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Faturamento das MPEs cresce 1,2% em julho, puxado pelo comércio

dinheiro

Setor registrou aumento de 5% na comparação com igual mês de 2012. Serviços caíram 0,7% e indústria apresentou recuo mais acentuado, de 6,2%, no período

O comércio puxou o faturamento real (já descontada a inflação) das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas em julho em relação a igual mês de 2012.  Com crescimento de 5% no período, o setor foi o responsável pela alta de 1,2% das MPEs na mesma comparação. O setor de serviços registrou recuo de 0,7% no faturamento e a indústria teve queda de receita de 6,2%. Os dados são da pesquisa Indicadores Sebrae-SP.
A receita total do universo das MPEs paulistas foi de R$ 45,3 bilhões em julho de 2013, R$ 524 milhões a mais do que no mesmo mês de 2012 e R$ 1,8 bilhão acima do registrado em junho deste ano.
“O desempenho negativo da indústria tem explicação nos problemas de competitividade que o setor tem enfrentado; já o fraco resultado dos serviços pode ser atribuído ao crescimento menor da renda e do emprego nos últimos meses. Além disso, na análise dos serviços temos de considerar a base forte de comparação registrada durante vários meses”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.
No acumulado de 2013, as MPEs do Estado de São Paulo aumentaram a receita real em 3,2% ante janeiro a julho de 2012. “Nota-se uma desaceleração no ritmo do crescimento do faturamento dos pequenos negócios, pois nos primeiros sete meses de 2012, o aumento no indicador foi de 7,2% quando comparado com o mesmo período de 2011”, diz Caetano.
Por regiões, as MPEs do interior do Estado apresentaram alta de 5,4% no faturamento de julho ante julho do ano passado. O Grande ABC teve avanço de 4,7% na receita real. O município de São Paulo e a Região Metropolitana registraram quedas de faturamento de 3,7% e 2,9%, respectivamente.

Pessoal ocupado e salários
Em julho, o total de pessoal ocupado nas MPEs paulistas caiu 2,2% e a folha de salários recuou 0,5%, em relação a igual mês de 2012. No entanto, o rendimento real (salários e outras remunerações) dos empregados aumentou 6,7% no período.

Expectativas
Em agosto de 2013, os donos das MPEs do Estado de São Paulo, em sua maioria (56%), disseram acreditar em estabilidade no faturamento da sua empresa nos próximos seis meses. Há um ano, esse grupo representava 52% do total. Porém, a parcela dos que esperam melhora nos resultados caiu em um ano, de 35% para 27%.
Quanto ao nível da atividade econômica brasileira, a expectativa da maior parte dos empresários também é de manutenção no patamar atual. Do total de entrevistados, 52% preveem estabilidade, o mesmo porcentual de um ano atrás. Os que acreditam que a situação vá piorar são 17%, ante 10% na mesma época de 2012.
“Os resultados fracos da conjuntura podem ter contribuído para reduzir a confiança dos proprietários de pequenos negócios. Está havendo uma desaceleração no ritmo de crescimento dos salários e do crédito para pessoas físicas. Assim, o consumidor final, que é o principal cliente das micro e pequenas empresas, tende a retrair sua intenção de compra”, afirma o consultor do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves. Além disso, segundo ele, a base de comparação elevada, ou seja, o forte consumo no mercado interno em 2012 contribui para um menor crescimento este ano.
Gonçalves também lembra os possíveis efeitos da desvalorização do real nos resultados das MPEs. “Há uma tendência de recuperação dos Estados Unidos, o que deve levar ao aumento dos juros naquele país, com consequente diminuição da entrada da moeda americana no Brasil”. O consultor explica que os segmentos que dependem de insumos importados ou cotados em dólar poderão ter dificuldades para repassar o aumento de custos. Isto é decorrência do ritmo mais modesto de crescimento da economia. “Ou seja, o cenário é de custos mais altos, retração no consumo e menos lucratividade para as empresas”.

A pesquisa
A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente com a colaboração da Fundação Seade. São entrevistadas 2.716 MPEs do Estado de São Paulo, distribuídas em indústria de transformações (10%), comércio (53%) e serviços (37%). No estudo, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento anual bruto de até R$ 3,6 milhões.

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