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Estrias: o que acontece com a pele e quais tratamentos podem suavizar as marcas?

Especialista explica os fatores associados ao seu surgimento, as possibilidades de tratamento e os cuidados necessários antes de apostar em procedimentos estéticos.

Quatro mulheres com diferentes tons de pele, vestindo roupas íntimas neutras, enquadradas da cintura às coxas sobre fundo bege

As estrias fazem parte da história de muitas peles. Podem aparecer durante a adolescência, na gestação ou após mudanças no volume corporal e, embora não representem, em geral, um problema de saúde, são capazes de provocar incômodo estético e interferir na maneira como algumas pessoas se relacionam com o próprio corpo.

A frequência dessas marcas é especialmente expressiva durante a gravidez. Uma revisão clínica publicada no StatPearls, referência médica disponível na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NLM/NCBI), aponta que as estrias podem estar presentes em aproximadamente 43% a 88% das gestações.

Mas o que acontece, afinal, para que essas marcas apareçam? Segundo Barbara Aguiar, especialista em tratamentos para estrias e criadora do Método Barbara Aguiar, o processo está relacionado a alterações nas fibras de colágeno e elastina, estruturas localizadas na derme e responsáveis por conferir sustentação e elasticidade à pele.

Por que as estrias aparecem?

O surgimento das estrias não está associado a um único fator. Crescimento acelerado, alterações hormonais, gestação, oscilações no volume corporal e predisposição genética estão entre as condições que podem contribuir para o seu desenvolvimento.

Em um primeiro momento, as marcas costumam apresentar tonalidades avermelhadas ou arroxeadas, características de uma fase mais recente. Com o passar do tempo, podem adquirir uma aparência esbranquiçada, indicando uma fase mais antiga. “Cada pele apresenta características próprias. Por isso, é importante compreender o estágio das estrias, o histórico individual e as condições da região antes de considerar qualquer tratamento. Não existe uma indicação universal”, explica Barbara.

Laser, microagulhamento e outras possibilidades de tratamento

Embora não exista um procedimento capaz de garantir a remoção completa das estrias, algumas técnicas podem contribuir para suavizar sua aparência. Entre as possibilidades estão o laser e o microagulhamento, que atuam por diferentes mecanismos e podem estimular processos relacionados à renovação da pele e à produção de colágeno.

A escolha do procedimento depende de fatores como a coloração, a profundidade e o tempo de existência das marcas, além das características individuais de cada paciente. A avaliação profissional também deve considerar contraindicações, possíveis efeitos adversos e as evidências científicas disponíveis. Barbara Aguiar ressalta que alinhar as expectativas é uma etapa essencial do processo. “Os resultados variam de acordo com o tipo de estria e as características da pele. É fundamental explicar o que pode ser alcançado, quais são os limites de cada técnica e quais cuidados precisam ser adotados antes e depois do procedimento”, afirma.

Hidratação previne estrias?

Manter a pele hidratada é importante para preservar sua barreira de proteção e contribuir para a saúde cutânea. No entanto, a hidratação, isoladamente, não garante a prevenção ou a eliminação das estrias.

Durante a gestação, a atenção deve ser redobrada. Nem todos os ativos cosméticos e procedimentos estéticos são indicados nesse período, por isso é importante consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer intervenção. “É necessário ter cautela com promessas de prevenção ou eliminação das estrias. Os cuidados devem respeitar as necessidades individuais e, especialmente durante a gravidez, priorizar a segurança da mãe e do bebê”, orienta a especialista.

Estrias e autoestima: tratar é uma escolha

Mais do que uma questão dermatológica, as estrias também podem envolver aspectos relacionados à autoestima e à percepção do próprio corpo. Enquanto algumas pessoas desejam suavizar as marcas, outras não sentem necessidade de recorrer a tratamentos.

Nesse contexto, os procedimentos estéticos podem representar uma escolha de autocuidado, desde que sejam realizados de maneira consciente, com orientação adequada e expectativas realistas.

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