Especialista da Super Branco explica quais erros comprometem a higienização e reduzem a vida útil das peças

Depois do treino, muita gente guarda a roupa suada na mochila e só lembra dela horas depois. O hábito, comum na rotina de quem pratica atividades físicas, pode favorecer a proliferação de bactérias, fungos e outros microrganismos, além de dificultar a remoção do mau cheiro. A forma como essas peças são armazenadas e higienizadas também influencia na durabilidade dos tecidos e no conforto durante o uso.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), roupas úmidas e suadas, quando permanecem por muito tempo em contato com a pele ou sem a higienização adequada, podem contribuir para irritações, micoses e outras infecções superficiais, principalmente em áreas de maior transpiração e atrito. Por isso, a recomendação é lavar as peças logo após o uso e evitar reutilizá-las sem limpeza.
Para Fernando Martins, fundador da Super Branco, o primeiro cuidado começa antes mesmo da lavagem.
“O pior erro é deixar a roupa fechada dentro da mochila por várias horas. O suor cria um ambiente favorável para a proliferação de microrganismos, e isso faz com que o odor fique impregnado no tecido. Quanto antes a peça for retirada da mochila e colocada para arejar, melhor.”
Outro equívoco frequente é acreditar que mais sabão e mais amaciante significam uma limpeza mais eficiente. De acordo com o especialista, o excesso de produtos pode deixar resíduos nas fibras, prejudicando justamente as características que tornam as roupas esportivas mais confortáveis.
“Grande parte das roupas de academia é produzida com tecidos tecnológicos, desenvolvidos para absorver o suor e facilitar a evaporação da umidade. O uso exagerado de amaciante pode formar uma película sobre essas fibras e comprometer esse desempenho ao longo do tempo.”
Além da escolha correta dos produtos, alguns hábitos simples fazem diferença na conservação das peças. Separar as roupas esportivas das demais, respeitar a temperatura indicada pelo fabricante e evitar o uso de alvejantes quando não recomendados ajudam a preservar a elasticidade, a compressão e as propriedades do tecido.
Outro cuidado importante é com a secagem. Sempre que possível, as peças devem secar completamente antes de serem guardadas. Ambientes úmidos e pouca ventilação favorecem o surgimento de odores persistentes e aumentam a chance de proliferação de fungos.
“As roupas esportivas representam um investimento para muitas pessoas. Quando a higienização é feita corretamente, elas mantêm suas características por mais tempo, oferecendo conforto, respirabilidade e melhor desempenho durante os exercícios”, afirma Martins.
Em casos de peças utilizadas com muita frequência ou confeccionadas com tecidos especiais, a lavagem profissional pode ser uma alternativa para garantir uma limpeza mais profunda sem comprometer as fibras do material. Segundo Martins, processos específicos e produtos adequados ajudam a eliminar resíduos acumulados, preservar a tecnologia dos tecidos e aumentar a vida útil das roupas.
“Pequenos cuidados fazem toda a diferença. Retirar a roupa da mochila logo após o treino, seguir as orientações da etiqueta e utilizar os produtos corretos são atitudes simples que ajudam a evitar odores, preservar o tecido e garantir uma higienização realmente eficiente”, conclui o fundador da Super Branco.
