Do mundo dos famosos, como a modelo Alessandra Ambrósio, ao dos políticos, com Barack Obama, há de se encontrar quem teve problemas com as famosas “orelhas de abano”.

Trata-se de um aspecto estético em que as orelhas ficam mais abertas que o comum, por isso o apelido “abano”. O defeito pode ser corrigido por uma simples cirurgia chamada otoplastia, ela pode ser feita a partir dos seis anos de idade e visa reajustar a orelha de forma que sua posição fique mais “colada” na cabeça e não mais aberta.

Não é novidade que essa cirurgia é procurada por quem quer fazer determinadas correções estéticas, o que chama atenção é que, de acordo com o levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, só em 2015 foram realizadas mais de 48 mil otoplastias, sendo a maioria dos pacientes crianças.

Segundo o levantamento, o que justifica o aumento da procura por operações voltadas para as “orelhas de abano” não é a vaidade, e sim o bullying, já a condição pode interferir na autoestima das crianças e adolescentes, além ficarem expostas a comentários aborrecedores no meio em que frequentam, como escolas.

O preço de uma cirurgia dessas pode variar de acordo com o cirurgião contratado, os honorários da equipe, como enfermeiros, anestesista e instrumentadores, e os custos de hospitalização. Nesse quesito, o diretor do Centro Nacional — Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn pondera que a segurança deve ser prioridade. “Não se pode optar pelo que é barato se não tem qualidade e não garante todo o processo de forma correta. É preciso pesquisar para se certificar do que é mais seguro e indicado”, comenta.

A boa notícia é que se houver dificuldade para o pagamento à vista, há como parcelar em empresas que fazem a intermediação financeira. Um exemplo disso é o Centro Nacional — Cirurgia Plástica, que funciona como uma assessoria administrativa e oferece crédito com condições especiais de pagamento. “O objetivo é disponibilizar ao paciente contrato de prestação de serviços, notas fiscais, tabelas diferenciadas para a realização de exames pré-operatórios e agilizar o processo de internação hospitalar”, explica Korn, que finaliza dizendo que saúde e estética precisam, mais do que nunca, andar de mãos dadas.