Nível do Ribeirão do Jardim é preocupante

Deagua alerta que sem economia água pode faltar nas torneiras

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Deagua alerta que sem economia água pode faltar nas torneiras

O Deagua já reduziu a captação de água na ETA – Estação de Tratamento de Água “Manoel Joaquim de Almeida” no entanto com o aumento do calor nos meses de setembro e outubro a evaporação aumenta muito e o nível do Ribeirão do Jardim, que já era crítico, está descendo cada dia mais. Sem chuvas até o final de semana a captação deve ser reduzida para 60% do usual.

O preocupante é que o Inpe – Instituto de Pesquisas Espaciais –  instituição governamental que gera os dados meteorológicos para o país, descarta a possibilidade de chuvas na região nas próximas duas semanas.

De acordo com o Deagua a ETA que produz hoje 9 milhões de litros por dia deve, a partir deste final de semana, injetar na rede apenas 6 milhões de litros a cada 24 horas.

Os poços artesianos, da rua 24 e do bairro Tonico Garcia produzem juntos 6 milhões de litros por dia. Neste mananciais não foi registrada queda na captação.

Com a atual oferta dos mananciais o Deagua consegue colocar na rede 15 milhões de litros por dia, o problema é que o consumo que em outras épocas não passa dos 12 milhões, logo agora quando a natureza restringe a oferta, o consumo aumenta, devido ao calor, poeira e, o principal, desperdício.

O diretor da autarquia, José Getúlio de Oliveira destaca que neste momento de crise a melhor solução é a economia. Evitar o desperdício para driblar a falta de água nas torneiras. 

Com as previsões mais pessimistas, apontando para chuvas somente depois do dia 20, com os dois poços artesianos, que produzem 6 milhões de litros com mais outros 6 milhões do ribeirão ainda seria possível abastecer a cidade, isso dentro de uma conjuntura regular de consumo, oscilando na casa dos 12 milhões de litros por dia.

A luz vermelha acendeu no Deagua depois que os funcionários da autarquia fizeram uma vistoria em todo curso do córrego e descobriram que o baixo nível é registrado desde a nascente e nenhum agricultor ou a Usina Guaíra estão fazendo uso do manancial, e mesmo assim a água está minguando na entrada da estação de tratamento.

Um termômetro do nível crítico é a represa na propriedade do falecido agricultor Waldemar de Ávila e hoje (terça feira, dia 14) está quase seca. Esta represa em área partícula funciona como reservatório de água no ribeiro que abastece a população urbana.

“Este é o momento mais crítico. A população que já colaborou muito até agosto tem que voltar a colaborar. Tem que evitar o desperdício ao máximo. Nada de lavar calçadas, evitar lavar carros, diminuir o tempo no banho. Estamos passando pela maior seca que se tem história na região sudeste e o Ribeirão do Jardim ainda vem resistindo, mas agora com o calor e queda do nível o temor da diretoria do Deagua é que a água não chegue à captação. Se a população ajudar vamos conseguir passar esta severa estiagem sem faltar água nas torneiras”, conclama do diretor do Deagua, José Getúlio de Oliveira. 

SECA BRAVA

Além de ser a maior seca, desde que o DAEE – Departamento de Aguas e Energia Elétrica – faz as medições pluviométricas no Estado de São Paulo há 128 , em Guaíra de acordo com a Cati – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – nos últimos quatro anos tem chovido 350 milímetros a menos em cada ano. Isso num acumulado anual de 1.400 mm representa 25% a menos da média, o que em quatro anos representou um ano inteiro de chuvas a que não caíram no solo.

A Cati de Guaíra faz a medição das precipitações desde 1976, ou seja, a 38 anos e 2014 foi até o mês de agosto o ano mais seco, com cerca de 200 mm a menos de chuvas de janeiro a agosto e relação à média histórica.

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