[Opinião] OS SETE PECADOS DO BRASIL EM LONDRES 2012 – por Gabriel Ogata Nogueira

Antes de seguir a cartilha do brasileiro reclamão, parabéns à todos os medalhistas, seja ouro, prata pelo esforço ou bronze com cara de ouro.
Londres 2012

Londres 2012Antes de seguir a cartilha do brasileiro reclamão, parabéns à todos os medalhistas, seja ouro, prata  pelo esforço ou bronze com cara de ouro. Aos costumes:

  1. A Gula (Vôlei Masculino): Com 2 a 0, a seleção quis bancar a insaciável com 24 a 22 no 3º set. Só não contavam com um, literalmente, gigante chamado Muserskiy. Mas Bernardinho ainda assim é superior a muitos técnicos, com 30 conquistas em 40 oportunidades.
  2. A Avareza (Vôlei de Praia Masculino): Alison é uma promessa pra muitos campeonatos mas Emanuel, com 39 anos, correu um risco desnecessário, mas falta renovação. Muito obrigado pelo ouro em Atenas, Rio-2016 com 43 anos nem pensar oks?
  3. A Luxúria (Basquete Feminino): Iziane foi cortada antes do primeiro jogo por levar namorado para o quarto do hotel. Exagero da coordenadora Hortência ou vacilo da grande esperança? Deu a impressão que o time se abalou com isso.
  4. A Ira (Boxe Feminino): Adriana Araújo solta o verbo pra cima da confederação de Boxe após o bronze. Por mais que seja claro a não valorização em vários esportes no país, esse tipo de atitude pode resultar em bronca ou abandono de patrocínio.
  5. A Inveja (Atletismo): Rosângela Santos & Cia ficaram em 7º no revezamento dos 4×100. Tudo normal pelo fato das jamaicanas e americanas serem imbatíveis, mas ficou um tanto estranho a entrevista concedida após a prova. Aquele ar de ‘por quê os outros são melhores?’
  6. A Preguiça (Atletismo): Em Pequim, Fabiana Murer teve problemas com o sumiço da vara, em Londres o vento…tudo conspira contra essa injustiçada? Sem mais!
  7. A Vaidade (Seleção Masculina de Futebol): O bom e velho salto-alto entrou em campo com os ‘meninos’ na final, crentes que seriam mais um 3 a tantos e com o valor do passe em alta cotação (Neymar, Oscar e Lucas).

Agora é acender o sinal vermelho para o desequilíbrio no preparo dos atletas para o Rio daqui a quatro anos, evitar as irregularidades nas contas para construção ou reformas e se esforçar para uma campanha honrosa. Fazer festa na escolha em 2009 foi fácil (alguém me explica que que o Paulo Coelho estava fazendo lá?), difícil é entender um orçamento que supera em larga escala o valor mostrado por Madri e Chicago, respectivamente duas e três vezes o valor. Sonhar e ter esperanças é sempre bom e básico ao brasileiro, mas fugir da responsabilidade complicam as coisas sr. Nuzman:

[author] [author_image timthumb=’on’]http://www.guairanews.com/wp-content/uploads/2012/04/gabrielogata.jpg[/author_image] [author_info]Gabriel Carlos Ogata Nogueira é graduado em História pela Unimep (2008), pós-graduado em História do Brasil e da América no Cenário Geopolítico Contemporâneo pela Unifran (2011) e formando em Geografia pela Unifran (2012). Professor nas escolas Centro Educacional Ana Lelis Santana e Escola de Educação Básica e Educação Profissional Irum Curumim. Autor do Blog http://autoparapessoas.wordpress.com/[/author_info] [/author]

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