Doping é mais por descaso do que intencional

O professor Gustavo Magliocca, médico da equipe brasileira PRO-16, de atletas de natação, e com longa passagem pelo Esporte Clube Pinheiros, deu sua visão sobre o tema. Para ele, em longa experiência, o grande motivo de doping nas modalidades não é a busca do desempenho, mas a falta de informação. Por Gabriel Saraceni
Edson Silva está fora do jogo contra o Inter (Foto: Miguel Schincariol)
Edson Silva está fora do jogo contra o Inter (Foto: Miguel Schincariol)
Edson Silva está fora do jogo contra o Inter (Foto: Miguel Schincariol)
Edson Silva está fora do jogo contra o Inter (Foto: Miguel Schincariol)

Recentemente, no MBA em Gestão e Marketing Esportivo, pela Trevisan, tive um módulo sobre medicina esportiva. Um dos assuntos abordados foi sobre doping.

O professor Gustavo Magliocca, médico da equipe brasileira PRO-16, de atletas de natação, e com longa passagem pelo Esporte Clube Pinheiros, deu sua visão sobre o tema. Para ele, em longa experiência, o grande motivo de doping nas modalidades não é a busca do desempenho, mas a falta de informação.

Para Gustavo, são poucos os atletas que têm conhecimento das substâncias proibidas pela WADA. Além disso, muitos não procuram os médicos dos clubes para tirar dúvidas ou verificar qual o melhor medicamento para determinado problema.

Nesta segunda-feira, foi a vez de Edson Silva. O zagueiro do São Paulo ingeriu substância que é dopante. Caso fosse sorteado para o doping, poderia ser punido. Não fez uso para melhorar o rendimento, mas por falta de informação e de cuidado. Dagoberto, ano passado, viveu situação parecida. Assim como Daiane dos Santos, na ginástica, em 2009, flagrada por uso do diurético furosemida. Na oportunidade, alegou que utilizava para emagrecer e nem sequer poderia competir (estava operada). Furosemida é um diurético proibido por ter potencial para disfarçar outras substâncias detectáveis na urina. Fato que, provavelmente, Daiane desconhecia.

Outro ponto abordado em aula por Gustavo são as baladas. É comum atleta participar de eventos. Nesses locais, conhece pessoas. E essas nem sempre estão com boa intenção.

Segundo Magliocca, o doping intencional, para melhorar o desempenho, hoje é raro. Isso devido à postura ética dos departamentos médicos, que monitoram aos atletas. Em alguns casos, são feitos até exames de surpresa. E também uma mudança de pensamento dos competidores, cientes das severas punições.

[author] [author_image timthumb=’on’]http://www.guairanews.com/wp-content/uploads/2012/03/Saraceni.jpg[/author_image] [author_info]GABRIEL SARACENI – Bacharel em Esporte pela USP desde 2005, tem 29 anos e se formou também em Jornalismo em julho de 2010, pela UNIP. Neste espaço, vai abordar temas relacionados à ciência das modalidades, como tipos de treinamento, preparação física, nutrição, fisiologia e suas ramificações. Um pouco de teoria sobre o esporte não faz mal a ninguém. Twitter: @gabrielsaraceni[/author_info] [/author]

fonte: Raio X do Esporte

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