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[OPINIÃO] Mauro Beting: “Neymar nunca criou problema na Seleção Brasileira”

Em entrevista à Betfair, o comentarista esportivo comentou sobre a convocação do Brasil para o Mundial no próximo mês

Mauro Beting comenta sobre Neymar na lista de convocados para a Copa do Mundo 2026
Foto: Divulgação Betfair

Em um evento histórico na última segunda-feira (18), o treinador Carlo Ancelotti convocou os 26 nomes que irão representar o Brasil no próximo mundial, quando a Seleção Brasileira estará em busca do hexacampeonato. E a Betfair, uma das principais casas de apostas do mundo, convidou o comentarista e creator da marca Mauro Beting para falar sobre suas expectativas com relação à presença de Neymar no grupo, com o craque chegando para seu quarto mundial e a experiência do elenco nacional.

Histórico brasileiro responde à convocação de Ancelotti

Na lista final de Ancelotti,a presença de nove atacantes chamou muito a atenção de todos, e Mauro Beting apontou o fator histórico para sustentar a quantidade de jogadores convocados para a posição pelo comandante do Brasil. “A Seleção de 94, embora muito criticada à época, tinha muita razão em organizar o sistema defensivo e liberar um ataque brilhante com Bebeto e Romário e outros grandes nomes. Inclusive, em uma Copa em que, até então, você só tinha 22 chamados, você vê uma formação extremamente ofensiva porque, além de Bebeto e Romário, você tinha Müller, tinha Ronaldo Fenômeno, tinha Viola, tinha o próprio Paulo Sérgio, que ajudava atrás, mas era um atacante de origem. A história da Seleção Brasileira, nas vitórias ou derrotas, sempre foi carregada por mais jogadores na parte da frente”, analisou.

O creator da Betfair ainda comentou sobre como imagina uma formação do treinador italiano. Segundo ele: “Posso discutir muito o 4-2-4 que ele pensa, ou até um 4-2-3-1, Matheus Cunha vindo de trás ou o próprio Rafinha, podendo ter uma referência à frente. Você pode ter de um lado o Luiz Henrique, do outro lado o Vini Júnior, Rafinha e Matheus Cunha. Ou Rafinha e Igor Thiago, por exemplo. Acho que a ideia é muito boa, a gente só precisa ver no campo”.

Experiência pode ajudar na busca pelo Hexa

O Brasil chega à competição na América do Norte com muitos jogadores que estiveram no elenco do torneio realizado no Catar, há quatro anos. Questionado sobre o fator idade no torneio, Mauro Beting saiu em defesa dos jogadores veteranos. “Penso muito diferente da imprensa em geral nesse aspecto, onde quem vive de passado é museu. Quem vive de passado é porque tem história e ninguém tem mais história que o Brasil. A amarelinha acabou com o jejum de 24 anos em 94 porque não só tinha Romário e Bebeto, mas também porque Romário e Bebeto também padeceram em 90 com aquela eliminação nas oitavas, no único jogo em que o Brasil do Lazaroni jogou realmente bem, contra a Argentina. Vale lembrar que tivemos em 1994 dez jogadores que estiveram na Itália quatro anos antes”, relembrou.

O comentarista usou Casemiro como exemplo de como a “casa” pode ser importante para o mundial. “Falei com o Casemiro e ele disse que mesmo o maior campeonato no Real Madrid ou no Manchester não se compara ao que é um jogo de Copa do Mundo no aspecto da pressão. Então sim, você precisa de caras cascudos, caras geniais como o Neymar e não vejo problema algum com os experientes, mas sempre precisamos lembrar que essa será a Copa mais longa e mais quente da história”, apontou em entrevista à Betfair.

Weverton foi a grande surpresa da Seleção? 

Uma das grandes missões de Carlo Ancelotti era achar os três goleiros que representariam o Brasil no Mundial. E, para a surpresa de muitos, Weverton, do Grêmio, ficou com uma das três vagas, deixando para trás Hugo Souza e Bento, que haviam sido convocados durante o ciclo de preparação para o Mundial. Mauro Beting comentou o tema. “O Brasil está muito bem servido de goleiro titular, embora o brasileiro não ache isso. Somos um país que cobra muito dos seus goleiros. O Alisson tem ótimas mãos. Concordo que nem ele, nem o Ederson são pegadores de pênalti como o Hugo Souza poderia ser para a Seleção, mas ele também não é só isso como goleiro e não acho que teremos problemas com Alisson no gol da Seleção”, declarou.

Beting falou também sobre a fase de Ederson na Turquia e sobre como o histórico de Weverton pode ajudar no torneio: “A fase atual do Ederson me preocupa; ele realmente não está vivendo um grande momento lá na Turquia. E sobre o Weverton, não tenho problema algum, ele é um paredão. Para mim, é o quarto maior goleiro da história num clube que teve os maiores goleiros do Brasil, que é a academia de goleiros palmeirenses. É um dos caras que conheço que mais sério treina a questão física, mais se prepara e é muito decisivo, como foi defendendo pênalti no ouro olímpico em 2016 no Maracanã, como foi tantas vezes pelo Palmeiras”, analisou.

“Neymar nunca criou problemas na Seleção”

Para finalizar, o comentarista e creator da Betfair comentou sobre Neymar e quais as diferenças dele do último mundial para esse. “O Neymar não vai ser aquele que chegou muito bem à Copa de 22, era outra Copa e era em dezembro. Ele estava melhor que o Messi, que foi o  craque da Copa. O Neymar chegou jogando mais do que o Mbappé e o Messi, mas, lamentavelmente, não foi longe como eles, que fizeram uma final fantástica”, relembrou.

Mauro ainda apontou o histórico recente do atacante e a “falta de ajuda” dos outros mundiais. “Mas Neymar é brincadeira, só que lamentavelmente teve a lesão séria no jogo da Seleção Brasileira, ficou um ano parado, já estava no Al-Hilal, já não era grande coisa no futebol saudita. Depois, no Santos, não consegue ir bem porque o próprio clube paulista também não se ajuda. Ele sofreu sozinho em 14, 18, 22, sem ter ninguém à altura dele, nem Vinícius Júnior ou antes Oscar, Philippe Coutinho, talvez apenas Thiago Silva e Casemiro, mas em posições mais retraídas. Neymar jogou quase sozinho para ser o artilheiro, em números absolutos, de uma Seleção que teve o ET Pelé, teve Romário, teve Ronaldo, teve Zico e outros grandes artilheiros”, apontou.

O comentarista ainda falou sobre o fator polêmico que Neymar pode trazer à Seleção, mas saiu em defesa do jogador. “Ele é o cara para quem todos estarão olhando. Se o Raphinha errar um passe na estreia e formos pro intervalo num 0 a 0 ou até 1 a 0 para o Marrocos, a câmera vai ficar mostrando o Neymar no banco com o Ancelotti. E me perguntaram: ‘Ah, ele vai aceitar banco?’ Sim, ele vai, pois é inteligente. E tem uma questão que o Ancelotti comentou e todo mundo sabe: o Neymar nunca criou problema na Seleção. Ele, Neymar, nunca. E nos clubes mesmos, muito pouco. Ele sempre foi um cara de grupo e todos os jogadores o idolatram. Claro que os outros atletas têm de saber separar esse respeito, essa idolatria e jogar toda a bola para o Neymar, não podemos ter uma “Neymardependência”. Mas na dúvida, joga para o homem, que ele aguenta a bronca”, finalizou.

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