Seminário aborda repovoamento do Sapucaí-Mirim

Evento apresenta os resultados de projeto desenvolvido pela Duke Energy Brasil e parceiros, para a conservação e reposição do estoque pesqueiro

Monitoramento peixes (4)

Evento apresenta os resultados de projeto desenvolvido pela Duke Energy Brasil e parceiros, para a conservação e reposição do estoque pesqueiro

O município de Franca sedia, nesta quarta-feira (29), um seminário para apresentação dos resultados do projeto da Duke Energy do Brasil (DEB) e Central Elétrica Anhanguera (Celan), desenvolvido para repovoamento da Bacia Sapucaí-Mirim, que abrange 48 municípios mineiros e três paulistas. O evento, gratuito e aberto à participação de interessados, será das 13h30 às 17h, no Centro Universitário de Franca (Unifacef).

O projeto em discussão é denominado “Conservação genética e reposição de estoques de peixes nativos nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Palmeiras, Retiro e Anhanguera, na Bacia do Rio Sapucaí-Mirim: Modelo integrado de estudos e aplicabilidade”. A iniciativa trata da reintrodução de peixes em represas, como uma das alternativas de manejo pesqueiro.

De acordo com o biólogo e coordenador de Meio Ambiente da DEB, Norberto Vianna, o projeto, cujos resultados serão expostos, já foi certificado pelo Prêmio Benchmarking Brasil 2013. “O principal objetivo é repor os estoques dos peixes migratórios e nativos na Bacia do Rio Sapucaí-Mirim mediante o uso de uma metodologia científica”, explica Vianna.

O trabalho começou a ser desenvolvido em 2011 e foi realizado em cinco etapas, incluindo a implantação de um banco de matrizes, caracterização genética, reprodução e repasse tecnológico. Neste período, foram produzido e soltos na Bacia do Sapucaí-Mirim mais de 220 mil peixes das espécies: curimbatá, piapara, lambari, piava e bagre.

Com a captura, estocagem e identificação dos peixes, por meio da implantação de microchips nas matrizes, os cruzamentos são realizados buscando-se maior variabilidade genética. “Por fim, as solturas de alevinos ocorrem em pontos estratégicos, com ricas fontes de alimentos e proteção contra predadores. Todo esse processo contribuiu para a eficácia no repovoamento do Rio Sapucaí-Mirim”, explica o biólogo.

Vianna acrescenta que as espécies trabalhadas no repovoamento são de bastante importância para a atividade de pesca na região. Desta forma, as ações de soltura beneficiam a população, que têm nos peixes um valor econômico e cultural. “No seminário iremos apresentar os resultados desta iniciativa bem sucedida, que envolve o trabalho do Comitê de Bacia Hidrográfica [CBH] Sapucaí-Mirim, o Centro de Aquicultura da Unesp [Universidade Estadual Paulista] e as empresas Duke Energy Brasil e Central Elétrica Anhaguera”, destaca.

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