A Prefeitura Municipal, por meio da Diretoria de Assistência, Desenvolvimento e Inclusão Social, e em parceria com a ALAR – Associação Lar-, e comerciantes deu seqüência às tratativas para a implantação de um amplo projeto de enfrentamento da situação de moradores de rua no município.

Além do problema com as pessoas de Guaíra que têm residência e familiares, mas em decorrência de várias fatores, vivem em situação de rua, existem também os transeuntes, que são pessoas de outras localidades que acabam chegando a cidade e terminam por aumentar o contingente de mendicância.

Na tarde da última terça-feira, dia 7, no Ganha Tempo “Antonio de Jesus Marques”, aconteceu uma importante reunião envolvendo a Diretoria de Assistência Social, o Departamento de Fiscalização de Posturas, Guarda Civil Municipal, Associação Lar e comerciantes com estabelecimentos no entorno do Terminal Rodoviário no município, na pauta a implantação, no final do mês de maio, do projeto “Não dê esmolas”.

A atitude é considerada a maior incentivadora para as pessoas continuarem nas ruas, pois com essas doações conseguem, além da alimentação, manter seus vícios como álcool e, em alguns casos, em drogas.

No encontro foi definido que será realizada uma grande campanha de conscientização não só dos empresários, mas também de toda a população para que não atendam as solicitações destes pedintes. “O município dispõe de ferramentas para atender essas pessoas.

Nós temos o albergue que fornece alimentação, roupas e higiene pessoal para esses transeuntes que ainda recebem da prefeitura o passe para seguirem viagem para sua cidade natal ou outro destino. No caso dos moradores de rua de Guaíra, com apoio da ALAR fazemos a abordagem social e tentamos reinseri-los em suas famílias, mas se a população continuar dando esmolas e comida para essas pessoas, eles continuarão a freqüentar as ruas”, explicou o Diretor de Assistência, Desenvolvimento e Inclusão Social, José Reinaldo dos Santos Júnior.

Uma sugestão apresentada para as pessoas que tem desprendimento e querem ajudar a essas pessoas em situação de vulnerabilidade é para que as doações sejam direcionadas para instituições que já fazem esse atendimento como a Casa da Sopa, o Conjunto Habitacional dos Idosos e outras entidades que têm esse caráter filantrópico.

Para a Assistente Social, Lauriane dos Santos Vilas Boas, extinguir o problema é praticamente impossível, mas com estas ações a situação dos moradores de rua será amenizada. “Essas pessoas têm resistência em retornar para seus lares, pois, em tese, como estão hoje, seria uma situação confortável, por isso é necessário o envolvimento de toda a população”, disse Lauriane.

No caso dos pontos de aglomeração dessas pessoas, José Reinaldo esclareceu que no caso da Praça da Vila Aparecida, o poder público terá que ocupar o espaço, principalmente com práticas esportivas, pois o local tem essas características. Já no caso do Terminal Rodoviário a solução é o endurecimento da regras de permanência, pois o local, além de freqüentado por usuários de transporte, existe também a situação dos moradores das imediações que acabam sendo prejudicados com o problema.

Outros encontros deverão ser realizados para finalizar as diretrizes da implantação do projeto “Não dê esmola”, além de uma ampla campanha de conscientização e orientação de comerciantes e da população.