A Acupuntura é uma modalidade terapêutica milenar que utiliza agulhas, moxas e outros instrumentos para liberar substâncias químicas no organismo com efeito analgésico e/ou anti-inflamatório e assim, aliviar dor e outros sintomas decorrentes de determinadas doenças.

A acupuntura tem sido, ao longo dos anos, um recurso terapêutico eficaz no tratamento da dor. Mas não é só. A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista mais de 40 doenças para as quais a Acupuntura é indicada e para os chineses tradicionais existem cerca de 300 doenças tratáveis. Veja abaixo 5 exemplos:

1. Redução de náusea, vômitos e cansaço fácil (fadiga) associada à quimioterapia

Sessões de acupuntura são uma boa alternativa para controlar a náusea e o vômito causados pelo tratamento quimioterápico do câncer de mama e de outras neoplasias. Segundo o Instituto Nacional de Câncer dos EUA, há fortes evidências científicas que a Acupuntura pode ajudar a melhorar náuseas e vômitos relacionadas à quimioterapia. Uma revisão sistemática do Instituto Cochrane também reforça esse benefício importante da Acupuntura no tratamento auxiliar de pacientes com câncer, já que a quimioterapia muitas vezes acaba por gerar efeitos colaterais importantes nos pacientes. No estudo, foram selecionados 11 artigos randomizados, com mais de 1000 pacientes inclusos no total. Os autores concluíram que a Acupuntura apresentava eficácia no tratamento deste mal estar comum nos pacientes submetidos à este procedimento;

2. Ajuda a diminuir o stress e sintomas de ansiedade

Ansiedade e stress são dois problemas bastante prevalentes atualmente, que podem resultar em graves transtornos se não abordados e tratados corretamente. O uso da Acupuntura no alívio destes sintomas vem sendo bastante pesquisado. Muitos pacientes já sentem um alívio logo após as primeiras sessões de Acupuntura, com melhora importante nos sintomas e em sua qualidade de vida;

3. Alivia os sintomas da tensão pré menstrual (TPM)

Passar pela TPM pode se tornar menos doloroso com a ajuda da Acupuntura. A TPM é bastante comum e afeta até 30% das mulheres com ciclos menstruais regulares. Novas pesquisas mostraram também que a Acupuntura auxilia bastante mulheres que sofrem com cólicas, inchaço, alterações de humor e dores de cabeça durante o período pré-menstrual, já que a Acupuntura estimula a liberação de neurotransmissores endógenos, que ajudam a regular os sintomas.

4. Alívio de dores lombares

A Acupuntura tem um longo histórico no alívio de lombalgias agudas e crônicas de diversas etiologias, desde dores musculoesqueléticas até dores causadas por hérnias de disco leves e moderadas. Dores agudas e crônicas – principalmente as lombalgias – ainda são os principais motivos que levam as pessoas à procurarem um médico ou médico acupunturista. Estudos mostram que mais de 80% das pessoas terá um episódio de dor nas costas durante a sua vida. Diversos estudos científicos reforçam a eficácia da Acupuntura no alívio destas dores, ajudando os pacientes a diminuir o número de medicamentos de uso contínuo e seus efeitos colaterais;

5. Alívio de cefaleias e outras dores de cabeça

A Acupuntura tem excelentes efeitos analgésicos, anti-inflamatório e relaxante muscular para o auxílio do tratamento de crises agudas de cefaleias e enxaquecas, e também para o auxílio do controle crônico destas e outras patologias. A Acupuntura é mais segura para o uso prolongado do que os medicamentos anti-inflamatórios e os opióides, que podem resultar em crises de gastrite, constipação e boca seca. A Acupuntura é inclusive utilizada na prevenção e espaçamento das crises de cefaleia. Uma revisão sistemática com mais de 20 estudos envolvendo o uso de Acupuntura para o tratamento de enxaqueca e outras dores de cabeça demonstrou que ela poderia até prevenir a cronificação destas dores, e mostrou também que a Acupuntura foi eficiente no alívio de cefaleias que já eram crônicas antes do início do tratamento;

Para falar mais sobre a Acupuntura, tratamentos e benefícios sugiro: Dr. Marcus Yu Bin Pai (Médico especialista em Dor e Acupuntura), doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo e médico pesquisador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.