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Lançamento do GPT-5.6 expõe por que 95% dos projetos de IA fracassam

Créditos: Divulgação/Magnific

O lançamento do GPT-5.6 reacendeu a disputa sobre qual é o modelo de inteligência artificial mais avançado do mercado, mas especialistas afirmam que essa discussão tem pouca influência sobre os resultados obtidos pelas empresas. Enquanto gigantes da tecnologia aceleram o desenvolvimento de novos modelos, estudos recentes mostram que a maior parte das organizações ainda não consegue transformar projetos de IA em ganhos concretos de produtividade. Segundo levantamento da Jitterbit, divulgado pela Times Brasil/CNBC, apenas 5,2% das empresas brasileiras conseguem levar projetos de inteligência artificial da fase piloto para a operação em escala, evidenciando que o principal desafio está na implementação e não na tecnologia em si.

Renato Asse, fundador do ibe.IA e pioneiro do No Code no Brasil, especialista em inteligência artificial aplicada a negócios, automações e criação de sistemas sem programação, acompanha esse movimento na prática após implementar agentes de IA em empresas com mais de 13 mil colaboradores e capacitar mais de 25 mil alunos. Para ele, a discussão sobre qual modelo utilizar tem desviado a atenção do verdadeiro problema. “Os modelos evoluem praticamente todos os meses. O que realmente diferencia uma empresa é saber onde aplicar a IA dentro da operação. Sem processos claros e dados organizados, trocar de modelo não muda o resultado.”

Os números reforçam essa percepção. O relatório The GenAI Divide: State of AI in Business 2025, produzido pelo MIT por meio da iniciativa NANDA, aponta que 95% dos projetos de IA generativa não geram retorno mensurável, mesmo após investimentos estimados entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões. O mesmo estudo mostra que os casos de maior sucesso estão concentrados na automação de processos de retaguarda, enquanto grande parte dos investimentos continua direcionada para áreas como marketing e vendas. Já o Gartner projeta que 60% dos projetos de IA serão abandonados até o fim de 2026 por falta de dados preparados, enquanto 63% das organizações ainda não possuem uma gestão de dados adequada para esse tipo de tecnologia.

Além de analisar por que tantas iniciativas fracassam antes de chegar à produção, o porta-voz pode comentar quais áreas concentram hoje os maiores ganhos de produtividade, como empresas devem priorizar aplicações de IA sem depender do “modelo da vez” e quais critérios precisam ser observados antes de iniciar qualquer projeto de automação. “O erro mais comum é acreditar que o modelo resolverá problemas que a empresa ainda não conseguiu organizar internamente. A IA potencializa processos bem estruturados, mas não cria organização onde ela não existe. O diferencial competitivo continua sendo a capacidade de transformar tecnologia em operação.”

Sobre o ibe.IA

O ibe.IA é uma escola de Inteligência Artificial que forma profissionais e empresas para o uso prático de IA, automações e sistemas sem programação. Fundada por Renato Asse, pioneiro do No Code no Brasil, a escola já formou mais de 25 mil alunos e treinou mais de 700 empresas em IA aplicada.

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