Pular para o conteúdo

5 motivos pelos quais horas trabalhadas não são medida de produtividade

Especialista afirma que a ascensão da inteligência artificial e a valorização de competências humanas exigem uma revisão dos modelos tradicionais de avaliação de desempenho nas empresas

Mulher adulta sorrindo, sentada à direita, usando camiseta escura com logotipo 'workhub', com parede colorida de cartazes ao fundo

São Paulo, outubro de 2026 – A ideia de que profissionais mais produtivos são aqueles que trabalham mais horas ainda está presente em muitas organizações. No entanto, as transformações provocadas pela inteligência artificial e pelas novas dinâmicas do mercado vêm colocando essa lógica em xeque. Dados do relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostram que 39% das habilidades exigidas no trabalho devem mudar até 2030.

Para Andréa Migliori, CEO da Workhub, insistir em medir produtividade pelo tempo de permanência no trabalho pode levar empresas a valorizarem comportamentos que já não representam geração real de valor. “Durante décadas, associamos dedicação à quantidade de horas trabalhadas. Só que, hoje, o resultado entregue passou a ser muito mais relevante do que o tempo gasto para chegar até ele”, afirma.

Segundo a executiva, a mudança exige que líderes e profissionais de RH revisem critérios de avaliação que foram criados para um contexto de trabalho muito diferente do atual. “As organizações precisam aprender a reconhecer contribuições que nem sempre são visíveis em relatórios de produtividade. Fazer as perguntas certas, conectar informações, identificar riscos e tomar boas decisões são capacidades cada vez mais valiosas”, diz.

Para Andréa, alguns sinais podem ajudar a entender por que a quantidade de horas trabalhadas deixou de ser um indicador confiável de produtividade.

Tecnologia reduz o tempo necessário para executar tarefas

Ferramentas de inteligência artificial, automação e análise de dados permitem que atividades operacionais sejam realizadas em uma fração do tempo necessário há poucos anos. O ganho de produtividade não está necessariamente ligado a um esforço maior, mas à capacidade de utilizar melhor os recursos disponíveis.

“Durante muito tempo, eficiência significava fazer mais em menos tempo. Agora, eficiência também significa saber utilizar as ferramentas certas. Um profissional que usa IA para automatizar atividades repetitivas pode dedicar mais energia a análises, estratégia e inovação. Isso não reduz o valor do trabalho dele, pelo contrário, amplia sua capacidade de gerar impacto”, afirma Andréa.

As habilidades mais valorizadas não podem ser medidas em horas

O próprio Fórum Econômico Mundial aponta que competências como pensamento analítico, criatividade, curiosidade e aprendizado contínuo estão entre as mais importantes para os próximos anos. Essas características impactam diretamente os resultados dos negócios, mas não podem ser quantificadas pela quantidade de tempo que alguém permanece conectado.

“Habilidades humanas não funcionam como uma linha de produção. Muitas vezes, a melhor ideia surge em uma conversa, em uma reflexão ou na conexão entre diferentes informações. São competências que influenciam diretamente os resultados das empresas, mas que não aparecem em indicadores tradicionais de tempo ou presença”, diz.

Agendas lotadas nem sempre significam entregas melhores

Participar de reuniões o dia inteiro, responder mensagens fora do expediente ou manter uma rotina constantemente ocupada pode transmitir uma impressão de comprometimento. Na prática, porém, excesso de atividades muitas vezes reduz a capacidade de concentração e dificulta a realização de trabalhos estratégicos.

“Existe uma cultura que ainda associa estar ocupado a ser produtivo. Só que uma agenda cheia pode ser apenas um sinal de processos mal estruturados. Precisamos separar atividade de resultado. Nem sempre quem está mais ocupado é quem está gerando mais valor para o negócio”, comenta Andréa.

Resolver problemas tornou-se mais importante do que executar tarefas

À medida que processos operacionais são automatizados, cresce a importância de profissionais capazes de interpretar cenários, analisar informações e tomar decisões. O valor gerado está menos na execução e mais na capacidade de resolver problemas complexos.

“Com a automação assumindo parte das atividades operacionais, o diferencial humano está cada vez mais na capacidade de interpretar contextos, tomar decisões e encontrar soluções. As empresas precisam reconhecer que resolver um problema crítico para o negócio pode gerar muito mais valor do que executar dezenas de tarefas rotineiras ao longo do dia”, destaca a executiva.

O impacto do trabalho ficou mais difícil de medir

Parte significativa das contribuições profissionais acontece hoje em atividades subjetivas, como colaboração, troca de conhecimento, inovação e construção de relacionamentos. Por isso, muitas empresas enfrentam dificuldades para adaptar seus modelos de avaliação e continuam recorrendo a métricas baseadas em presença ou tempo de trabalho.

Para Andréa, a principal mudança necessária é cultural. “O desafio das empresas não é entender quem está gerando mais impacto. Quando o foco muda do tempo para os resultados, a conversa sobre produtividade se torna muito mais relevante para o futuro do trabalho”, conclui.

Sobre a Workhub

A Workhub é um hub de soluções corporativas por assinatura e especializada em intranets.

Com mais de 100 clientes – entre eles BRK Ambiental, Sodimac, Multiloja, Center Norte, Universidade Cruzeiro do Sul, FIEB, Grupo Comporte, Cartão de Todos e Construtora Patriani – a HR Tech tem o objetivo de centralizar todos os processos corporativos dentro de uma única plataforma com interface amigável e integrada ao Microsoft SharePoint, usado por mais de 90% das empresas, além de integração com Teams, Viva Engage e M365. Tudo isso com investimento otimizado, em modelo assinatura e com entrega em apenas sete dias.

Mais informações: https://workhub.digital/

Feed principal

Últimas notícias

Carregando mais notícias…