digitais são gerados em diferentes fontes. O volume de informações disponíveis para as equipes de segurança nunca foi tão grande. Credenciais vazadas circulam em grupos da deep e dark web, campanhas de phishing são criadas em poucos minutos com o apoio da inteligência artificial, grupos criminosos mudam rapidamente sua infraestrutura, e novos indicadores de comprometimento surgem de forma contínua.
E esses incidentes se tornam cada vez mais caros e mais complexos. Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, o custo médio global de uma violação de dados alcançou US$ 4,88 milhões, enquanto organizações que utilizam IA e automação de forma ampla economizam, em média, US$ 1,9 milhão por incidente graças à identificação e contenção mais rápidas.
Diante desse cenário, as plataformas de Cyber Threat Intelligence (CTI) evoluíram, ampliando sua capacidade de coleta e processamento. Monitorar fóruns clandestinos, grupos de ransomware, vazamentos de credenciais, domínios maliciosos e redes sociais tornou-se parte da rotina das operações de inteligência e até exigência regulatória em alguns países.
Mas, mesmo para esse setor, o crescimento exponencial das informações passou a criar um novo gargalo: como transformar tantos dados em informações relevantes, trazendo contexto suficiente para orientar executivos a aprimorar suas defesas e evitar que o incidente aconteça?
Foi o que levou a Apura Cyber Intelligence a desenvolver o BTTneo, uma plataforma que combina inteligência artificial agêntica, automação e inteligência humana para apoiar operações de segurança cibernética e resposta a incidentes.
“O mercado passou muitos anos preocupado em coletar cada vez mais informações, mas hoje o desafio mudou. Os ataques são mais rápidos, utilizam inteligência artificial e geram um volume de dados que não pode mais depender apenas de análise manual. O diferencial passou a ser capacidade de transformar informação em inteligência acionável”, afirma Frank Vieira, CTO da Apura.

Frank Vieira, CTO da Apura
Para o executivo, a conta não fecha se depender exclusivamente do esforço humano para conter as ameaças. “Enquanto as organizações analisam milhares de alertas diariamente, os criminosos também utilizam automação e IA para acelerar campanhas, criar novas infraestruturas e explorar vulnerabilidades. Era preciso desenvolver uma plataforma preparada para essa nova realidade, e assim nasceu o BTTneo.”
O principal elemento dessa nova arquitetura é o que a Apura chama de IARA, uma inteligência artificial agêntica desenvolvida pela Apura para atuar diretamente nas operações de investigação e inteligência de ameaças.
Ao contrário dos modelos de IA de uso geral, voltados principalmente para responder perguntas ou produzir textos, a IARA foi projetada para executar tarefas específicas dos times de Cyber Threat Intelligence (CTI). A partir de comandos em linguagem natural, ela consulta diferentes bases de inteligência, correlaciona indicadores técnicos, acessa a internet de maneira autônoma, invoca ferramentas externas, organiza evidências, identifica relações entre campanhas criminosas e apresenta análises estruturadas para apoiar os profissionais e executivos.
“Nosso objetivo nunca foi criar um chatbot para segurança. A proposta era desenvolver um agente capaz de executar parte do trabalho investigativo, reduzindo atividades repetitivas e entregando contexto para que o especialista concentre seus esforços na análise e na tomada de decisão”, explica Carlos Vieira, Chief Product Officer da Apura.

Carlos Vieira, Chief Product Officer da Apura
Essa lógica se estende às diferentes frentes da plataforma BTTneo. Uma delas é o Intelligence Feed, ambiente que reúne informações sobre campanhas criminosas, grupos de ameaças, vulnerabilidades e indicadores técnicos extraídos de milhares de fontes abertas na Internet e na deep e dark web. Em vez de apresentar um fluxo único de informações, o sistema permite que cada organização defina seus interesses estratégicos, priorizando setores, atores, campanhas ou técnicas específicas utilizadas por cibercriminosos.
“Receber mais alertas não significa estar mais protegido. O desafio é receber as informações certas para cada contexto. O BTTneo foi desenvolvido para entregar inteligência direcionada, permitindo que cada cliente acompanhe aquilo que realmente impacta seu negócio”, afirma Rafael Andrade, Head of Sales Engineering da Apura.

Rafael Andrade, Head of Sales Engineering da Apura
Outro eixo da plataforma é o Brand Protection, responsável pelo monitoramento contínuo de ativos digitais relacionados à marca. A solução identifica domínios suspeitos, páginas de phishing, perfis falsos em redes sociais, aplicativos falsos publicados em lojas oficiais e paralelas e anúncios fraudulentos, classificando e categorizando automaticamente cada ocorrência com apoio da inteligência artificial.
Em vez de apenas listar possíveis fraudes, a plataforma acompanha a permanência desses ativos no ambiente digital, verifica se continuam ativos e permite iniciar processos de derrubada (takedown) diretamente pela plataforma.
O mesmo conceito foi aplicado ao monitoramento de exposição de executivos e VIPs da organização. Além da identificação de credenciais vazadas, a plataforma correlaciona automaticamente perfis em redes sociais, identifica tentativas de impersonificação e consolida informações em painéis específicos para cada executivo sob proteção.
Outra funcionalidade incorporada ao BTTneo é o acompanhamento de carteiras de criptomoedas de interesse e potencialmente utilizadas em atividades criminosas, para apoiar investigações.
Quando uma carteira é identificada durante o monitoramento de grupos criminosos, a plataforma acompanha automaticamente suas movimentações, histórico de transações e novas menções em ambientes monitorados. Isso permite acompanhar possíveis negociações envolvendo dados corporativos roubados. Se, por exemplo, um grupo anuncia a venda de informações por determinado valor em criptomoeda e a carteira monitorada registra uma movimentação correspondente, as equipes de inteligência passam a ter mais um elemento para avaliar a evolução daquele incidente.
Segundo Carlos Vieira, o desenvolvimento da plataforma também incorporou demandas apresentadas pelos próprios clientes ao longo dos últimos anos.
“Grande parte das funcionalidades nasceu dos feedbacks recebidos. O lançamento do BTTneo representa uma evolução contínua da Apura, construída em conjunto com quem opera inteligência cibernética diariamente”.
Essa preocupação também orientou a criação dos processos de migração dos clientes atuais da empresa para a nova plataforma. O BTTneo mantém retrocompatibilidade tecnológica com APIs, fluxos automatizados e integrações existentes, permitindo que os clientes preservem processos já implementados enquanto incorporam os novos recursos.
Além do agente de IA inteligência artificial, a plataforma adota o conceito de human in the loop, no qual a automação executa etapas operacionais da investigação, mas a validação das evidências e as decisões estratégicas permanecem sob responsabilidade dos especialistas.
A proposta, segundo Frank Vieira, não é substituir o analista, mas ampliar sua capacidade operacional. “Dados, sozinhos, não bastam. A diferença está na capacidade de interpretar esses dados, entender o contexto e agir no momento certo. A inteligência artificial acelera esse processo, mas continua sendo a experiência humana que transforma informação em decisão segura”.
Mais informações: https://apura.io/pt
