Com dezenas de jogadores afastados por problemas musculares, articulares e fraturas durante o torneio, especialistas apontam que diagnóstico preciso e acompanhamento médico são fundamentais para definir tratamento e retorno aos gramados

A Copa do Mundo de 2026 terminou deixando um saldo que vai além dos resultados em campo. Ao longo do torneio, lesões musculares, articulares e traumáticas afetaram jogadores de diferentes seleções e reacenderam o debate sobre os impactos do calendário cada vez mais intenso do futebol de alto rendimento, somado às condições climáticas enfrentadas durante a competição.
Levantamento baseado no acompanhamento da cobertura esportiva estima que entre 45 e 55 atletas das 48 seleções participantes sofreram algum tipo de lesão que resultou em desfalques, limitações físicas ou necessidade de tratamento durante a Copa.
Entre os casos mais conhecidos estão Lucas Paquetá, Raphinha e Wesley, pela Seleção Brasileira; Enzo Fernández, da Argentina; Aurélien
Para o Dr. Harley De Nicola, médico radiologista da Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI), o cenário confirma uma tendência observada nas principais competições internacionais. “O futebol atual exige uma intensidade física muito maior do que há alguns anos. Quando essa carga é somada a um calendário apertado, deslocamentos frequentes, pouco tempo para recuperação entre as partidas e condições climáticas adversas, como o calor registrado durante a Copa, o risco de lesões aumenta de forma importante”, afirma.
Após a avaliação clínica, exames complementares tornam-se parte fundamental da investigação para identificar a extensão da lesão e orientar a conduta médica. Em casos de lesões musculares, como as registradas por Lucas Paquetá, Raphinha e Giorgian De Arrascaeta, a ressonância magnética costuma ser o principal exame utilizado para avaliar o comprometimento das fibras musculares. Já nas lesões articulares, como torções de tornozelo e traumas no joelho, radiografia e ressonância auxiliam na análise de estruturas ósseas, ligamentos, tendões e cartilagens. Em situações mais graves, como a fratura sofrida por Ismaël Koné, a tomografia computadorizada fornece informações importantes para o planejamento do tratamento.
“A avaliação clínica continua sendo o primeiro passo. Os exames complementares confirmam o diagnóstico, mostram a extensão da lesão e fornecem informações que ajudam a equipe médica a definir o tratamento e o momento mais seguro para o retorno ao esporte”, explica o médico.
Segundo o especialista, um dos principais desafios da medicina esportiva é evitar que o atleta retorne às atividades antes da recuperação completa, situação que aumenta significativamente o risco de novas lesões.
“O desaparecimento da dor não significa, necessariamente, que houve recuperação total. A decisão de retorno precisa considerar a evolução clínica e os achados dos exames, para que o atleta volte em condições seguras e com menor risco de recorrência”, destaca.
O avanço tecnológico também vem ampliando a capacidade de avaliação das equipes médicas. Equipamentos de maior resolução e ferramentas de apoio à análise das imagens permitem identificar alterações com mais precisão e acompanhar a recuperação dos atletas de forma mais detalhada.
Para Dr. Harley, o número de lesões registrado durante a Copa reforça que prevenção e recuperação precisam ganhar ainda mais espaço dentro do futebol profissional.
“Cada lesão tem um comportamento diferente. A decisão sobre o retorno do atleta precisa considerar a evolução clínica e os achados dos exames para que esse processo aconteça com segurança.”
Sobre a FIDI
Fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI) é uma Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a FIDI está presente em 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul. É a maior empresa especializada em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2025, foram realizados mais de 5,1 milhões de exames de diagnóstico por imagem, crescimento de 9,6% em relação a 2024, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X e densitometria óssea. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria, Educação Médica e Inteligência Artificial.
A Fundação também trabalha na proposição de soluções inovadoras para a saúde pública, como sistema de análise de imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial e participou da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. Por duas vezes, a FIDI recebeu o prêmio Referências da Saúde 2019 e 2020, na categoria Qualidade Assistencial, e por três vezes foi medalhista em desafios internacionais de aplicação de inteligência artificial no diagnóstico por imagem, propostos na conferência anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, considerado o maior congresso do setor no mundo. Ao final de 2020, a Central de Laudos da FIDI obteve a certificação ISO 9001:2015 de Gestão da Qualidade e em 2023 renovou a certificação, pela International
Desde 2014, a FIDI atua na carreta-móvel do programa Mulheres de Peito, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e operacionalizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), é que oferece exames gratuitos de mamografia. Já são mais de 300 municípios atingidos, cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres encaminhadas fidi | Facebook | Instagram
