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Intercâmbio: ranking revela os 10 destinos mais buscados para educação internacional

Levantamento aponta o Canadá como líder isolado no interesse dos brasileiros, enquanto destinos europeus e asiáticos ganham força na busca por experiências no exterior

Créditos: Sadeugra / iStock

A experiência de estudar no exterior pode combinar aprendizado de idiomas, contato com outras culturas e formação acadêmica ou profissional. Em um mercado de trabalho conectado internacionalmente, essa vivência também pode contribuir para desenvolver autonomia e ampliar repertórios.

O planejamento, porém, envolve custos, documentação, objetivos de estudo e regras de permanência, fatores que variam conforme o país e o tipo de curso.

Um estudo realizado pela CI Intercâmbio, empresa brasileira de intercâmbio e educação internacional, com base no volume total de buscas no Google para termos de uma lista fixa de destinos conhecidos pelo destaque no setor de educação internacional entre outubro de 2025 e agosto de 2026, revelou os países mais procurados para educação internacional.

O levantamento leva em consideração apenas dados de buscas no Google, não refletindo, portanto, intenções reais de compra de passagens, reservas de hospedagem, contratação de programas ou comportamentos para além do ambiente digital.

O Canadá lidera o levantamento, com média mensal de 78.900 buscas pela expressão “intercâmbio Canada”. A Irlanda aparece em segundo lugar, com 43.100, seguida pela Espanha, com 31.800. Os Estados Unidos somam 20.600 buscas, enquanto Malta registra 16.900 e a Austrália, 15.800. Completam a lista Japão, com 12.500; Coreia do Sul, com 11.300; Portugal, com 9.310; e Inglaterra, com 8.260.

Créditos: CI Intercâmbio

O que explica a procura por destinos tradicionais de intercâmbio?

O Canadá ocupa a primeira posição e costuma ser considerado por quem busca cursos de idiomas ou programas educacionais em ambiente internacional. A escolha, entretanto, depende de fatores como cidade, duração do curso, custo de moradia, transporte, seguro e exigências de entrada.

O país não deve ser tratado como a opção mais econômica para todos: despesas e condições variam conforme o local e o perfil do estudante.

A Irlanda, segunda colocada, também atrai brasileiros interessados em estudar inglês. A possibilidade de trabalhar durante o curso pode fazer parte da decisão de alguns estudantes, mas não é automática nem se aplica a qualquer programa.

Ainda, a autorização depende das regras migratórias vigentes, do tipo de curso e das condições do visto ou da permissão concedida. Antes de organizar o orçamento contando com renda no exterior, é necessário consultar as orientações oficiais do país.

Os Estados Unidos aparecem na quarta posição. A oferta de instituições e programas é diversa, mas as exigências de visto, o custo da formação e as despesas cotidianas precisam entrar no planejamento.

Em comparação com o Canadá, a principal diferença prática está nas condições de cada programa, nas regras de entrada e trabalho e no custo total estimado.

Malta e Austrália ampliam as opções para quem deseja estudar inglês fora dos destinos mais lembrados. Em ambos os casos, é importante verificar a carga horária, a duração do curso, as regras para estudantes estrangeiros e as condições de trabalho permitidas para cada categoria de visto.

Onde fazer intercâmbio?

A decisão começa pela definição do objetivo. Aprender um idioma para uso cotidiano, preparar-se para uma prova de proficiência, cursar disciplinas universitárias ou adquirir conhecimentos profissionais são metas distintas e podem exigir programas diferentes.

O orçamento deve incluir mais do que matrícula e passagem aérea. Moradia, alimentação, transporte, seguro, materiais didáticos, documentação e reserva para imprevistos podem alterar o custo final.

Uma reportagem do InfoMoney sobre intercâmbios de curta duração recomenda avaliar objetivos, disponibilidade, destino, carga horária e diversidade cultural antes de fechar um programa. A duração menor pode ser adequada a quem tem pouco tempo disponível, desde que o curso corresponda à meta de aprendizagem.

Para quem considera estudar e trabalhar ao mesmo tempo, a verificação das regras oficiais é indispensável. As permissões variam entre países e podem depender do curso, da carga horária e do status migratório.

O trabalho não deve ser tratado como garantia de financiamento da viagem: encontrar emprego, obter renda suficiente e conciliar os horários profissionais e acadêmicos são questões incertas.

Como fazer intercâmbio?

O primeiro passo é definir o objetivo, a duração e o orçamento disponível. Em seguida, é recomendável buscar orientação de uma agência de intercâmbio com experiência no mercado e histórico de atendimento a estudantes, que possa apresentar opções de cursos e instituições adequadas ao perfil do estudante. Contar com uma agência reconhecida pode facilitar a comparação de programas, as condições de pagamento e o acesso a suporte durante o processo. 

Antes de contratar, é importante verificar a reputação da empresa, os serviços oferecidos, as taxas envolvidas e as condições de cancelamento e reembolso. Também é necessário conferir os requisitos de admissão e consultar as regras de visto no consulado ou no site oficial do país escolhido. 

O planejamento antecipado também permite avaliar alternativas de duração e país sem depender apenas do volume de buscas ou de recomendações genéricas.

A onda asiática e a busca por novos idiomas no exterior

A presença do Japão, com 12.500 buscas, e da Coreia do Sul, com 11.300, mostra que o interesse por intercâmbio não se limita a países de língua inglesa. A cultura japonesa, incluindo animações, quadrinhos, gastronomia e tradições locais, pode despertar curiosidade pelo idioma e pela vida cotidiana.

Na Coreia do Sul, o K-pop, os doramas e a produção audiovisual ampliaram a visibilidade internacional do país, embora não seja possível atribuir as buscas exclusivamente a esses fatores.

A Espanha aponta para o interesse em aprender espanhol em um contexto de imersão. A proximidade com o português pode facilitar alguns aspectos iniciais do aprendizado, mas não substitui o estudo sistemático e a prática.

Portugal oferece a vantagem de compartilhar o idioma com brasileiros, mas a experiência internacional pode envolver objetivos acadêmicos, culturais e profissionais que vão além da língua.

Assim, a lista reúne países com idiomas, culturas e propostas educacionais diferentes. Para estudantes que consideram destinos asiáticos, europeus ou anglófonos, a escolha deve levar em conta a qualidade e o conteúdo do curso, o custo de vida, a documentação necessária e as metas pessoais.

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