VIRAL – Porta dos Fundos faz humor ‘a sério’ em seriado sobre aids

Websérie produzida por Fábio Porchat e companhia, ‘Viral’, pretende quebrar tabus em relação aos portadores do vírus HIV

VIRAL - Porta dos FundosWebsérie produzida por Fábio Porchat e companhia, ‘Viral’, pretende quebrar tabus em relação aos portadores do vírus HIV

Fazer humor com tema sério não é tarefa fácil, bem o sabem os integrantes do grupo Porta dos Fundos: a trupe divide opiniões na mesma velocidade em que acumula milhões de visualizações em seu canal do Youtube. E o grupo já se prepara para possíveis controvérsias em relação à websérie Viral, que será lançada próximo sábado, dia 5, às 19 horas, em seu canal oficial. O tema dos quatro episódios da série, cada um com quinze minutos de duração, será a aids. Lançados semanalmente, os episódios narrarão a história de Beto, interpretado por Gregório Duvivier. Após descobrir que é portador do vírus HIV, o protagonista decide procurar as últimas oito mulheres com quem teve relações sexuais para dar a notícia e tentar descobrir quem é a possível transmissora. Em entrevista ao site de VEJA, o humorista Fábio Porchat avisa: o roteiro da série não vai debochar do doente, mas sim do preconceito e da ignorância que o tema ainda provoca.

Para não cometer erros, a equipe fez uma longa pesquisa e procurou especialistas na doença. “Consultei uma médica, que leu os textos e os aprovou, disse que não viu nada de desrespeitoso”, conta Porchat. “O humor é para ser levado a sério. Quando a pessoa ofende e diz: ‘É só uma piada’, eu acho que é tirar um pouco o corpo fora”, completa. A iniciativa também acabou por integrar uma parceria com o Grupo Abril na campanha Atitude Abril- Aids, cujo lema é “Desinformação tem cura”. “Foi incrível descobrir que o Porta dos Fundos também estava se engajando na luta contra a aids. Vimos que tínhamoscomo juntar forças, pois embora com focos diferentes, temos o mesmo objetivo: Chamar a atenção das pessoas para o tema de uma forma séria, porém leve e, porque não, divertida”, afirma o o assessor da presidência executiva e membro do comitê do projeto, João Ricardo de Abrahão.

O processo de pesquisa faz parte do cotidiano do roteirista, que, por exemplo, estuda a Bíblia antes de fazer um texto com temática religiosa. Dessa vez, porém, o cuidado foi redobrado. Mesmo assim, o grupo espera críticas. “Como qualquer vídeo nosso, seja sobre aids, sobre política, sobre término de namoro, vai ter gente que vai gostar e gente que não vai gostar”, diz Porchat.

O primeiro ponto levantado no texto foi o distanciamento dos clichês que rondam a doença, como o fato do personagem principal não ser caracterizado pela magreza extrema e saúde debilitada. Na série, o personagem de Gregório é barbudo e visivelmente saudável. “Hoje em dia a pessoa com aids vive normalmente, diferentemente do que acontecia há vinte anos, quando você estava praticamente condenado à morte”, diz Porchat. Para se preparar para viver o protagonista, Gregório conversou com portadores do vírus e assistiu a filmes com o tema, como o indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas, em que o ator Matthew McConaughey faz o papel de um soropositivo na década de 1980.

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