Pular para o conteúdo

Brasileiros querem IA nos carros, mas ainda resistem à direção autônoma, revela pesquisa da Webmotors

Estudo do Webmotors Autoinsights mostra que metade dos consumidores demonstra interesse pela tecnologia embarcada, mas apenas 12% confiariam totalmente a condução do veículo à inteligência artificial

Motorista ao volante com painel e tela de navegação mostrando rota, ícones de assistência projetados no para-brisa e paisagem costeira com montanhas ao fundo.

São Paulo, setembro de 2026 – A inteligência artificial já desperta interesse dos consumidores brasileiros na hora de escolher um veículo, mas a confiança na tecnologia ainda encontra limites quando o assunto é assumir o controle da direção. É o que mostra uma pesquisa do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados sobre o mercado automotivo brasileiro, realizada com 1,6 mil brasileiros que acessaram a plataforma em busca de um veículo no mês de agosto.

O levantamento aponta que 51% dos entrevistados têm interesse em veículos equipados com recursos de inteligência artificial, sendo 22% muito interessados e 29% interessados. Ao mesmo tempo, apenas 12% afirmam confiar na tecnologia para conduzir o veículo de forma totalmente autônoma, sem a presença de um motorista.

Os resultados indicam que o consumidor brasileiro vê a IA mais como uma ferramenta de apoio do que como substituta do motorista. Enquanto 60% confiariam na tecnologia para tarefas consideradas simples, como sugestões de rotas e ajustes de conforto, e 37% aceitariam sua atuação em sistemas de segurança, como frenagem automática e alertas de colisão, a direção totalmente autônoma aparece entre as funções menos desejadas pelos entrevistados.

Gráfico de barras com opções de confiança na IA dentro do carro: Decisões simples 60%, Decisões de segurança 37%, Não confiaria 16%, Direção automática 12%.

Quando questionados sobre as aplicações mais úteis da inteligência artificial nos automóveis, os participantes priorizaram recursos ligados à proteção e à manutenção do veículo. Alertas de segurança para evitar acidentes foram citados por 45% dos respondentes, seguidos pelo diagnóstico preventivo de problemas mecânicos (44%) e pelas sugestões inteligentes de rotas (34%). Em contraste, apenas 10% apontaram a direção autônoma como uma das funcionalidades mais relevantes.

Lista de funções de IA mais úteis no carro com porcentagens: Alertas de segurança 45%, Diagnóstico 44%, Sugestões de rotas 34%, Assistente de voz 23%, Direção autônoma 10%.

A pesquisa também mostra que o conhecimento sobre inteligência artificial já está consolidado entre os consumidores. Mais da metade dos entrevistados (54%) afirma entender bem ou já utilizar ferramentas de IA, enquanto 30% dizem saber do que se trata. Apenas 8% declararam nunca ter ouvido falar sobre a tecnologia.

Apesar do interesse crescente, os consumidores ainda demonstram sensibilidade em relação ao custo. Segundo o levantamento, 57% não estariam dispostos a pagar nenhum valor adicional para ter recursos de inteligência artificial embarcados no veículo. Entre aqueles que aceitariam um acréscimo de preço, 20% pagariam até 5% a mais.

Gráfico mostrando quanto os consumidores pagariam a mais por IA: Não pagaria 57%, Até 5% a mais 20%, Não sei dizer 12%, Entre 6% e 10% 6%.

“A inteligência artificial está deixando de ser uma tecnologia do futuro para se tornar um recurso esperado pelos consumidores. Os resultados da nossa pesquisa sugerem que, para o consumidor brasileiro, o valor da inteligência artificial nos automóveis está principalmente na segurança, na praticidade e na prevenção de problemas, e não na promessa de veículos totalmente autônomos. Além disso, a tecnologia tende a ser percebida como um atributo esperado dos carros do futuro, e não como um item pelo qual o público pretende pagar separadamente”, comenta Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors.

Feed principal

Últimas notícias

Carregando mais notícias…