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Tecnologia brasileira de inteligência em ameaças cibernéticas ajuda a antecipar ameaças reais na surface e dark web

Cibersegurança é fundamental para tirar o Brasil do ranking dos países que mais sofrem ataques cibernéticos, bem como para combater crimes na internet, cujas denúncias cresceram 28% em 2025

Créditos: Magnific

O Brasil é o sétimo país do mundo que mais sofre ataques cibernéticos, segundo o estudo Identity Fraud Report 2025–2026, divulgado em fevereiro deste ano. Outro indicador preocupante é o da organização Safernet: o número de denúncias de crimes cibernéticos no país cresceu 28% em 2025.

A boa notícia é que, também no Brasil, há o desenvolvimento de tecnologias de inteligência em ameaças cibernéticas que permitem monitorar, se antecipar e combater ameaças online. São soluções que alcançam tanto a internet aberta como as suas camadas mais profundas, as chamadas deep e dark web.

“As redes digitais hoje operam como ecossistemas onde grupos criminosos organizados testam narrativas, recrutam integrantes e coordenam ações em tempo real. O trabalho de inteligência em ameaças cibernéticas é justamente acompanhar esses movimentos com métodos investigativos, análises técnicas e produção de evidências, permitindo identificar riscos concretos aos negócios e à segurança da informação”, afirma o especialista em cibersegurança Nilson Oliveira.

Divulgação
Nilson Oliveira, COO da Apura

Nilson é COO da Apura Cyber Intelligence, empresa brasileira desenvolvedora da plataforma de inteligência de ameaças BTTng. A plataforma vem sendo utilizada por organizações de diferentes setores para monitorar ameaças reais em qualquer camada da internet,  incluindo a deep e dark web.

“O BTTng apoia empresas privadas e órgãos públicos, inclusive da área de segurança pública, na identificação antecipada de sinais de risco que dificilmente seriam percebidos por métodos tradicionais”, sublinha o especialista. “A tecnologia permite localizar conversas, fóruns, canais e comunidades digitais onde são discutidos planos de ataques, fraudes, vazamentos de dados e outras ações criminosas. O monitoramento é contínuo e baseado exclusivamente em fontes abertas, respeitando limites legais e de privacidade, mas alcançando ambientes digitais pouco visíveis e altamente fragmentados”, completa.

A Apura venceu uma licitação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), exatamente para fornecer esse tipo de capacidade analítica. A plataforma já é utilizada por múltiplos órgãos para fortalecer suas estruturas de monitoramento e prevenção.

A plataforma BTTng opera com milhares de robôs de coleta e análise, capazes de processar milhões de eventos por dia a partir de centenas de tipos distintos de fontes de informação. Esse volume de dados é tratado com o apoio de inteligência artificial, usada para identificar padrões, detectar anomalias, correlacionar eventos e gerar alertas acionáveis em tempo hábil.

“Entre os recursos empregados estão a análise de similaridade de imagens, a classificação automatizada de riscos, a detecção de comportamentos fora do padrão, a identificação de campanhas coordenadas e a construção dinâmica de perfis de atores de ameaça. O resultado é uma visão integrada e contextualizada do risco digital, transformando sinais dispersos em inteligência utilizável”, descreve o COO da Apura.

Em operações de segurança pública, essa visibilidade ampliada permite antecipar movimentos e apoiar decisões críticas antes que ameaças digitais se convertam em danos reais.

“Ao conectar inteligência em ameaças cibernéticas, escala tecnológica e análise avançada, a Apura consolida uma abordagem que trata a Internet não apenas como fonte de risco, mas como espaço onde ameaças podem ser observadas, compreendidas e neutralizadas com antecedência. É nessa interseção entre dados, contexto e tempo que a prevenção, detecção e resposta a ameaças e incidentes se torna efetiva e alinhada à estratégia, requisitos legais, regulatórios e de proteção aos negócios”, sublinha Nilson.