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Dormir, comer, se exercitar: por que o básico ficou tão difícil?

Rotina acelerada, excesso de estímulos e dificuldade de manter hábitos simples fazem crescer a busca por estratégias de reequilíbrio físico e emocional

Dormir, comer, se exercitar: por que o básico ficou tão difícil?

Dormir bem, manter uma alimentação organizada, fazer atividade física e conseguir desacelerar parecem hábitos elementares. Na prática, porém, tornaram-se difíceis de sustentar para muita gente. A percepção aparece também entre hóspedes de um spa do interior paulista, que vem observando uma procura cada vez mais relacionada à reorganização da rotina, ao sono, ao estresse e ao reequilíbrio emocional.

Um levantamento feito a partir de 3.274 formulários de check-in do SPA Água Santa mostra um público com demandas de saúde diversas: 68% declararam uso regular de medicamentos, 30% informaram hipertensão controlada por medicação e 16% relataram problemas relacionados à depressão. As mulheres representam 80% dos hóspedes.

Para os profissionais que acompanham esse público, uma das questões centrais está justamente na dificuldade de incorporar à vida cotidiana hábitos considerados básicos, como respeitar horários de sono, alimentar-se de maneira regular, movimentar o corpo e criar períodos reais de descanso.

“Hoje, muitas pessoas chegam cansadas não apenas fisicamente, mas da própria rotina. Dormir mal, comer sem horário, passar muito tempo sentadas e viver em estado constante de alerta acabam se tornando hábitos. O desafio é justamente ajudar essas pessoas a perceber que saúde também depende de reaprender coisas muito básicas”, explica Fernanda Pozzi, administradora do SPA Água Santa.

Segundo ela, o ambiente mais controlado ajuda a pessoa a perceber como o corpo responde quando ela dorme melhor, se alimenta com mais regularidade, se movimenta e reduz o ritmo.

“A questão mais importante vem depois, que é como transformar essa experiência em hábitos possíveis de manter na vida real?”, destaca. A proposta é que as pessoas possam reaprender comportamentos simples e torná-los possíveis fora de ambientes controlados.

O tema acompanha uma discussão que vem ganhando espaço no setor de saúde e bem-estar e que questiona por que cuidar do básico se tornou tão difícil?

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