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Argentina vira sobre a Inglaterra e enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo

Atual campeã mundial, seleção argentina venceu os ingleses por 2 a 1 com uma reação nos minutos finais e disputará o título contra a Espanha no domingo

Argentina vira sobre a Inglaterra e enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo

A Argentina está novamente na final da Copa do Mundo. Em uma semifinal marcada por equilíbrio, intensidade e emoção até os últimos minutos, a seleção comandada por Lionel Scaloni venceu a Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos.

A equipe inglesa abriu o placar no segundo tempo, com Anthony Gordon, e esteve próxima de garantir a classificação. A Argentina, porém, aumentou a pressão na reta final e conseguiu uma virada dramática.

Enzo Fernández empatou aos 85 minutos. Já nos acréscimos, Lionel Messi encontrou Lautaro Martínez, que marcou o gol da vitória argentina e confirmou a classificação para a decisão.

Messi volta a ser decisivo nos minutos finais

Mesmo sem marcar na semifinal, Messi participou diretamente do momento mais importante da partida. O camisa 10 deu a assistência para o gol de Lautaro Martínez e voltou a demonstrar capacidade para decidir mesmo diante de uma marcação intensa.

Aos 39 anos, o capitão argentino disputa mais uma Copa do Mundo como protagonista. Messi chegou à semifinal com oito gols e quatro assistências na competição, números que o mantêm entre os principais destaques do torneio.

A vitória também mostrou novamente uma das características mais fortes da atual seleção argentina: a capacidade de permanecer competitiva mesmo quando o jogo parece desfavorável. Depois de encontrar dificuldades durante boa parte da semifinal, a equipe manteve a organização e aproveitou as oportunidades criadas na reta final.

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Argentina enfrentará a Espanha na final

A decisão da Copa do Mundo de 2026 será disputada entre Argentina e Espanha no domingo, dia 19 de julho, às 16h, pelo horário de Brasília, no New York New Jersey Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos.

A Espanha garantiu sua classificação ao vencer a França por 2 a 0 na outra semifinal. Mikel Oyarzabal, em cobrança de pênalti, e Pedro Porro marcaram os gols da seleção espanhola.

Campeã mundial em 2010, a Espanha chega à decisão vivendo uma sequência de 37 partidas sem derrota. A equipe também apresenta uma das defesas mais eficientes da Copa, com seis jogos sem sofrer gols nas últimas sete partidas.

O que esperar da final de domingo

A decisão deve colocar frente a frente equipes com características diferentes, mas que apresentam alto nível técnico e grande capacidade de controlar partidas.

A Espanha costuma valorizar a posse de bola, movimentar seus jogadores no campo ofensivo e pressionar rapidamente após perder a bola. O meio-campo liderado por Rodri é responsável por controlar o ritmo da equipe, enquanto jogadores como Lamine Yamal, Dani Olmo e Oyarzabal oferecem velocidade e criatividade no ataque.

A Argentina apresenta um estilo mais adaptável. A seleção consegue manter a posse, acelerar em contra-ataques ou disputar partidas mais físicas quando necessário. Além de Messi, jogadores como Julián Álvarez, Lautaro Martínez, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister dão diferentes alternativas ofensivas ao técnico Lionel Scaloni.

Um dos pontos decisivos poderá ser a disputa pelo meio-campo. A Argentina precisará reduzir os espaços para a circulação espanhola, enquanto a Espanha terá de encontrar uma maneira de controlar Messi sem permitir que outros jogadores argentinos recebam liberdade perto da área.

O desgaste físico também deverá influenciar a final. A Espanha disputou sua semifinal na terça-feira e terá um dia a mais de recuperação. A Argentina, além de ter jogado na quarta-feira, enfrentou uma partida intensa e definida somente nos acréscimos.

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Argentina tenta conquistar o bicampeonato consecutivo

Depois de conquistar o título mundial em 2022, a Argentina chega à sua segunda final consecutiva e tenta alcançar um feito raro na história da competição.

A última seleção que conseguiu vencer duas Copas do Mundo seguidas foi o Brasil, campeão em 1958 e 1962. Antes dos brasileiros, apenas a Itália havia alcançado o bicampeonato consecutivo, nas edições de 1934 e 1938.

Uma vitória no domingo também daria à Argentina o quarto título mundial de sua história. A seleção foi campeã em 1978, 1986 e 2022.

Espanha busca sua segunda estrela

A Espanha disputará sua segunda final de Copa do Mundo. A primeira aconteceu em 2010, quando a equipe venceu a Holanda por 1 a 0, na África do Sul, com gol de Andrés Iniesta na prorrogação.

A geração atual combina jogadores experientes com jovens que rapidamente ganharam espaço na seleção. O trabalho do técnico Luis de la Fuente consolidou uma equipe que mantém a tradição espanhola de valorização da bola, mas também apresenta maior velocidade e objetividade no ataque.

Depois de eliminar a França com autoridade, os espanhóis chegam à final confiantes e com uma defesa que sofreu apenas um gol durante toda a competição.

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Curiosidades sobre Argentina e Espanha

  • Confronto equilibrado: Argentina e Espanha já se enfrentaram 14 vezes. Cada seleção conquistou seis vitórias, além de dois empates.
  • Somente um duelo em Copas: o único encontro entre as seleções em uma Copa do Mundo aconteceu em 1966. A Argentina venceu por 2 a 1 na fase de grupos.
  • Último confronto: Espanha e Argentina não se enfrentam desde março de 2018, quando os espanhóis venceram um amistoso por 6 a 1, em Madri. Messi não participou daquela partida por estar lesionado.
  • Goleada argentina: em 2010, poucos meses depois da conquista espanhola na Copa da África do Sul, a Argentina venceu a Espanha por 4 a 1 em Buenos Aires.
  • Desempate histórico: como cada seleção soma seis vitórias no confronto direto, quem vencer a final também assumirá vantagem no retrospecto entre os países.
  • Campeões frente a frente: a decisão reunirá as campeãs mundiais de 2010 e 2022.

Final coloca duas gerações em evidência

Além da disputa pelo título, a final terá um encontro simbólico entre diferentes momentos do futebol mundial.

De um lado estará Messi, aos 39 anos, buscando ampliar uma trajetória marcada por títulos e recordes. Do outro, a Espanha apresenta uma geração jovem liderada por jogadores como Lamine Yamal, que se consolidou como uma das principais revelações do torneio.

A partida também reunirá duas seleções que chegaram à decisão com campanhas consistentes. A Espanha aposta no controle coletivo e na força defensiva. A Argentina carrega a experiência de quem conquistou a última Copa e mostrou novamente, diante da Inglaterra, que permanece perigosa até o apito final.

No domingo, Argentina e Espanha definirão quem ficará com o título da primeira Copa do Mundo disputada por 48 seleções.

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