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Empresas usam IA para reduzir erros e fraudes em processos de remuneração

Créditos: Magnific

A inteligência artificial vem ganhando espaço em áreas que vão muito além do atendimento ao cliente e da automação de tarefas rotineiras. Cada vez mais, empresas têm adotado tecnologias voltadas ao controle operacional, compliance e governança para reduzir erros, fraudes e retrabalho em processos críticos. O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes setores. Segundo a McKinsey, organizações que investem em automação conseguem ganhos relevantes de produtividade e eficiência, enquanto o aumento da complexidade das operações tem ampliado a necessidade de mecanismos mais robustos de controle e rastreabilidade.

Para Gabriel Segers, co-founder e CEO da SplitC, a transformação acontece porque muitas empresas ainda dependem de processos manuais justamente em áreas que exigem maior precisão. “A remuneração variável é um dos melhores exemplos disso. Em muitas organizações, o cálculo de comissões continua baseado em planilhas, validações descentralizadas e conferências manuais. Esse modelo aumenta a possibilidade de erros, gera retrabalho e dificulta auditorias. A inteligência artificial e a automação permitem transformar esse processo em uma operação mais segura, rastreável e transparente”, afirma.

Tecnologias como OCR para leitura automatizada de documentos, assinatura digital, automação de fluxos de aprovação e recursos de rastreabilidade vêm sendo incorporadas à rotina de empresas que buscam reduzir riscos operacionais. Além de acelerar processos, essas ferramentas ajudam a registrar cada etapa das operações, criando um histórico auditável e facilitando a identificação de inconsistências antes que elas gerem impactos financeiros ou jurídicos.

A mudança também reflete uma preocupação crescente com compliance. Em operações comerciais complexas, que envolvem diferentes regras de remuneração, metas, bonificações e variáveis de desempenho, a falta de padronização pode gerar conflitos internos, questionamentos sobre pagamentos e perda de confiança entre equipes e gestores. Nesse contexto, o uso de tecnologia passa a ser visto não apenas como uma ferramenta de produtividade, mas como um mecanismo de governança.

Na prática, empresas que automatizam processos relacionados à remuneração conseguem reduzir significativamente o tempo dedicado a conferências manuais e fechamento de resultados. Casos observados no mercado mostram operações que reduziram ciclos de processamento de semanas para poucas horas, liberando equipes para atividades mais estratégicas e diminuindo a dependência de pessoas específicas para executar tarefas críticas.

Segundo Segers, a tendência é que o papel da inteligência artificial nas empresas se torne cada vez mais ligado à gestão de riscos e à qualidade das decisões. “Existe uma percepção de que a IA serve apenas para acelerar processos, mas o principal ganho muitas vezes está na confiabilidade das informações. Quanto maior a complexidade da operação, mais importante se torna ter dados consistentes, processos auditáveis e regras aplicadas de forma automática. No futuro, as empresas mais eficientes não serão necessariamente as que tiverem mais dados, mas as que conseguirem transformar esses dados em decisões confiáveis e escaláveis”, conclui.

 

Sobre a SplitC:

Fundada em 2020, a SplitC é um software que automatiza cálculos de remuneração variável para empresas e acompanha comissões em tempo real, atuando como um motor de cálculo em qualquer fonte de dados do mercado. Composta por um suporte personalizado, a missão da startup é facilitar o processo burocrático e manual de pagamentos com agilidade e transparência. Site: www.splitc.com.br