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4 dicas para não cair em golpes ao validar documentos

Especialista aponta cuidados essenciais para evitar golpes em um cenário de avanço de deepfakes, phishing e identidades sintéticas

Créditos: Magnific

Com o avanço da digitalização, validar documentos online deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a representar um desafio crescente de segurança digital. Segundo o Relatório de Identidade e Fraude 2025, da Serasa Experian, 51% dos brasileiros sofreram algum tipo de fraude no último ano. Ao mesmo tempo, golpes envolvendo documentos falsos e identidades sintéticas vêm ganhando sofisticação com o uso de inteligência artificial, deepfakes e dados vazados.

O tema ganhou ainda mais relevância após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciar que tornará obrigatória, a partir de maio de 2026, a autenticação em dois fatores nos sistemas da Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br), substituindo códigos enviados por e-mail por aplicativos autenticadores como Google Authenticator e FreeOTP.

Para Klaus Riffel, fundador e CEO da doc9, lawtech que desenvolve soluções de automação, gestão operacional e segurança digital para o setor jurídico, o movimento mostra que identidade digital e controle de acessos deixaram de ser uma preocupação restrita à área de tecnologia. “O problema hoje não é apenas um documento falso, mas identidades digitais construídas com dados reais e combinadas com ferramentas de IA. Isso exige processos mais robustos de autenticação, validação e rastreabilidade”, afirma.

Diante desse cenário, o especialista aponta quatro cuidados essenciais para reduzir o risco de golpes ao validar documentos:

  1. Ative autenticação em dois fatores

O uso de aplicativos autenticadores adiciona uma camada extra de segurança e reduz significativamente o risco de acessos indevidos, mesmo em casos de vazamento de senhas. A própria decisão do CNJ de tornar obrigatória a autenticação em dois fatores nos sistemas da PDPJ-Br reforça como identidade digital e validação de acessos passaram a ser temas críticos.

O movimento também aumentou a preocupação de empresas com o controle sobre certificados digitais utilizados para acessar tribunais e sistemas corporativos. Hoje, o Whom.doc9, plataforma de gestão de certificados digitais da doc9, gerencia cerca de 60 mil certificados para mais de 100 mil usuários ativos em todo o país, permitindo rastrear acessos, definir permissões e reduzir riscos relacionados ao uso indevido de credenciais.

  1. Confira a origem da plataforma

Antes de enviar documentos pessoais, é importante validar se o link pertence ao domínio oficial da empresa ou instituição. O Brasil registrou mais de 500 milhões de tentativas de phishing em 2025, segundo a Kaspersky.

  1. Controle onde e para quem você envia seus documentos

RG, CPF e CNH devem ser enviados apenas por canais confiáveis e, sempre que possível, acompanhados de marca d’água indicando a finalidade do uso. Segundo levantamento da CAF, empresa especializada em verificação documental, as tentativas de fraude com documentos no Brasil mais que dobraram entre 2022 e 2025, chegando a mais de 51 mil casos. Em 84% delas, o documento alvo foi o RG, o mais comum entre os brasileiros e o que circula com maior facilidade em processos digitais. Golpistas montam dossiês combinando dados de diferentes vazamentos para construir identidades sintéticas e fraudar validações em sequência.

  1. Não confie apenas na aparência do documento

Deepfakes e documentos gerados por IA tornaram fraudes digitais mais difíceis de identificar visualmente. Em casos sensíveis, a recomendação é validar informações por canais oficiais e utilizar ferramentas adicionais de verificação.

“Quando o Judiciário muda seus protocolos de autenticação e os dados mostram que fraudes documentais digitais já superam as físicas, o recado é claro: o ambiente mudou. Quem ainda valida documentos só na base do olhar crítico ou da assinatura manuscrita está operando com ferramentas do passado para enfrentar ameaças do futuro”, completa Riffel.

 

Sobre a doc9 

A doc9 é uma lawtech que atua como parceira de grandes escritórios de advocacia e departamentos jurídicos corporativos, oferecendo um ecossistema integrado de soluções que combina logística jurídica em escala nacional e softwares SaaS de alta tecnologia, voltados à eficiência operacional, segurança da informação e inteligência jurídica. Entre suas soluções estão a terceirização e gestão de audiências e diligências, cálculos judiciais auditados, o Whom.doc9 — primeiro gerenciador de certificados digitais do Brasil — e o Which.doc9, IA jurídica proprietária.