Procedimento pode ser iniciado pela internet; circular sem placa ou com identificação ilegível é infração gravíssima.

Perder a placa do veículo, perceber que ela foi furtada ou descobrir que está danificada exige providências rápidas. Além do risco de uso indevido da identificação, continuar circulando sem placa ou com os caracteres ilegíveis pode gerar multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e recolhimento do veículo.
Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), conduzir um veículo nessas condições é uma infração gravíssima. A penalidade prevista é de R$ 293,47, com sete pontos na CNH.
Como solicitar a segunda via da placa
Para veículos que já utilizam a placa no padrão Mercosul, o pedido pode ser iniciado pelo serviço digital do Detran-SP. O proprietário deve acessar o sistema utilizando sua conta GOV.BR.
Durante o procedimento, será necessário selecionar o veículo e indicar qual placa precisa ser produzida: dianteira, traseira ou ambas.
Se todos os requisitos estiverem atendidos, a autorização para estampagem é emitida automaticamente, normalmente em até cinco minutos. Com o documento liberado, o proprietário deve procurar uma empresa estampadora credenciada pelo Detran-SP.
O preço da nova placa não é tabelado pelo órgão de trânsito. O valor deve ser consultado e pago diretamente à empresa responsável pela estampagem.
Veículo precisa estar sem pendências
Antes de solicitar a autorização, o proprietário deve verificar a situação do veículo. Não pode haver débitos pendentes, como:
- IPVA em atraso;
- multas não pagas;
- taxas pendentes;
- licenciamento vencido.
A segunda via mantém as informações da placa anterior, incluindo a categoria e o município de registro. Caso também exista mudança de endereço que altere o município do veículo, será necessário solicitar uma nova placa dentro do procedimento correspondente.
O que fazer se a placa ainda for do modelo cinza
Quando a placa perdida ou danificada pertence ao antigo padrão cinza, com três letras e quatro números, será necessária a conversão para o padrão Mercosul.
Nesse caso, o proprietário precisa solicitar uma nova Placa de Identificação Veicular (PIV) e a emissão atualizada do documento do veículo. Conforme os valores divulgados pelo Governo de São Paulo em 18 de julho de 2026, a taxa do Certificado de Registro do Veículo é de R$ 285,05 para veículos licenciados ou de R$ 452,79 quando o licenciamento ainda estiver pendente.
Após reunir os documentos exigidos, o atendimento deve ser agendado em uma unidade do Detran-SP ou do Poupatempo. O agendamento pode ser realizado pelos canais eletrônicos dos órgãos.
Depois da emissão digital do documento, o proprietário poderá acessá-lo pelo portal do Detran-SP, pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou pelo portal da Secretaria Nacional de Trânsito. Para veículos de pessoa jurídica, o documento deve ser obtido pelo portal do Detran-SP ou da Senatran.
Perda ou furto deve ser registrado
Nos casos de perda, furto ou roubo da placa, o Detran-SP recomenda registrar um boletim de ocorrência. A medida ajuda a resguardar o proprietário caso a identificação seja utilizada indevidamente em outro veículo ou em alguma atividade irregular.
O registro pode ser feito pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil ou presencialmente em uma unidade policial.
Confira o passo a passo resumido
- Registre o boletim de ocorrência em caso de perda, furto ou roubo;
- Verifique se IPVA, multas, taxas e licenciamento estão regularizados;
- Acesse o serviço do Detran-SP com sua conta GOV.BR;
- Selecione o veículo e informe qual placa precisa ser substituída;
- Emita a autorização para estampagem;
- Procure uma estampadora credenciada e consulte o valor do serviço;
- Se a placa for do modelo cinza, solicite antes a conversão para o padrão Mercosul.
O motorista não deve continuar utilizando o veículo sem a identificação obrigatória. Caso a placa caia ou seja perdida durante uma viagem, a orientação mais segura é interromper o deslocamento e buscar informações junto ao órgão de trânsito ou à autoridade policial.
Fonte: Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo e Detran-SP.
