crianca segura afogamentos

O afogamento ocupa o segundo lugar no ranking de mortes de crianças por acidentes no Brasil. Este perigo está presente nos rios, lagos, mares, represas, piscinas, cisternas e mesmo dentro de casa, devido ao acesso da criança a baldes, banheiras com água e vasos sanitários. Todos os anos no Brasil, mais de mil crianças morrem vítimas de afogamentos.

A facilidade com que este acidente pode ocorrer agrava-se devido a duas características principais do afogamento. Geralmente ele é rápido e silencioso. Por este motivo, a adequação no ambiente e a supervisão do adulto são essenciais para evitar este risco. Em casa, por exemplo, é importante lembrar que apenas três dedos de água em um balde esquecido na cozinha já representam perigo significativo para uma criança que está começando a andar. Elas têm cabeça mais pesada e gostam de brincar com água, podem se virar e não conseguem voltar. Apenas dez segundos são suficientes para que a criança fique submersa na banheira; dois minutos são suficientes para que a criança, submersa, perca a consciência e de quatro a seis minutos para que a criança fique com dados permanentes no cérebro.

Números – em 2012 (dados mais atuais do Ministério da Saúde), 1.161 crianças de zero a 14 anos morreram afogadas. O afogamento também pode gerar sequelas graves para a criança. Neste mesmo ano, 254 crianças foram internadas vítimas deste acidente.

Segundo estudos do Dr. Davi Zpilman, a maioria dos afogamentos acontece em águas naturais, doces e abertas. A CRIANÇA SEGURA realizou um estudo sobre mortes de crianças por afogamentos com base nos dados 2009 que identificou onde estes acidentes acontecem principalmente, quais as idades mais afetadas e um ranking dos estados campeões em afogamentos. Os resultados podem ser consultados em http://criancasegura.org.br/profiles/blogs/ong-crianca-segura-divulga-ranking-dos-estados-campeoes-em-afogam.

Prevenção – além da supervisão total do adulto, outras medidas podem evitar este acidente: incentivar que a criança use colete salva-vidas, esvaziar e armazenar em locais altos os baldes, bacias e banheiras após o uso, fechar vasos sanitários e banheiros, tampar ou esvaziar os tanques, esvaziar piscinas infantis e tampar com lona bem presa as piscinas “regan” após o uso.

Entre as novas formas de prevenir está a Cadeia de Sobrevivência do Afogamento; ferramenta de educação para salvar vidas, sendo muito importante para leigos e profissionais de resgate, que melhora significativamente as chances de prevenção, sobrevivência e recuperação para as pessoas em potencial perigo na água. Esse projeto internacional é liderado pelo médico brasileiro especialistas em afogamento e membro da “International Lifesaving Federation (ILS)”, Dr. David Szpilman. Em nosso site você encontra mais informações sobre essa prevenção.

Os afogamentos e todos os outros acidentes somados representam a primeira causa de morte e a terceira de hospitalização de crianças de um a 14 anos no Brasil. O acidente é uma séria questão de saúde pública que pode ser solucionada em 90% dos casos com ações de prevenção como a disseminação de informações sobre o tema, mudança de comportamento, políticas públicas que assegurem infraestrutura e ambientes seguros para o lazer, legislação e fiscalização adequadas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 122.631 crianças foram hospitalizadas vítimas de acidentes e 4.685 morreram (2012). Ao sofrer um acidente grave, a criança pode ter sua vida interrompida ou seu desenvolvimento saudável totalmente comprometido. No mundo, 830 mil crianças morrem, anualmente, vítimas de acidentes segundo o Relatório Mundial sobre Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes, da Organização Mundial da Saúde e UNICEF que também relata que milhões de crianças vítimas de acidentes não fatais necessitam de tratamento hospitalar intenso e adquirem sequelas – físicas emocionais e sociais – por toda a vida.

A CRIANÇA SEGURA

A CRIANÇA SEGURA é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, dedicada à prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos. A organização atua no Brasil desde 2001 e faz parte da rede internacional Safe Kids Worldwide, fundada em 1987, nos Estados Unidos, pelo cirurgião pediatra Martin Eichelberger.

Para cumprir sua missão, desenvolve ações de Políticas Públicas – incentivo ao debate e participação nas discussões sobre leis ligadas à criança, objetivando inserir a causa na agenda e orçamento público; Comunicação – geração de informação e desenvolvimento de campanhas de mídia para alertar e conscientizar a sociedade sobre a causa e Mobilização – cursos à distância, oficinas presenciais e sistematização de conteúdos para potenciais multiplicadores, como profissionais de educação, saúde, trânsito e outros ligados à infância, promovendo a adoção de comportamentos seguros.

 A ONG conta com a contribuição de parceiros institucionais, como Johnson & Johnson e parceiros de programas, como Ministério da Saúde, FEDEX, Anglo American, Ace, Ariel, Downy e Portal Rede Social.

www.criancasegura.org.br