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Como usar IA para transformar ideias de colaboradores em projetos dentro das empresas

Da identificação de problemas aos testes com segurança, especialista reúne cinco orientações para aplicar a inteligência artificial ao intraempreendedorismo

Mão de uma pessoa segurando um tablet com linhas de código na tela; ao fundo há um monitor e uma planta desfocados

Quase metade dos profissionais que usam inteligência artificial no trabalho (48%) já inseriu informações da empresa em ferramentas públicas, segundo a pesquisa “Confiança, atitudes e uso da inteligência artificial”, da Universidade de Melbourne em parceria com a KPMG. O dado evidencia um desafio para as organizações: aproveitar a facilidade com que os colaboradores podem explorar ideias e criar soluções com IA, sem deixar de estabelecer regras para o uso de dados e critérios para avaliar quais propostas devem avançar.

“O maior erro hoje é tratar a inteligência artificial apenas como uma novidade técnica ou, no extremo oposto, tentar controlar seu uso proibindo as pessoas de testar. O caminho é dar autonomia com diretrizes claras: a empresa define os problemas prioritários e as regras de proteção de dados, enquanto os colaboradores contribuem com a criatividade e o conhecimento da operação”, explica Paulo Humaitá, fundador e CEO da Bluefields.

Transformar testes em projetos, porém, ainda é um desafio. Segundo estudo “Os sistemas de inovação precisam de uma reinicialização”, da Boston Consulting Group (BCG), 86% das empresas pesquisadas experimentavam IA generativa em suas áreas de inovação, mas apenas 8% haviam levado seu uso à escala.

Para a Bluefields, aceleradora de negócios e plataforma de inovação, a IA pode ajudar os colaboradores a desenvolver e testar propostas de melhoria, desde que essas iniciativas estejam conectadas a desafios do negócio. A empresa reuniu cinco orientações para aplicar a tecnologia ao intraempreendedorismo:

Comece pelo problema, não pela ferramenta – Antes de convidar os colaboradores a propor ideias com IA, a liderança deve indicar desafios concretos do negócio, como gargalos operacionais, demora no atendimento ou dificuldades na jornada do cliente. Isso dá direção à experimentação e ajuda a identificar onde uma solução pode gerar valor;

Defina quais ferramentas e dados podem ser usados

As equipes precisam saber quais plataformas estão autorizadas e que informações não devem ser inseridas em ferramentas públicas, como dados de clientes, informações financeiras e documentos confidenciais. Regras claras permitem testar ideias sem colocar informações da empresa em risco;

Facilite a apresentação das propostas

O colaborador não precisa elaborar um business case completo para sugerir uma melhoria. Um formato simples pode pedir que ele descreva o problema, quem é afetado, como pretende usar a IA para desenvolver ou testar a solução e que resultado indicaria que a proposta funcionou;

Teste a ideia em pequena escala

Antes de investir em licenças amplas ou integrar a solução aos sistemas da empresa, vale realizar um piloto com escopo, prazo e critérios de avaliação definidos. A IA pode acelerar a criação de protótipos, mas a utilidade da proposta precisa ser testada na prática, com avaliação humana;

Decida o próximo passo com base nos resultados

Ao fim do piloto, a empresa deve avaliar se houve ganho mensurável, quais riscos precisam ser tratados e o que seria necessário para ampliar a solução. Se a proposta não funcionar como esperado, ajustá-la ou encerrá-la também faz parte do processo de inovação.

“O valor da IA generativa não está na quantidade de experimentos realizados, mas na capacidade de identificar quais soluções funcionam e podem ser incorporadas à rotina da empresa. Para isso, é fundamental acompanhar os resultados dos pilotos e definir critérios para decidir o que deve ser ampliado, ajustado ou descontinuado”, conclui Humaitá.

Sobre Bluefields

A Bluefields é uma aceleradora de negócios e plataforma de inovação que atua no desenvolvimento de startups e na conexão entre empreendedores, corporações e investidores. Com uma abordagem prática e orientada a resultados, a Bluefields apoia a criação, validação e escala de negócios inovadores, combinando metodologias consolidadas de empreendedorismo, inovação aberta e impacto. Com propósito impulsiona soluções que geram crescimento sustentável, fortalecem o ecossistema de inovação e transformam ideias em negócios de alto valor.

Com a missão de acelerar inovações para a eternidade, a Bluefields soma mais de 300 startups aceleradas em 9 anos de história. Atualmente, 60% das startups seguem ativas, com faturamento de R$220 milhões e geram mais de 1.000 empregos diretos. A Bluefields conta com um ecossistema de +50 grandes empresas atendidas e conta com centenas de mentores, mantenedores e parceiros locais e globais. Nos últimos anos, recebeu múltiplos prêmios entre as melhores aceleradoras do Brasil, pela ABStartups (Startup Awards) e pela empresa francesa Leaders League. Para o futuro, a visão 2040 prevê a construção de um ecossistema global de inovação, com presença em cinco regiões do Brasil e em cinco países.

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