Pular para o conteúdo

Conectividade híbrida: por que um único link já não basta?

Arquivo/Reprodução
Andreia Rosa, Especialista de Produtos e Vendas da Deutsche Telekom Global Business Solutions Brasil

Por Andreia Rosa, Especialista de Produtos e Vendas da Deutsche Telekom Global Business Solutions Brasil

Quanto custa ficar alguns minutos sem conexão?

Para muitas empresas, a resposta já não está apenas na indisponibilidade da internet. Está na interrupção de sistemas, na parada da operação, no atraso de entregas e no impacto sobre a experiência do cliente.

Esse cenário mudou rapidamente nos últimos anos. Aplicações migraram para a nuvem, plataformas SaaS passaram a fazer parte da rotina e novas tecnologias, como a inteligência artificial, aumentaram a dependência de uma conectividade estável.

A pesquisa TIC Empresas 2024 retrata essa evolução. Entre 2019 e 2024, o uso de computação em nuvem nas empresas brasileiras passou de 23% para 33%. As soluções SaaS cresceram de 27% para 34%, enquanto o armazenamento em nuvem evoluiu de 38% para 49%.

Quanto mais digital é a operação, maior tende a ser o impacto de uma interrupção.

A importância da resiliência digital é evidenciada pelos impactos financeiros das interrupções. Segundo o estudo The Hidden Costs of Downtime, da Splunk em parceria com a Oxford Economics, as 2 mil maiores empresas de capital aberto do mundo devem acumular perdas superiores a US$ 600 bilhões em 2026 devido à indisponibilidade de sistemas. Entre os executivos entrevistados, 79% afirmam que reduzir o downtime é uma prioridade estratégica.

Essa preocupação reflete uma nova realidade: clientes, parceiros e colaboradores esperam acesso contínuo aos serviços digitais. Cada minuto de indisponibilidade pode representar perda de receita, impacto operacional e desgaste da reputação da empresa.

Foi essa realidade que levou muitas empresas a rever a forma como estruturam sua conectividade. Em vez de concentrar toda a operação em um único link, passaram a combinar diferentes tecnologias, como fibra óptica, redes móveis 4G e 5G e conectividade via satélite. Se um acesso falha, outro assume.

Essa arquitetura faz diferença principalmente em operações distribuídas. Indústrias, centros logísticos, fazendas, minas, concessionárias e usinas dependem da comunicação constante entre unidades, equipes e sistemas. Nesses ambientes, redundância significa manter a operação funcionando.

A conectividade via satélites de baixa órbita (LEO) ampliou ainda mais essas possibilidades. Além de levar conectividade a regiões remotas, tornou-se uma alternativa eficiente para contingência das redes terrestres. A menor latência, em comparação aos satélites geoestacionários, permite suportar aplicações corporativas que exigem disponibilidade e desempenho.

Créditos: Pexels

O que avaliar antes de ampliar a infraestrutura

Em primeiro lugar é preciso tratar o tempo de inatividade como um risco para os negócios, não apenas um problema técnico. O tempo de inatividade precisa ser traduzido para a linguagem dos negócios por meio de mapeamentos dos impactos financeiros e na reputação, causados pelos incidentes de indisponibilidade.

Depois é necessário identificar as aplicações críticas para definir quais demandam estabilidade fixa, quais se beneficiam da mobilidade e em quais vale a pena usar ambas as tecnologias para garantir a redundância. O pensamento não deve estar focado no custo, mas nos prejuízos financeiros e de reputação que a indisponibilidade de serviços gera.

Ao adotar uma estratégia de conexão híbrida alinhada ao SD-WAN (Software-Defined Wide Area Network), rede de longa distância definida por software, é possível fazer o gerenciamento da conexão de forma centralizada, priorizar aplicações de acordo com regras de negócio e monitorar a experiência digital em tempo real, identificando problemas antes que se tornem interrupções e fazendo o redirecionamento automático do tráfego.

Lembre-se que quedas na receita, volatilidade das ações, exposição regulatória e danos à marca exigem atenção da liderança e a resiliência operacional não se resume a manter os sistemas online, mas proteger a confiança, viabilizar o crescimento e garantir a continuidade mesmo quando as coisas dão errado.

A discussão, portanto, deixou de ser qual tecnologia oferece a maior velocidade. A pergunta passou a ser outra: a operação está preparada para continuar funcionando quando um dos acessos falhar?

Conectividade híbrida não significa ter mais links de internet. Significa construir uma infraestrutura mais resiliente, capaz de reduzir riscos e garantir continuidade operacional. Em um ambiente cada vez mais digital, essa deixou de ser apenas uma decisão técnica. É uma decisão de negócio.

Sobre a Deutsche Telekom Global Business 

A Deutsche Telekom Global Business foi criada na Alemanha em 2020 para ser a unidade de negócios de serviços de comunicação e conectividade do grupo Deutsche Telekom para clientes B2B. A Deutsche Telekom Global Business foi lançada no Brasil em 2023, mas o grupo já atua com serviços de telecomunicações desde 2005.

A empresa atua em mais de 25 mercados ao redor do mundo e tem cerca de 3 mil funcionários. O portfólio de serviços está focado em redes corporativas flexíveis e seguras como base para a digitalização e a consultoria estratégica está no centro do modelo de negócios. O portfólio de soluções inclui Links de internet, Lan to Lan, SD-WAN, MPLS (Multi-Protocol Label Switching), FWA (Fixed Wireless Access), conexão por satélite, Wi-Fi e soluções de conectividade IoT/M2M.

A Deutsche Telekom é a operadora líder na Europa, com mais de 273 milhões de clientes móveis, 24 milhões de linhas fixas, 22 milhões de linhas de banda larga e 200 mil funcionários em todo o mundo.

Mais informações: https://www.telekom.com.br

Feed principal

Últimas notícias

Carregando mais notícias…