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Radioterapia pode aliviar dor e outros sintomas nos cuidados paliativos

Sociedade Brasileira de Radioterapia destaca que a abordagem pode acompanhar o tratamento oncológico desde fases iniciais, conforme a necessidade do paciente.

Radioterapia se mostra essencial para pacientes com câncer retal localmente avançado

A radioterapia pode contribuir para o controle da dor, de sangramentos e de outros sintomas provocados pelo câncer em pacientes que recebem cuidados paliativos. Às vésperas do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado neste sábado, 10 de outubro, a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) chama atenção para a avaliação dessa possibilidade no momento adequado.

Os cuidados paliativos buscam melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares que enfrentam doenças graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a abordagem envolve prevenção e alívio do sofrimento e pode ser integrada precocemente a tratamentos destinados a controlar a doença.

Izabela Lourenço, radio-oncologista e integrante da diretoria da SBRT, explica que esse cuidado pode caminhar junto com quimioterapia, radioterapia e outras estratégias oncológicas, considerando os valores e os objetivos de cada paciente.

Quando a radioterapia pode ajudar

Entre as indicações estão metástases ósseas dolorosas, sangramentos tumorais e lesões que comprimem estruturas ou provocam sintomas neurológicos. Algumas situações, como compressão da medula espinhal, podem exigir avaliação urgente.

O tratamento atua sobre a lesão relacionada ao sintoma. Dependendo do caso, pode ajudar a reduzir a dor, o sangramento ou efeitos de compressão que prejudicam a respiração, a deglutição e outras funções.

A diretriz da Sociedade Americana de Radioterapia (ASTRO) recomenda radioterapia para aliviar dor e outros sintomas decorrentes de metástases ósseas ou na coluna, com escolha do esquema conforme as características individuais.

O número de sessões varia

Nem todo tratamento paliativo exige uma sequência longa de aplicações. Em situações selecionadas, incluindo algumas metástases ósseas não complicadas, uma sessão ou poucas sessões podem ser consideradas.

A decisão leva em conta localização da lesão, condição clínica, tratamentos anteriores, prognóstico e objetivos do paciente. Um esquema mais curto pode reduzir deslocamentos quando for clinicamente apropriado, mas não é uma indicação universal.

Para a SBRT, reconhecer os sintomas e encaminhar o paciente para avaliação cedo pode ampliar as possibilidades de cuidado. O objetivo é organizar uma assistência compatível com as necessidades da pessoa, incluindo suporte aos familiares e controle do sofrimento ao longo do tratamento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Radioterapia, em comunicado enviado à redação; OMS e ASTRO — referência pública.

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