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Dia Mundial do AVC: especialista fala de tempo crucial para salvar vida e minimizar sequelas

O Hospital Santa Marcelina é reconhecido internacionalmente pelo desempenho e pela qualidade da assistência prestada aos pacientes com AVC. O destaque veio através da certificação WSO Angels Award concedida pela World Stroke Organization (WSO)

Dia do AVC- Sintomas, prevenção e tratamento, saiba tudo sobre a condição
Dia do AVC- Sintomas, prevenção e tratamento, saiba tudo sobre a condição

Entre janeiro e março de 2026, foram contabilizadas 20.461 mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil, segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC). Em 2025, foram 89.490 óbitos, o que equivale a uma morte a cada seis minutos.

Os números reforçam a importância da prevenção, do reconhecimento dos sinais de alerta e da atitude correta frente à suspeita da doença, uma vez que o tratamento do AVC é tempo dependente. Por isso, quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento forem iniciados, maiores serão as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas. No AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC, o tratamento com trombolíticos pode ser indicado nas primeiras 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas, conforme avaliação médica.

O coordenador da Unidade de AVC do Hospital Santa Marcelina, Dr. Michel Machado, explica que a agilidade é crucial no tratamento do AVC isquêmico e, atualmente, além do trombolítico, também há opção da trombectomia mecânica que pode ser oferecida numa janela de tempo maior, de até 24h após o início dos sintomas, no entanto além de não estar disponível em todos os serviços, também tem uma indicação restrita a casos decorrentes da oclusão de grandes artérias (cerca de 12-15% dos casos), “O Hospital Santa Marcelina se destaca por atender pacientes do SUS e oferecer tratamentos de alta complexidade, incluindo a trombólise e a trombectomia. Realizar esse procedimento na rede pública em um centro de referência é um privilégio e ao mesmo tempo nos confere uma grande responsabilidade para com a saúde da população”, pontua Dr. Michel Machado.

O Hospital Santa Marcelina de Itaquera é um dos três hospitais na cidade de São Paulo credenciados pelo Ministério da Saúde para realizar este procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Agora é também reconhecido internacionalmente pelo desempenho e pela qualidade da assistência prestada aos pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). O reconhecimento veio através da certificação WSO Angels Award concedida pela World Stroke Organization (WSO), em parceria com a Iniciativa Angels, que atesta hospitais que apresentam alto desempenho na Linha de Cuidado do AVC, de acordo com padrões internacionais de qualidade assistencial.

Trombectomia mecânica:

é uma técnica minimamente invasiva é realizada no centro cirúrgico, e os pacientes geralmente são sedados. Um micro aparelho metálico chamado stent é inserido através de um cateter, geralmente posicionado na virilha, e introduzido pela artéria aorta até alcançar um grande vaso do cérebro (onde está localizado o coágulo) para que ele seja removido. A intervenção geralmente leva de uma a três horas e o objetivo é restaurar o fluxo sanguíneo e aumentar as chances de recuperação, bem como diminuir os riscos de sequelas permanentes e morte.

Embora ocorra com mais frequência em indivíduos acima dos 60 anos, o número de casos entre jovens tem aumentado, e até mesmo crianças podem ser afetadas. No Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, é fundamental refletir sobre os impactos da doença e as deficiências mais comuns após o seu ocorrido. Importante lembrar que cerca de 70% das pessoas que passam pelo evento neurológico não conseguem retomar suas atividades profissionais devido às sequelas. Além disso, metade dos pacientes perde autonomia, necessitando de cuidadores para realizar tarefas cotidianas.

Sinais clínicos, diagnóstico e como agir frente a suspeita de AVC:

de acordo com o Ministério da Saúde, o AVC é uma doença tempo-dependente, quanto mais rápido o tratamento, maior a chance de recuperação completa. Portanto, é primordial identificar os sinais de alerta para reconhecer a ocorrência da doença. Os sinais de alerta mais comuns do AVC incluem: alterações na fala, dificuldade para entender comandos simples, confusão mental, perda de visão em um ou ambos os olhos, convulsões, perda de força e/ou sensibilidade em um ou ambos os lados do corpo, perda de coordenação, desequilíbrio e/ou dificuldade para andar, além de dor de cabeça intensa súbita.

“Em caso de reconhecimento desses sintomas, é importante ligar imediatamente para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU – 192), responsável pela triagem e regulação dos casos para hospitais que dispõem de protocolos bem estabelecidos para o manejo de pacientes com suspeita de AVC. O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo de derrame cerebral. A tomografia computadorizada de crânio é o método de imagem mais utilizado na avaliação inicial do AVC agudo e demonstra sinais precoces de isquemia ou hemorragia”, esclarece o neurologista do hospital.

Fatores de risco:

existem fatores que contribuem para o aparecimento de um AVC, divididos em não modificáveis e modificáveis. Os fatores não modificáveis incluem idade, raça, genética e sexo. Já os fatores de risco modificáveis são: tabagismo, uso excessivo de álcool e drogas, hipertensão arterial, diabetes, níveis elevados de gordura no sangue, excesso de peso e sedentarismo. O controle e o tratamento desses fatores de risco modificáveis são a principal forma de prevenir o AVC. “Os fatores de risco modificáveis devem ser tratados e acompanhados na própria Unidade Básica de Saúde (UBS), como hipertensão arterial, diabetes. É importante conscientizar a população que essas doenças são silenciosas e que seu controle rigoroso, associado aos hábitos de vida saudáveis, é essencial e pode ajudar a prevenir até 80% dos casos de derrame. Lembrando que o cuidado com o AVC não começa no hospital nem termina na alta. Ele precisa ser contínuo, integrado e acessível em todas as fases, desde a prevenção até a reintegração do paciente à vida cotidiana, finaliza Dr. Michel.

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