Tendências para 2021: 6 negócios do segmento de alimentação fora do lar para ficar de olho

Dark Kitchens, Grab and Go e Marmitaria Gourmet; especialista comenta tipos de comércios que têm chamado a atenção no mercado

Com a pandemia da COVID-19, o setor de alimentação sofreu algumas mudanças. Segundo pesquisa da Food Consulting em parceria com o Sebrae, realizada em abril deste ano, 20% das empresas de alimentos fechou definitivamente e 30% corria riscos de não resistir à crise.

O estudo levou em conta hábitos dos entrevistados como “comer fora de casa” e “pedir por delivery”. De acordo com os dados levantados, alguns motivos que já ocorriam foram intensificados pela pandemia e causaram prejuízos, como baixo faturamento e despreparo para gestão de crise.

Para Ana Paula Coelho, CEO da Monte Carlo Alimentos distribuidora com 26 anos de mercado focada em pequenos negócios do setor food service -, a pandemia afetou toda a cadeia de Alimentação Fora do Lar (AFL). “Com a flexibilização, muitos empreendedores estão buscando alternativas que chamem a atenção dos clientes para os seus comércios, com o objetivo de reerguer as finanças e atrair novos consumidores”, afirma. Pensando nisso, a especialista separou 6 tipos de negócios que têm chamado a atenção no mercado food service:

1. Dark kitchens 

As chamadas dark kitchens (cozinhas obscuras, em tradução livre), são cozinhas instaladas com estruturas para atender apenas pedidos de delivery. O estilo está em alta, as vantagens neste tipo de negócio estão na não necessidade de uma fachada nem estrutura de salão, economia com mão de obra de atendimento, além dos aluguéis mais baratos do que pontos comerciais sofisticados como ruas de comércio e shoppings.

2 – Grab and Go

O sistema de Grab and Go, tendência nos Estados Unidos para café da manhã, almoço, jantar e pequenos lanches, pode ser um ótimo investimento que consiste  no oferecimento de refeições prontas, balanceadas, embaladas e dispostas em um ambiente onde o cliente pode simplesmente pegar o que quer, pagar e sair. Com a flexibilização da quarentena, muitas pessoas que precisam sair de casa, procuram passar o menor tempo possível em estabelecimentos. Por isso, oferecer esse tipo de refeição em embalagens para viagem é uma ótima opção.

3. Marmitaria gourmet  

Seguindo a linha da praticidade, negócios que comercializem refeições prontas como marmitas, são uma boa aposta para os próximos meses. Além de ser muito rápido, também proporciona economia ao consumidor, o que promete ser crucial para os clientes no período de crise. Além disso, é uma opção para aqueles que seguem na rotina home office e buscam qualidade e rapidez durante as entregas.

4. Food trucks 

Food trucks são uma ótima opção, pois geralmente se localizam em praças ou parques, locais abertos que permitem um maior distanciamento entre os clientes. Nesse tipo de negócio, o ideal é se especializar e algum tipo de comida, dessa forma é possível administrar melhor o espaço. Além disso, as chances de se destacar nas vendas de um tipo de alimento também é maior.

5. Drive-Thru

Restaurantes podem investir no sistema drive-thru, que consiste em entregar a comida para o consumidor em seus carros. A tendência, também intensificada pela COVID-19, permite que cada cliente coma em seu próprio veículo, ou leve a refeição para suas casas, evitando aglomerações.

6. Alimentação vegetariana/vegana 

Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira Vegetariana, o Brasil contabiliza hoje 30 milhões de vegetarianos e 7 milhões de veganos. Atingir esse público tem sido uma necessidade de bares, lanchonetes e restaurantes, que visam grande lucro com a demanda vindo dessa parcela da população.

 

Sobre a Monte Carlo Alimentos

Desde 1994 no mercado, a Monte Carlo (https://www.montecarloalimentos.com.br/), – atacadista focada em pequenos negócios do setor food service – distribui os insumos e matérias-primas necessários aos operadores da cadeia de alimentação fora do lar. Por meio do Whatsapp, consultoria especializada e e-commerce B2B, a Monte Carlo oferece mais de 800 produtos com entregas na capital paulista, Grande São Paulo, cidades do litoral sul e regiões até 200 km de distância.

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