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Canetas emagrecedoras: aumentar a dose por conta própria pode colocar a saúde em risco

Endocrinologista alerta para automedicação, perda de massa muscular e sinais que exigem avaliação médica.

Menopausa pode ser a verdadeira responsável pelo seu ganho de peso e a caneta emagrecedora pode estar piorando isso – Créditos: Freepik

Começar a usar uma caneta emagrecedora por conta própria ou aumentar a dose para tentar perder peso mais depressa pode elevar o risco de efeitos adversos. O alerta é da endocrinologista Jaqueline Fernandes, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia.

Na avaliação da médica, o acompanhamento deve começar antes da primeira aplicação: é necessário verificar a indicação, os remédios já utilizados e as condições de saúde que exigem cautela ou podem contraindicar o tratamento. O tema ganha atenção em 11 de outubro, Dia Nacional de Prevenção da Obesidade.

Uso sem acompanhamento

Um dos erros apontados pela especialista é acreditar que doses maiores significam resultados melhores. O aumento precisa respeitar a adaptação individual e o esquema prescrito. Alterar a dose sem orientação pode intensificar os efeitos adversos sem produzir benefício proporcional.

A redução do apetite também não deve ser interpretada como autorização para deixar de comer. Segundo Jaqueline, ingestão insuficiente de alimentos pode favorecer deficiências nutricionais, anemia, fraqueza e queda de cabelo.

Outro cuidado é preservar a musculatura durante a perda de peso. Alimentação e atividade física precisam ser consideradas no acompanhamento, porque a balança não mostra, sozinha, quanto da redução corresponde à massa magra.

A médica destaca ainda a necessidade de saber o princípio ativo, a concentração e a dose prescrita. Produtos de origem duvidosa ampliam os riscos. A Anvisa também aponta problemas de qualidade e segurança em produtos irregulares.

Efeitos colaterais

Náuseas, sensação de estômago cheio, vômitos, diarreia, constipação e desconforto abdominal estão entre os efeitos relatados. Eles podem ser mais frequentes no início do tratamento e nos períodos de aumento da dose.

Vômitos persistentes, dificuldade para manter líquidos, tontura importante, redução da urina e sinais de desidratação exigem avaliação. Dor abdominal intensa ou persistente, especialmente acompanhada de vômitos, também não deve ser ignorada.

O ajuste da terapia deve ser conduzido pelo profissional responsável, conforme a resposta e as condições de cada paciente.

Fonte: Comunicação Sem Fronteiras, com orientações da endocrinologista Jaqueline Fernandes.

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