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Alimentação e suplementação: quando os suplementos são necessários

Entenda como exames e orientação profissional ajudam a identificar deficiências nutricionais e definir a melhor estratégia para cada caso

Créditos: Valentyna Yeltsova/iStock

Alimentação e suplementação costumam aparecer lado a lado nas conversas sobre saúde, mas os suplementos são estratégias complementares e devem ser utilizados apenas quando existe uma necessidade específica identificada por avaliação profissional.

Na maioria dos casos, refeições saudáveis e funcionais suprem todas as necessidades corporais. Entretanto, é preciso entender onde termina o papel da ingestão de nutrientes por meio dos alimentos e quando a suplementação pode ser indicada. Só assim será possível tomar decisões mais conscientes e favorecer o equilíbrio nutricional.

O que é alimentação funcional e quando suplementar

Os alimentos funcionais são aqueles que favorecem o organismo a se manter bem nutrido. Com propriedades nutricionais e compostos bioativos, eles interagem com o corpo, oferecendo efeitos antioxidantes, antitumorais e anti-inflamatórios.

Hortaliças, frutas e grãos integrais estão no topo da lista. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão desses alimentos deve ser de pelo menos 400 g diárias. O órgão considera esse consumo um dos fatores determinantes para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

Esses ingredientes vegetais são os mais recomendados por apresentarem altos níveis nutricionais, com componentes já aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), como fibras solúveis, probióticos, fitosteróis e esteróis e vitaminas antioxidantes.

Entretanto, mesmo a comida sendo a base da nutrição, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 98% da população não ingere a quantidade necessária de vitaminas por dia. Ou seja, em cenários como esse ou quando o sistema corporal possui algum tipo de disfunção metabólica, o médico pode iniciar um tratamento com dosagens adequadas de aporte nutricional.

A alta dosagem de suplementos é danosa ao corpo, sobrecarregando órgãos e podendo levar a doenças, afetando principalmente os rins e o fígado. Por isso, antes de começar a ingerir qualquer tipo de suplemento, é fundamental procurar o médico e fazer exames que identifiquem qual é a necessidade do sistema biológico.

A avaliação laboratorial costuma ser pedida em um check-up completo e é capaz de identificar os principais componentes nutritivos, como: vitaminas C, B12, D, zinco, magnésio, ferro e ferritina. O ideal é que esse monitoramento seja feito de forma frequente, já que as deficiências nutricionais podem não apresentar sintomas.

Como tomar decisões mais conscientes sobre suplementação

Antes de iniciar qualquer tipo de reposição nutricional, é fundamental destacar que a ingestão de compostos suplementares não substitui uma alimentação equilibrada. Caso não haja nenhum problema de saúde ou indicação médica por necessidade especial, a alimentação continua sendo a base para nutrir o organismo.

Entretanto, alguns estilos de vida com rotinas muito corridas podem gerar lacunas nutricionais. Nesses cenários, a reposição direta de elementos indispensáveis, como vitamina C e zinco, sob supervisão médica ou nutricional, restabelece o equilíbrio homeostático do corpo.

Para que esse consumo de suplementos seja consciente e não sobrecarregue o corpo, o profissional irá analisar o exame laboratorial individualmente e identificar quais são as quantidades necessárias de que cada organismo precisa.

Para manter a qualidade de vida, os complementos nutricionais devem ser ingeridos pelo tempo indicado para o tratamento. Na maioria dos casos, o médico fará o acompanhamento repetindo os exames de sangue, realizando adequações nas doses e reajustando as refeições.

O importante é não começar o protocolo de suplementação sozinho e sempre seguir à risca as orientações dos profissionais.