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Toy Story 5 reacende debate sobre o excesso de telas na infância e inspira alerta de pediatra

Após assistir ao filme, a pediatra Dra. Lilian Zaboto faz um convite às famílias: transformar a ida ao cinema em uma oportunidade para refletir sobre o impacto da tecnologia no desenvolvimento infantil

Créditos: Divulgação

São Paulo, 15 julho de 2026 – O maior vilão de Toy Story 5 não é um brinquedo. Para a pediatra Dra. Lilian Zaboto, que há quase 30 anos acompanha o desenvolvimento de crianças e adolescentes, o filme traz uma reflexão muito mais profunda: o espaço que as telas vêm ocupando na infância.

Após assistir à produção, a médica, conhecida por atender famílias há quase três décadas, afirma ter saído do cinema emocionada com a mensagem apresentada pela animação. Para ela, o longa evidencia, de forma sensível, uma realidade que faz parte do dia a dia de seu consultório: crianças cada vez mais conectadas aos dispositivos eletrônicos e, ao mesmo tempo, mais distantes das brincadeiras, da imaginação e das interações presenciais.

Ao longo da minha carreira, acompanhei milhares de crianças crescendo. Nos últimos anos, percebo uma mudança importante. Muitas já chegam ao consultório segurando um celular ou um tablet. Elas estão conectadas ao mundo digital, mas, muitas vezes, menos conectadas umas às outras. O filme traduz exatamente essa realidade de maneira muito inteligente“, afirma a pediatra.

Segundo a Dra. Lilian, a mensagem do filme não deve ser interpretada como uma crítica à tecnologia, mas como um alerta sobre o seu uso excessivo.

A tecnologia faz parte da educação, da comunicação e do futuro das nossas crianças. O problema não é a tecnologia em si, mas quando ela começa a substituir experiências fundamentais da infância, como brincar, conversar, imaginar e conviver em família“, destaca.

A especialista lembra que o brincar é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento infantil. É por meio das brincadeiras que as crianças desenvolvem criatividade, linguagem, coordenação motora, autonomia, inteligência emocional, empatia e habilidades para resolver conflitos.

Nenhum aplicativo consegue substituir tudo o que acontece durante uma brincadeira. É nesse momento que o cérebro infantil aprende de forma natural e constrói competências que acompanharão a criança por toda a vida“, explica.

As recomendações também são respaldadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que orienta:

  • Crianças menores de 2 anos: nenhum contato com telas;
  • Entre 2 e 5 anos: até uma hora por dia;
  • Dos 6 aos 10 anos: no máximo duas horas diárias;
  • Na adolescência: uso limitado, sem comprometer o sono, a atividade física, os estudos e a convivência familiar, sempre com supervisão dos pais nas redes sociais.

Para a pediatra, Toy Story 5 pode servir como ponto de partida para uma conversa importante entre pais e filhos sobre equilíbrio no uso da tecnologia.

Meu convite é simples: levem seus filhos ao cinema, mas assistam ao filme juntos. Depois conversem sobre a história. A infância passa muito rápido e nenhuma tecnologia será capaz de devolver o tempo que deixamos de viver ao lado dos nossos filhos“, afirma.

Depois de quase três décadas acompanhando famílias, Dra. Lilian reforça que os maiores presentes que pais e responsáveis podem oferecer continuam sendo os mesmos: presença, tempo de qualidade, brincadeiras, conversas, abraços e memórias compartilhadas.

A tecnologia deve fazer parte da infância, mas jamais substituí-la.

Sobre a Dra. Lilian Zaboto:

Com mais de 26 anos de carreira, a Dra. Lilian Zaboto é membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e ex-coordenadora do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO. Atua em seu consultório em Alphaville, é credenciada nos hospitais Albert Einstein e São Luiz, e também é Oficial Médica Tenente (R2) da Força Aérea Brasileira.

Seu trabalho é pautado pela excelência médica, atenção aos detalhes e vínculo afetivo com as famílias que confiam nela para cuidar do bem mais precioso: seus filhos

A “Pediatra dos Famosos”, por atender famílias como Simone Mendes, Luciele di Camargo, Leonardo, Wesley Safadão, Simaria, Mara Maravilha, Júlio Rocha, Caito Maia, e também de jogadores como Cafu, Dudu, Murilo, Éderson, Romero e Malcom, as filhas do Silvio Santos, entre muitos outros 

Instagram:

@lilianpediatra

@clinicalilianzaboto