Manutenção preventiva e escolha do lubrificante adequado ajudam a reduzir paradas inesperadas, aumentar a vida útil das máquinas e proteger a rentabilidade da safra

A colheita é um dos momentos mais críticos do calendário agrícola. Depois de meses de investimento em sementes, insumos e manejo, qualquer interrupção nas operações pode comprometer produtividade, qualidade dos grãos e, principalmente, a rentabilidade do produtor. Nesse cenário, um detalhe muitas vezes negligenciado faz toda a diferença: a lubrificação correta das máquinas agrícolas.
O Brasil é um dos maiores produtores de grãos do mundo e depende cada vez mais da mecanização para garantir eficiência no campo. Segundo dados da Embrapa divulgados pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), a soja ocupa aproximadamente 46 milhões de hectares no país, e a manutenção preventiva dos equipamentos é apontada como uma das principais estratégias para evitar perdas durante as operações de plantio e colheita.
Estudos também mostram que falhas mecânicas e falta de manutenção podem reduzir significativamente a eficiência operacional. Levantamento do setor aponta que uma máquina parada por manutenção não planejada pode provocar perdas de até 25% na disponibilidade do equipamento justamente durante os períodos mais críticos da safra.
Entre as ações preventivas, a lubrificação ocupa papel central. Ela reduz o atrito entre componentes, controla a temperatura de funcionamento, protege contra corrosão, evita desgaste prematuro e amplia a vida útil de peças como rolamentos, engrenagens, correntes e sistemas hidráulicos.
Para o diretor-executivo da Acipar Lubrificantes, Luiz Alberto Gomes Jr., a lubrificação deve ser encarada como um investimento, e não como um custo operacional. “Durante a colheita, cada hora de máquina parada representa perda de produtividade e aumento dos custos. A lubrificação correta é uma das formas mais simples e eficientes de reduzir riscos de quebra, preservar os componentes e garantir que o equipamento opere no máximo desempenho justamente quando ele é mais necessário”, explica.
O executivo destaca que não basta apenas trocar o óleo dentro do prazo. É fundamental utilizar produtos especificados pelos fabricantes, observar os intervalos de manutenção e manter um plano preventivo de inspeção. “Cada equipamento trabalha sob diferentes níveis de carga, temperatura e exposição à poeira, umidade e resíduos da lavoura. Por isso, utilizar o lubrificante adequado para cada aplicação faz toda a diferença na proteção dos componentes e na durabilidade das máquinas”, pontua.
Além da escolha correta do produto, especialistas recomendam atenção especial aos filtros, níveis de óleo, pontos de graxa e eventuais vazamentos antes do início da jornada de trabalho. Pequenos problemas identificados no começo da operação evitam falhas de maior gravidade durante a colheita.
A manutenção preventiva também impacta diretamente o custo operacional. Conforme a Embrapa, máquinas revisadas apresentam maior confiabilidade, melhor desempenho e menor risco de atrasos que podem comprometer o ponto ideal de colheita, reduzindo perdas de qualidade e produtividade dos grãos.
Outro benefício está na preservação do patrimônio. Equipamentos agrícolas representam um dos maiores investimentos das propriedades rurais, e a lubrificação adequada contribui para aumentar sua vida útil, reduzir a necessidade de substituição de componentes e preservar o valor de revenda.
Para Luiz Alberto Gomes Jr., a prevenção continua sendo a estratégia mais econômica. “O produtor investe muito para produzir uma safra de qualidade. Cuidar da lubrificação dos equipamentos é proteger esse investimento. Muitas vezes, um procedimento simples evita reparos de alto custo e impede que uma máquina fique parada justamente no momento em que ela faz mais falta”, conclui.
Em um setor onde produtividade e tempo caminham lado a lado, manter as máquinas operando com máxima eficiência tornou-se um diferencial competitivo. E, entre todas as práticas de manutenção, a lubrificação correta permanece como uma das mais eficazes para reduzir prejuízos e garantir uma colheita segura e rentável.
