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Brasil exporta tecnologia mas esbarra na conta da expansão

De equipes comerciais a data centers, crescer fora exige recursos para conquistar clientes e continuar atendendo após o primeiro contrato

Referência em tecnologia, Fábio Akita vê nascer um novo perfil profissional o orquestrador de agentes de IA – Créditos: Magnific

Em estudo divulgado em setembro de 2026, a Softex informou que 108 das 353 empresas atendidas pelo programa Brasil IT + entre 2024 e 2026 exportaram, com volume de US$1,18 bilhão. O levantamento registra vendas ao exterior, mas não indica quantas dessas companhias estabeleceram operações permanentes em outros países. Neste mês, a ApexBrasil realizou uma missão comercial no Chile e na Colômbia para aproximar empresas brasileiras de tecnologia de possíveis clientes e parceiros.

Henrique Reis, CEO da Wascer, plataforma de infraestrutura para coleta de dados e rastreamento server side, avalia que a primeira venda costuma trazer exigências que não aparecem enquanto o produto é desenvolvido apenas para o Brasil. O comprador estrangeiro pode precisar de ajustes técnicos, atendimento em outros horários e condições contratuais diferentes. “É nesse momento que a empresa descobre se está preparada para atuar fora ou se conseguiu fechar uma negociação isolada”, afirma.

A expansão começa antes do contrato

Decidir para onde ir exige conhecer os potenciais compradores e os concorrentes locais. Um produto que funciona no Brasil pode precisar de outra forma de apresentação, preço e suporte para ser adotado em um novo país. Na missão ao Chile e à Colômbia, a programação da ApexBrasil incluiu preparação sobre os mercados, visitas técnicas e reuniões com possíveis parceiros.

O custo dessa preparação chega antes das receitas recorrentes. Empresas precisam investir em pessoas capazes de vender, implantar a solução e acompanhar o cliente depois da assinatura. Para Reis, captar recursos ajuda a bancar essa estrutura, mas não resolve uma expansão sem prioridades definidas. “Entrar em vários países ao mesmo tempo pode parecer crescimento. Se a equipe não consegue atender bem os primeiros clientes, a empresa perde força antes de consolidar a operação”, ressalta.

O custo da tecnologia também pesa. Sócio do primeiro data center do Sul de Minas Gerais, instalado em Varginha, o executivo acompanha de perto as exigências de infraestrutura dos serviços digitais. No estudo TICs 2026, o Observatório Softex identificou o custo da tecnologia, citado por 78,6%, e a escassez de profissionais, mencionada por 54,2%, entre as barreiras à inovação no setor. Os dados não medem obstáculos à exportação, mas ajudam a mostrar as pressões enfrentadas por empresas que precisam desenvolver e manter seus produtos.

De fornecedora a empresa internacional

Nem toda companhia que vende software ao exterior precisa manter uma unidade física no país do cliente. A necessidade de uma estrutura local depende do tipo de serviço, dos contratos e do suporte exigido. Da mesma forma, a demanda por processamento de dados pode influenciar onde uma operação será hospedada e como garantirá sua disponibilidade. Data centers entram nessa discussão para negócios que dependem dessa infraestrutura, sem serem uma condição para toda exportação de tecnologia.

Conhecer cada destino reduz o risco de reproduzir uma estratégia que deu certo apenas no mercado brasileiro. Em 2026, o programa Brasil IT + lançou um guia para empresas interessadas na Espanha, com informações sobre regras, possíveis parceiros e barreiras de entrada. A iniciativa reforça a necessidade de estudar o mercado antes de comprometer recursos com a expansão.

Na avaliação de Reis, o teste decisivo vem depois da novidade da primeira negociação. “Para crescer no exterior, a empresa precisa entender o problema do cliente, entregar o que prometeu e continuar presente quando ele precisar. É essa sequência que transforma uma venda em um negócio duradouro”, aponta.

Sobre Henrique Reis

Henrique Reis é CEO da Wascer, plataforma de infraestrutura para coleta de dados e rastreamento server-side, e sócio do primeiro data center do Sul de Minas Gerais. Empreendedor desde os 15 anos, iniciou sua trajetória profissional ainda na adolescência e passou por diferentes negócios antes de concentrar sua atuação no setor de tecnologia.

Durante a graduação em Engenharia Química, transformou uma operação de xerox em um negócio e também empreendeu com a venda de produtos como mel e roupas. As experiências em diferentes frentes antecederam sua entrada definitiva no mercado de tecnologia.

Atualmente, Henrique atua à frente da WASCER, com foco em infraestrutura de dados, tracking server-side e tecnologias voltadas à coleta e à mensuração digital. Também participa de projetos ligados à expansão da infraestrutura tecnológica no país, incluindo o primeiro data center do Sul de Minas, instalado em Varginha.

Para maiores informações acesse: Linkedln | Instagram Henrique| Instragram Halver Datacenter|Instagram StayCloud

Sobre a Wascer

A Wascer é uma plataforma brasileira de infraestrutura para coleta de dados e rastreamento server-side. A tecnologia foi desenvolvida para ajudar empresas a reduzir perdas de informações provocadas por bloqueadores de rastreamento, restrições dos navegadores e limitações da coleta realizada diretamente no dispositivo do usuário.

A plataforma simplifica a implementação e a gestão do Google Tag Manager Server-Side, permitindo que empresas estruturem operações de dados com maior controle sobre a coleta, o processamento e a distribuição das informações. A solução também possibilita integrações server-to-server com as principais plataformas de mídia, além de apoiar estratégias baseadas em first-party data.

Entre os recursos oferecidos estão hospedagem de Google Tag Manager Server-Side, domínio próprio, entrega via Cloudflare, integrações com Conversion APIs, persistência de eventos e ferramentas voltadas à confiabilidade da mensuração digital. A proposta da Wascer é reduzir a complexidade técnica desse tipo de infraestrutura, permitindo que as empresas utilizem tecnologias avançadas de coleta de dados sem precisar administrar servidores e ambientes próprios.

Atualmente, mais de 300 operações utilizam a plataforma. Entre as empresas apresentadas pela Wascer em sua base de clientes estão Havan, Casa & Vídeo, Embelleze, Loungerie, Le Biscuit, Plié e Torra.

Para maiores informações acesse: Site Oficial

Fontes de Pesquisa
Softex, estudo TICs 2026, terceiro caderno: https://softex.br/tics-2026-terceiro-caderno-do-estudo-do-observatorio-softex-propoe-acoes-para-reduzir-dependencia-tecnologica/

Softex, estudo TICs 2026, segundo caderno: https://softex.br/estudo-do-observatorio-softex-aponta-avancos-e-gargalos-da-inovacao-em-tic-no-brasil/
Plataforma Brasil Exportação, Jornada Exportadora no Chile e na Colômbia: https://brasilexportacao.com.br/produto/jornada-exportadora-solucoes-energia-agritech-mobilidade-e-tic-2026/
Softex, Market Guide Espanha: https://softex.br/brasil-it-lanca-market-guide-espanha-reunindo-dados-estrategicos-para-apoiar-decisoes-de-internacionalizacao/

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