Procura, disponibilidade de peças, robustez mecânica e estado de conservação são alguns dos itens que podem pesar positiva ou negativamente na hora de revender

No mercado automotivo, nem sempre o preço representa o real valor de um veículo. Essa cifra, que representa quanto se pagaria pelo carro no mercado, sofre constantes variações pelos mais variados motivos. Oferta e demanda, opcionais, estado de conservação, entre muitos outros fatores, podem levar à desvalorização do veículo.
Como funciona a desvalorização de um veículo
Um dos principais fatores que levam à desvalorização é certamente a depreciação. A depreciação representa a perda de valor que um carro tem devido ao seu desgaste natural e uso. O advento de novas tecnologias também faz com que alguns carros se tornem obsoletos mais rapidamente, o que faz com que percam valor de mercado.
A depreciação costuma atuar no momento em que um carro sai da concessionária e, portanto, deixa de ser zero-quilômetro. Nos dois primeiros anos, é comum que o carro desvalorize até 20% do seu valor original. Com o passar do tempo, essa taxa cai, ficando em torno de algo como 10% de perda de valor por ano.
Porém, quando o carro passa para a categoria de seminovo ou usado, ou seja, quando tem mais de 5 anos de uso, essa “lei” vigora com menos força, e as condições do veículo passam a importar mais. Um veículo com mais de 10 anos de uso pode ser mais caro que um carro novo ou outro de mesmo modelo e ano, a depender de seu estado de conservação e procura.
Quais fatores mais influenciam o valor de revenda
Carros com ótima reputação criam alta demanda, por exemplo, principalmente no que diz respeito a custo de manutenção, disponibilidade de peças e economia de combustível. Nesse sentido, é comum ver picapes compactas e sedãs médios ganhando valor de mercado, principalmente devido à qualidade de construção mecânica e durabilidade.
A Fiat Strada, por exemplo, um dos carros mais vendidos no mercado de usados, teve uma desvalorização de 0,75% nos últimos cinco anos, de acordo com levantamento do Jornal do Carro. Outros, como o Volkswagen Polo, registraram uma valorização de 12%. O Fiat Argo, um hatchback (modelo de carro compacto com porta-malas integrado ao habitáculo), teve alta de 7% no período.
As categorias de carros que costumam preservar melhor seu preço
Logo, alguns hatches, picapes e até mesmo alguns SUVs (veículos utilitários esportivos, com design robusto e maior altura em relação ao solo) conseguem boa aceitação e preço no mercado de usados. Contudo, a máxima de que carro não é investimento ainda vale. Afinal, outras variáveis entram em jogo na formação de preço. Até mesmo a região onde um carro é vendido costuma interferir no seu preço e liquidez.
Hatches não têm tanta aceitação em lugares que demandam muita força, como no campo. Carros sem ar-condicionado também vendem menos em locais onde faz muito calor. No mais, até mesmo a cor de um carro influencia na sua venda. Cores muito berrantes ou diferentes não atraem tantos compradores como carros prata, branco ou preto.
Como considerar a revenda na hora da compra
Mas, em geral, um carro com bom histórico de manutenção, com documentação em dia e com algum diferencial como câmbio automático ou uma boa gama de opcionais instalados, como o Fiat Mobi Trekking, costuma desvalorizar pouco e chamar a atenção de compradores. Logo, pensar no longo prazo ao comprar um carro é uma decisão estratégica para o bolso.
