
São Paulo, outubro de 2026 – A cesta básica ficou mais cara em sete das oito capitais monitoradas pela Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE em setembro. O destaque do mês foi a reversão no preço dos legumes: depois de recuarem em todas as capitais em agosto, eles voltaram a subir em sete delas, com alta de até 41,63% em Belo Horizonte. Curitiba registrou o maior avanço mensal (+3,37%), enquanto Manaus foi a única capital com queda (-0,29%).

Capitais com maior alta da cesta básica em setembro
- Curitiba (+3,37%)
- Salvador (+2,70%)
- Fortaleza (+2,50%)
- Belo Horizonte (+2,28%)
- São Paulo (+2,23%)
- Rio de Janeiro (+1,35%)
- Brasília (+1,04%)
- Manaus (-0,29%)
Cestas básicas mais caras do país
- São Paulo (R$ 995,65)
- Rio de Janeiro (R$ 972,19)
- Fortaleza (R$ 930,34)
Em setembro, a cesta básica em São Paulo custou R$ 225,19 a mais que a de Belo Horizonte (R$ 770,46), a mais barata entre as oito capitais. Isso representa uma diferença de 29,23% em relação ao preço da cesta de Belo Horizonte.
Curitiba apresentou a maior variação do levantamento, com alta de 3,37%. O preço médio passou de R$ 756,77 para R$ 782,31, representando um aumento expressivo em relação ao mês anterior. Mesmo com a elevação, a capital paranaense manteve-se entre as cidades com os menores preços da cesta básica.
Em Salvador, o preço médio da cesta básica aumentou 2,70%, passando de R$ 845,79 em agosto para R$ 868,62 em setembro. A alta foi a segunda mais expressiva entre as capitais analisadas, indicando uma elevação significativa dos custos no período.
Em Fortaleza, o preço médio da cesta básica subiu 2,50%, passando de R$ 907,63 em agosto para R$ 930,34 em setembro. A variação indica uma elevação relevante dos custos no período, mantendo a capital cearense entre as cidades com os preços mais elevados do levantamento.
Belo Horizonte registrou aumento de 2,28% no preço médio da cesta básica, que passou de R$ 753,32 em agosto para R$ 770,46 em setembro. Apesar da alta, a capital mineira continuou apresentando o menor custo entre as cidades analisadas, mantendo sua posição como a mais barata do levantamento.
São Paulo registrou a quinta maior alta entre as capitais analisadas, de 2,23%, com o preço médio passando de R$ 973,93 para R$ 995,65. A capital paulista permaneceu com a cesta mais cara do levantamento e se aproximou da marca de R$ 1.000, reforçando sua posição como a cidade de maior custo para o consumo básico.
No Rio de Janeiro, a cesta de consumo básica apresentou alta de 1,35% em setembro, passando de R$ 959,22 em agosto para R$ 972,19. Apesar do aumento, a capital fluminense manteve-se como a segunda mais cara entre as cidades analisadas, atrás apenas de São Paulo.
Brasília apresentou a menor alta entre as capitais que registraram aumento, com variação de 1,04%. O preço médio passou de R$ 859,07 para R$ 868,04, indicando uma elevação mais moderada em comparação às demais cidades. O resultado reverteu a relativa estabilidade observada no mês anterior.
Manaus foi a única capital a registrar queda no período, com recuo de 0,29%. O preço médio passou de R$ 864,36 em agosto para R$ 861,85 em setembro, indicando uma redução moderada no custo da cesta básica em relação ao mês anterior.
Legumes voltam a subir e mudam o rumo da cesta
Setembro marcou uma nova virada na composição dos preços dos alimentos. Os legumes, que haviam sido o principal fator de alívio em agosto, com queda em todas as capitais, voltaram a pressionar a cesta: subiram em sete das oito capitais e foram o item de maior alta em seis delas, com variações de +41,63% em Belo Horizonte, +28,41% em Curitiba, +21,48% no Rio de Janeiro, +19,43% em São Paulo, +18,05% em Salvador e +12,27% em Fortaleza. Manaus foi a exceção, com recuo de -4,37% no item.
O arroz manteve a pressão e subiu em todas as capitais, com destaque para Brasília (+10,62%) e Belo Horizonte (+9,60%), dando continuidade ao movimento de agosto, quando o grão já havia assumido o protagonismo das altas. Do lado do alívio, o café recuou em todas as capitais (de -0,12% em Manaus a -6,25% em Belo Horizonte); e o feijão ficou mais barato em seis das oito, com quedas de até -4,62% em Salvador. Belo Horizonte (+1,26%) e Rio de Janeiro (+1,10%) foram as exceções no feijão.
“Setembro mostrou que a pressão sobre os preços dos alimentos muda de lugar de um mês para o outro: os legumes, que haviam aliviado a cesta em agosto, voltaram a subir com força; e o arroz seguiu em alta em todas as capitais. Curitiba registrou o maior avanço mensal (+3,37%), enquanto Manaus foi a única a recuar (-0,29%)”, explica Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid.
Destaques por capital
Curitiba – maior alta do mês. A capital paranaense registrou avanço de 3,37%, com a cesta básica passando de R$ 756,77 para R$ 782,31, o maior valor da série acompanhada desde abril. A pressão veio principalmente dos legumes (+28,41%) e das frutas (+9,87%). Mesmo com a alta, Curitiba segue com a segunda cesta mais barata do país, atrás apenas de Belo Horizonte.
São Paulo – cesta mais cara do país. A capital paulista manteve a cesta básica mais cara entre as oito capitais, com alta de 2,23% (de R$ 973,93 para R$ 995,65). O valor voltou a se aproximar de R$ 1.000, patamar que a capital havia superado em maio (R$ 1.000,94) e junho (R$ 1.010,55). Legumes (+19,43%) e arroz (+7,66%) lideraram as altas.
Manaus – única queda. Essa capital foi a única a registrar queda no preço da cesta básica: -0,29%, de R$ 864,36 para R$ 861,85. Os legumes recuaram 4,37%, único recuo do item no levantamento. Com o resultado, a cesta de Manaus passou a custar menos que a de Brasília (R$ 868,04) e a de Salvador (R$ 868,62). A capital amazonense também foi a única com queda na cesta ampliada (-0,12%).
Quadro 1 – Preços médios da cesta de consumo básica – agosto/setembro 2026, por capital

Comportamento acumulado: abril a setembro
Entre abril e setembro, sete das oito capitais acumulam alta na cesta básica. Fortaleza lidera, com avanço de 3,25% (de R$ 901,02 para R$ 930,34), seguida por Manaus (+2,40%), Brasília (+2,35%), São Paulo (+2,13%) e Belo Horizonte (+2,06%). Curitiba (+1,76%) e Salvador (+0,11%, praticamente estável) tiveram os menores avanços. O Rio de Janeiro foi a única capital com queda acumulada no período (-0,94%, de R$ 981,37 para R$ 972,19).
Belo Horizonte também fechou setembro no maior valor da série (R$ 770,46); nas demais capitais, exceto Curitiba, os preços seguem abaixo dos picos registrados entre maio e julho.
Quadro 2 – Variação acumulada da cesta de consumo básica em setembro 2026, por capital

Em Brasília, a variação acumulada foi de 2,35% no período. O preço médio atingiu seu ponto mais alto em junho, quando chegou a R$ 883,90 e apresentou recuos em julho e agosto, antes de voltar a subir em setembro, indicando uma recuperação parcial dos valores.
Curitiba registrou alta acumulada de 1,76% entre abril e setembro. Após aumentos consecutivos até junho, os preços recuaram em julho e agosto, mas apresentaram uma elevação expressiva em setembro, resultando no maior valor da série desde abril.
Em Fortaleza, a cesta básica apresentou a maior variação acumulada entre as cidades analisadas, com alta de 3,25%. Depois de atingir o pico em junho, os preços diminuíram em julho e agosto, movimento parcialmente revertido em setembro, quando a cesta voltou a ultrapassar R$ 930,00.
Em Manaus, a cesta de consumo básica apresentou aumento acumulado de 2,40% no período. Os preços subiram continuamente de abril a julho, mas registraram duas quedas consecutivas em agosto e setembro. Mesmo com essa redução recente, o valor de setembro permaneceu superior ao observado no início da série.
O Rio de Janeiro registrou queda acumulada de 0,94%, sendo a única capital com variação negativa entre abril e setembro. Após uma elevação em maio, os preços recuaram até agosto, voltando a subir no último mês analisado. Esse movimento interrompeu a sequência de quedas observada anteriormente.
Salvador apresentou variação acumulada de apenas 0,11%, indicando estabilidade dos preços ao longo dos seis meses. Após alcançar o maior valor em junho, a cesta registrou quedas em julho e agosto, seguidas de uma recuperação em setembro, encerrando o período em patamar próximo ao de abril.
Em São Paulo, a cesta básica registrou aumento acumulado de 2,13% entre abril e setembro. Os preços atingiram o pico em junho, seguido por dois meses consecutivos de queda. Em setembro, houve nova elevação, revertendo parcialmente o movimento de recuo observado anteriormente.
O que pressionou e o que aliviou a cesta
O óleo e o açúcar também subiram em todas as capitais. O óleo teve as maiores altas em Salvador (+5,40%) e no Rio de Janeiro (+4,89%); e o açúcar no Rio (+4,72%) e em Curitiba (+4,44%). As frutas avançaram em sete capitais, com destaque para Curitiba (+9,87%); apenas o Rio de Janeiro registrou queda no item (-0,39%).
Entre os itens de menor variação, o suíno teve a maior queda do levantamento em Belo Horizonte (-15,15%), seguido por São Paulo (-3,90%), mas subiu em Salvador (+3,67%) e no Rio de Janeiro (+2,50%). Frango e margarina tiveram comportamento misto: ambos ficaram mais baratos em cinco capitais e subiram em três.
Em Belo Horizonte, os legumes apresentaram a maior alta entre os produtos analisados na capital mineira, com variação de 41,63%. O arroz também registrou aumento expressivo, de 9,60%, seguido pelo óleo, com 3,54%, e pelas frutas, com 1,71%. O açúcar apresentou relativa estabilidade, com alta de apenas 0,04%.
Em Brasília, o arroz registrou a maior alta entre os produtos analisados, com aumento de 10,62%, seguido pelos legumes, com 5,93%, e pelo óleo, com 3,83%. O açúcar apresentou elevação de 3,95%, enquanto as frutas tiveram a menor variação positiva, de 1,00%.
Em Curitiba, os legumes apresentaram a segunda maior alta entre todas as variações do quadro, com aumento de 28,41%. As frutas também registraram elevação significativa, de 9,87%, enquanto o açúcar subiu 4,44%, o arroz, 5,11%, e o óleo, 2,37%, indicando aumentos em todas as categorias analisadas.
Em Fortaleza, os legumes registraram a maior alta entre os produtos analisados na capital cearense, com variação de 12,27%. O arroz apresentou aumento de 6,24%, seguido pelas frutas, com 2,95%, pelo óleo, com 2,64%, e pelo açúcar, com 2,22%. Todas as categorias apresentaram variações positivas no mês.
Manaus apresentou um comportamento distinto das demais capitais nos preços dos legumes, que registraram queda de 4,37%, única variação negativa dessa categoria no quadro. Entre os demais produtos, o açúcar apresentou a menor alta, de 0,38%, seguido pelo arroz, com 0,82%, pelas frutas, com 1,33%, e pelo óleo, com 1,54%.
No Rio de Janeiro, os legumes apresentaram a maior alta entre os produtos analisados na capital fluminense, com aumento de 21,48%. O arroz registrou elevação de 5,42%, enquanto o óleo registrou elevação de 4,89% e o açúcar subiu 4,72% As frutas foram a única categoria com queda, de 0,39%, indicando comportamentos distintos entre os grupos de alimentos.
Em Salvador, os legumes apresentaram a maior alta entre os produtos analisados, com variação de 18,05%, seguidos pelo óleo, que subiu 5,40%. O arroz avançou 2,32%, o açúcar 1,50%, as frutas, 0,77%. Todas as categorias apresentaram variações positivas no período.
Em São Paulo, os legumes registraram a maior alta entre os produtos analisados na capital paulista, com variação de 19,43%. O arroz também apresentou aumento expressivo, de 7,66%, enquanto o açúcar subiu 3,51%, o óleo, 3,10%, e as frutas, 0,75%. O resultado evidencia que as maiores pressões de alta se concentraram nos legumes e no arroz.
Principais itens por capital
- Belo Horizonte: legumes (+41,63%) e arroz (+9,60%);
- Brasília: arroz (+10,62%) e legumes (+5,93%);
- Curitiba: legumes (+28,41%) e frutas (+9,87%);
- Fortaleza: legumes (+12,27%) e arroz (+6,24%);
- Manaus: legumes (-4,37%) e óleo (+1,54%);
- Rio de Janeiro: legumes (+21,48%) e arroz (+5,42%);
- Salvador: legumes (+18,05%) e óleo (+5,40%);
- São Paulo: legumes (+19,43%) e arroz (+7,66%).
Quadro 3 – Maiores variações de preços da cesta básica em setembro 2026, por capital

Itens que ajudaram a conter o custo da cesta
O café em pó e em grãos apresentou queda nas oito capitais pesquisadas, com Belo Horizonte registrando a maior retração (-6,25%), seguida por Rio de Janeiro (-1,94%), Fortaleza (-1,48%), Brasília (-1,32%), Curitiba (-0,63%), São Paulo (-0,50%), Salvador (-0,29%) e Manaus (-0,12%). O resultado indica um movimento generalizado de redução nos preços do produto em setembro, com destaque para a intensidade da queda em Belo Horizonte.
O feijão também apresentou recuo na maioria das capitais, com Salvador (-4,62%) e Fortaleza (-4,28%) registrando as maiores quedas, seguidas por Brasília (-3,21%), São Paulo (-2,42%), Curitiba (-2,05%) e Manaus (-0,94%). Em contrapartida, Belo Horizonte (1,26%) e Rio de Janeiro (1,10%) apresentaram altas, sendo as únicas capitais em que o produto teve aumento de preço no período.
O frango apresentou variações relativamente moderadas, com redução de preços em cinco capitais. Salvador (-1,28%), Belo Horizonte (-1,22%), Rio de Janeiro (-1,07%), Manaus (-1,01%) e Brasília (-0,47%) registraram quedas, enquanto São Paulo (1,36%) apresentou a maior alta, seguida por Fortaleza (0,30%) e Curitiba (0,13%). Esse comportamento evidencia diferenças regionais na evolução dos preços, com predominância de recuos, mas sem um movimento uniforme entre as capitais.
A margarina também apresentou variações discretas, com quedas em cinco capitais. Brasília (-1,87%) registrou a maior retração, seguida por Fortaleza (-1,15%), Curitiba (-0,59%), Belo Horizonte (-0,33%) e Rio de Janeiro (-0,27%). Por outro lado, Manaus (0,35%), Salvador (0,63%) e São Paulo (0,13%) tiveram aumentos, com destaque para Salvador, que apresentou a maior alta do item. O resultado aponta para uma tendência predominante de redução nos preços, embora com diferenças entre os mercados regionais.
Já o suíno apresentou o comportamento mais heterogêneo entre os itens analisados. Belo Horizonte registrou a maior queda (-15,15%), seguida por São Paulo (-3,90%) e Curitiba (-0,63%). Em Brasília e Manaus, os preços permaneceram estáveis, enquanto Fortaleza (0,92%), Rio de Janeiro (2,50%) e Salvador (3,67%) apresentaram altas, sendo Salvador a capital com o maior aumento. A amplitude das variações evidencia diferenças expressivas entre as capitais, com destaque para a forte retração em Belo Horizonte e a pressão de alta em Salvador.
Quadro 4 – Menores variações de preços da cesta básica em setembro 2026, por capital

Como o varejo pode responder às oscilações de preços
“Quando fatores climáticos e oscilações na oferta pressionam categorias como arroz e legumes, a resposta do varejo não pode ser apenas reagir ao aumento dos preços. É fundamental investir em abastecimento inteligente, utilizando dados para antecipar movimentos de demanda, ajustar o planejamento de reposição e priorizar a disponibilidade dos itens mais sensíveis. Essa combinação permite reduzir rupturas, diminuir desperdícios e preservar margens, garantindo que o consumidor encontre os produtos essenciais no momento da compra”, complementa Marcelo Alves.
Cesta ampliada: alta em sete capitais; Rio de Janeiro tem a mais cara
Na cesta de consumo ampliada, o padrão foi semelhante ao da cesta básica: sete das oito capitais tiveram alta em setembro, e Manaus (-0,12%) foi a única com queda. Curitiba registrou o maior avanço, de 2,12% (de R$ 1.789,77 para R$ 1.827,74, alta de R$ 37,97), mas segue com a cesta ampliada mais barata do levantamento. O Rio de Janeiro continua com a mais cara, a R$ 2.215,99 (+0,39%), seguido por São Paulo (R$ 2.153,09, +1,44%) e Brasília (R$ 2.081,73, +0,98%). A diferença entre a cesta ampliada mais cara e a mais barata chega a R$ 388,25.
Entre os itens, o chocolate subiu em todas as capitais, com a maior alta em São Paulo (+3,73%), seguida por Curitiba (+3,04%) e Belo Horizonte (+2,86%). Os queijos avançaram em sete capitais, com destaque para Fortaleza (+4,89%) e Brasília (+4,36%). O vinho teve a maior variação individual do quadro em Manaus (+6,31%), e os snacks e salgadinhos subiram 5,06% em Curitiba, mas recuaram em Belo Horizonte, Fortaleza e Rio de Janeiro.
O Rio foi a capital com mais recuos entre os itens analisados: creme dental (-1,96%), snacks e salgadinhos (-1,86%), queijos (-1,24%) e vinho (-0,09%).
Quadro 5 – Preços médios em R$ da cesta de consumo ampliada em setembro 2026, por capital

Na cesta de consumo ampliada de setembro de 2026, chocolate e queijos se destacaram como os principais vetores de pressão entre os itens de maior variação. O chocolate subiu em todas as capitais, com as maiores altas em São Paulo (3,73%), Curitiba (3,04%) e Belo Horizonte (2,86%), enquanto os queijos avançaram 4,89% em Fortaleza e 4,36% em Brasília. Em Manaus, o vinho registrou a maior alta individual do levantamento (6,31%), e em Curitiba os snacks e salgadinhos subiram 5,06%. Já no Rio de Janeiro, o comportamento foi mais contido, com quedas em creme dental (-1,96%), snacks e salgadinhos (-1,86%), queijos (-1,24%) e vinho (-0,09%).
No agregado, a cesta ampliada ficou mais cara em sete das oito capitais. Curitiba teve o maior avanço (2,12%), com o preço passando de R$ 1.789,77 para R$ 1.827,74, alta de R$ 37,97, seguida por Salvador (1,50%), São Paulo (1,44%) e Fortaleza (1,36%). Brasília (0,98%), Belo Horizonte (0,48%) e Rio de Janeiro (0,39%) tiveram altas mais moderadas. Manaus foi a única capital com queda (-0,12%, de R$ 1.910,37 para R$ 1.908,07), apesar de os cinco itens do Quadro 6 terem subido na capital, o que indica recuo em itens não detalhados no quadro. Em nível de preços, o Rio de Janeiro mantém a cesta ampliada mais cara (R$ 2.215,99), seguido por São Paulo (R$ 2.153,09) e Brasília (R$ 2.081,73), enquanto Curitiba tem a mais barata (R$ 1.827,74), uma diferença de R$ 388,25 em relação ao Rio.
Destaques por capital:
- Belo Horizonte: chocolate (+2,86%), creme dental (+2,04%);
- Brasília: queijos (+4,36%), chocolate (+1,93%);
- Curitiba: snacks e salgadinhos (+5,06%), chocolate (+3,04%);
- Fortaleza: queijos (+4,89%), chocolate (+2,29%);
- Manaus: vinho (+6,31%), snacks e salgadinhos (+2,77%);
- Rio de Janeiro: chocolate (+1,88%), único item em alta entre os cinco do quadro (creme dental -1,96%, snacks e salgadinhos -1,86%, queijos -1,24% e vinho -0,09%);
- Salvador: creme dental (+2,20%), queijos (+2,20%);
- São Paulo: chocolate (+3,73%), queijos (+2,27%).
Quadro 6 – Maiores variações de preços da cesta ampliada em setembro 2026, por capital

Análise final
Os dados de setembro mostram uma nova mudança na composição dos preços dos alimentos básicos: os legumes, que haviam aliviado a cesta em agosto, voltaram a subir em sete das oito capitais, e o arroz avançou em todas elas, enquanto café e feijão ajudaram a conter a alta. O resultado foi uma cesta mais cara em quase todo o país; a exceção foi Manaus, tanto na versão básica quanto na ampliada. A heterogeneidade regional segue marcante: nos legumes, as variações foram de +41,63% em Belo Horizonte a -4,37% em Manaus, o que indica que a pressão sobre os preços não é uniforme entre as regiões. A alternância entre itens que pressionam e itens que aliviam os preços de um mês para o outro reforça a necessidade de monitoramento contínuo, item a item, pelo varejo.
Sobre a Cesta de Consumo NEOGRID & FGV IBRE
A Neogrid e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas – FGV IBRE (https://portalibre.fgv.br/) se uniram para lançar a plataforma Cesta de Consumo. O serviço monitora a variação de preço de duas cestas de consumo típicas brasileiras pela análise da leitura mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais: a Cesta de Consumo Básica, que conta com 22 alimentos básicos com maior presença nas compras do shopper, e a Cesta de Consumo Ampliada, contendo mais de 50 produtos de consumo, incluindo bebidas e itens de limpeza, higiene e beleza.
A plataforma, que pode ser acessada no Painel de Insights Neogrid no link, monitora a variação e o comportamento dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, e os produtos e quantidades analisados variam conforme os hábitos de consumo locais.
