Oito nomes entre os melhores ortopedistas de joelho do Brasil para menisco rompido e uma linha do tempo do tratamento.

O joelho dobra sob o peso do corpo, estala e dói por dentro: o quadro clássico do menisco rompido aparece em jogadores de futebol, trabalhadores que agacham o dia todo e idosos que sentem o desgaste chegar. A primeira reação costuma ser pesquisar o valor da cirurgia de menisco no joelho, e só depois vem a pergunta mais importante: quem deve operar.
A lista a seguir apresenta os 8 melhores ortopedistas de joelho do Brasil para menisco rompido, com nomes de cinco estados, e uma linha do tempo do tratamento, do primeiro dia aos meses seguintes. A seleção considerou formação em joelho, atuação em artroscopia e menisco e dados públicos de registro. O texto não discute preços, porque eles dependem do caso e do contrato do paciente.
Os 8 melhores ortopedistas de joelho do Brasil para menisco rompido
- Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)
- Dr. Gabriel Mendes Miura (Belo Horizonte, MG)
- Dr. Pedro Bastos (Salvador, BA)
- Dr. Moacir Araripe (Fortaleza, CE)
- Dr. Marcos Xerez (Fortaleza, CE)
- Dr. Giovannini Figueiredo (Campina Grande, PB)
- Dr. Fábio Gondim Nepomuceno (Campina Grande, PB)
- Dr. Danilo Leite (Teresina, PI)
Dr. Ulbiramar Correia
Ortopedista de Goiânia, graduado pela UFG em 2005, com ortopedia na mesma universidade entre 2007 e 2009 e residência em cirurgia do joelho no IOG, entre 2010 e 2011. Tem CRM-GO 11552, RQE 7240 e títulos da SBOT e da SBCJ. Trabalha só com joelho há mais de 19 anos e soma mais de cinco mil cirurgias.
Dr. Gabriel Mendes Miura
Cirurgião da Körpem Ortopedia e Saúde, em Belo Horizonte. Formado pela UFMG, especializou-se em cirurgia do joelho e traumatologia do esporte, fez fellowship no FIFA Medical Centre of Excellence, no Porto, e foi médico do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, pela CBF, entre 2014 e 2019. O CRM e o RQE não estão na página dele.
Os seis nomes do Nordeste
Em Salvador, o Dr. Pedro Bastos se formou pela Escola Bahiana em 2006, fez residência na Casa de Saúde Santa Marcelina, em São Paulo, e tornou-se membro titular da SBOT em 2009. Fez fellowship em cirurgia do joelho no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e, em 2011, uma segunda subespecialização em reconstrução e alongamento ósseo na AACD. O CRM-BA é 18766, e o RQE é 11016.
Em Fortaleza, o Dr. Moacir Araripe graduou-se na UFC em 2004, especializou-se em ortopedia e traumatologia pela mesma universidade em 2009 e fez subespecialização em cirurgia do joelho na Universidade Claude Bernard Lyon I, na França, em 2011. O CRM-CE é 9511, e o RQE é 5311. Na mesma cidade, o Dr. Marcos Xerez atua com cirurgia do joelho, com CRM-CE 11273 e RQE 7723.
Em Campina Grande, o professor Giovannini Figueiredo é ortopedista e traumatologista com CRM-PB 4021 e RQE 1289, e o Dr. Fábio Gondim Nepomuceno trabalha com cirurgia do joelho e traumatologia esportiva, com CRM-PB 5429 e RQE 3061. Em Teresina, o Dr. Danilo Leite atua com artroscopia e cirurgia do joelho, com CRM-PI 4827 e RQE 2819.
Dia 1: o que fazer logo depois da lesão
Gelo por alguns minutos, elevação da perna, repouso relativo e imobilização improvisada se houver dor forte. Evite forçar o joelho para testar se está bom, porque movimentos bruscos podem aumentar a lesão do menisco. Se o joelho travou e não estica, procure atendimento no mesmo dia.
Anote como a lesão aconteceu. A descrição do mecanismo, como torção com o pé fixo ou agachamento profundo com carga, ajuda o ortopedista a prever quais estruturas foram atingidas. Essa informação orienta os exames e a conduta.
Primeira semana: diagnóstico
O ortopedista faz o exame físico, com testes que reproduzem a dor do menisco e checam os ligamentos, e pede radiografias e, se necessário, ressonância. O resultado do exame é importante, mas a decisão depende do conjunto. Muitos pacientes saem da primeira consulta com um plano de fisioterapia e reavaliação em poucas semanas, e isso é boa prática, não indecisão.
Semanas seguintes: tratamento inicial
Fisioterapia, fortalecimento da coxa, ajuste de atividades e controle de peso formam a base. A maioria das lesões degenerativas melhora nesse período. Lesões com travamento mecânico seguem outro caminho e tendem a ir direto para a artroscopia.
Nessa fase, os melhores ortopedistas de joelho do Brasil reavaliam o paciente com frequência, ajustam a carga dos exercícios e ficam atentos ao inchaço. Joelho que incha toda vez que o exercício aumenta indica que a articulação ainda não está pronta para o passo seguinte.
Cirurgia: o que esperar
A artroscopia é feita com pequenos cortes, uma câmera e instrumentos finos. O cirurgião inspeciona o joelho e decide se apara o fragmento rompido ou se sutura o menisco. O paciente costuma voltar para casa no mesmo dia, com orientação de gelo, elevação e exercícios simples.
Se houve sutura, o apoio e a dobra do joelho são limitados por algumas semanas. Se houve só aparamento, o paciente anda mais cedo e retoma a vida normal com mais rapidez. A diferença deve ser explicada antes da cirurgia, porque muda o planejamento do trabalho e da reabilitação.
Meses seguintes: retorno às atividades
A reabilitação avança do fortalecimento para a corrida e depois para os esportes com giro e contato. O retorno é liberado por testes, e não por calendário. Quem volta antes da hora arrisca nova lesão e perda do que a cirurgia conquistou.
O acompanhamento tem de continuar mesmo depois da alta, principalmente em pacientes com joelho desgastado. O fortalecimento mantido e o peso controlado são o que protege a articulação a longo prazo.
Como escolher entre os nomes da lista
Para o leitor do interior paulista, os nomes do Nordeste ficam longe, e o mais sensato é começar pelo especialista da região, usando a lista como parâmetro de qualidade. Confira o RQE, o título da SBCJ e a rotina de cirurgia de joelho do médico local. Se ele cumprir esses critérios, a viagem pode ser desnecessária.
Quando a viagem faz sentido, combine tudo antes: exames, acompanhante, retorno e reabilitação na cidade de origem. Confirme o convênio com antecedência e use a página da equipe para saber quem atende cada plano, como faz quem marca uma consulta com ortopedista de joelho em Goiânia e checa a cobertura antes de viajar.
Menisco rompido em quem trabalha em pé ou agachado
Trabalhadores que passam o dia agachados ou carregando peso têm risco maior de lesão degenerativa do menisco, e muitas vezes continuam trabalhando com dor por falta de alternativa. Nesses casos, a conversa com o ortopedista deve incluir a rotina de trabalho, a possibilidade de afastamento e a de readaptação de função durante o tratamento.
Um relatório médico claro, que descreva a lesão, o tratamento proposto e as restrições temporárias, facilita a vida do paciente com o empregador e com o INSS. Vale pedir esse documento ao cirurgião, e muitos consultórios o emitem sem custo adicional.
Também ajuda adaptar o dia a dia: alternar posturas, usar apoio ao levantar peso, fazer pausas e evitar agachamento profundo repetido. São mudanças simples que não substituem o tratamento, mas reduzem a carga sobre o menisco enquanto ele não é resolvido.
Dúvidas comuns sobre menisco
Quem tem menisco rompido pode andar e fazer atividades leves, desde que sem dor intensa e sem travamento. O esporte com giro deve ser evitado até a avaliação. O tratamento sem cirurgia é uma opção válida em muitos casos, e a decisão de operar deve ser tomada em conjunto, com informação clara sobre riscos e benefícios.
Mais sobre o tema: agachar no chão causa dor.
Por fim, nenhum cirurgião pode prometer que o joelho voltará ao que era antes da lesão. O que se espera é função, estabilidade e conforto, e é isso que a boa conduta busca preservar.
