Muito longe do papel do programador se tornar obsoleto, hoje o profissional precisa se adaptar e usar a IA como ferramenta aliada, sem deixar de lado o conhecimento técnico

A inteligência artificial generativa, aquela capaz de criar textos e imagens, já está integrada ao dia a dia das pessoas. Seja para uma pesquisa ou para o trabalho, perguntar algo a ela virou parte da rotina de muitos usuários. Mas e quando ela se volta ao próprio ramo da tecnologia? Como o mercado de desenvolvimento tem olhado e se apropriado da IA?
Antes havia o medo difundido de que a IA seria capaz de substituir os desenvolvedores. Sua capacidade de aprender e, por conseguinte, sua habilidade de criar códigos complexos e softwares acenava para um possível fim dos programadores. Contudo, isso está longe de acontecer, se é que vai acontecer.
O que muda no papel do desenvolvedor com a popularização da IA?
Assim como aconteceu com várias outras tecnologias disruptivas que a precederam, a IA é mais uma que se tornou ferramenta na mão do desenvolvedor de software experimentado e do mercado de modo geral. A demanda hoje é por um perfil de profissional que saiba utilizar a IA a seu favor.
A programação com inteligência artificial pede agora um tipo de profissional muito mais antenado à arquitetura de um sistema ou software. Enquanto algumas IAs (Inteligências Artificiais) como GitHub Copilot e Claude, da Anthropic, criam boa parte do código, cabe ao profissional saber instruir o algoritmo, supervisionar e corrigir suas saídas.
Quais tarefas dos desenvolvedores podem ser automatizadas pela IA?
Claro que muito do código deve ainda passar pela mão do programador. Contudo, algumas partes maçantes podem se beneficiar do auxílio da IA. Um exemplo clássico é a busca por um erro que passa imperceptível pelo programador, como a falta de algum detalhe de sintaxe. Nesse caso, a IA pode percorrer o código e corrigir o erro em tempo recorde.
Isso acelera consideravelmente o processo e diminui o tempo perdido. Automatizar algumas tarefas repetitivas também pode ser deixado a cargo da IA. Nesse caso, é fundamental que o programador valide o resultado entregue pela máquina. Ou seja, ela precisa ser supervisionada e auditada, de preferência por um engenheiro de software com vasto conhecimento.
Quais habilidades técnicas continuam indispensáveis?
Logo, as habilidades do programador não foram e provavelmente não serão suplantadas. Dominar lógica de programação, estrutura de dados, arquitetura de software e, principalmente, documentação e segurança seguirão sendo habilidades mais que necessárias. A IA será apenas mais uma ferramenta aliada, como tantas outras.
Quais competências devem ganhar espaço na carreira de tecnologia?
Uma boa formação é, assim, indispensável, tal como a obtida em uma faculdade de engenharia de software. Igualmente importante são as soft skills: o pensamento crítico, saber comunicar e ser capaz de buscar soluções e, mais importante, ser criativo são competências sempre em alta e que IA nenhuma poderá substituir.