“CRIANÇA SEGURA” ALERTA PARA O PERIGO DAS QUEIMADURAS

Acidente requer tratamento demorado e pode deixar sequelas por toda a vida

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A queimadura ocupa o quarto lugar no ranking de mortes de crianças vítimas de acidentes no Brasil e representa um dos tipos de acidentes mais devastadores para a criança e sua família. Todos os anos no Brasil, cerca de 300 crianças morrem vítimas de queimaduras e 20 mil são internadas. O risco está presente principalmente na cozinha, onde a criança permanece durante o preparo das refeições.

A queimadura requer tratamento demorado e muito dolorido, quando a criança sobrevive. As sequelas deixadas podem permanecer por toda a vida e requer muitas cirurgias. Os pequenos são mais vulneráveis às queimaduras, pois têm a pele mais fina que os adultos; sofrem queimaduras a temperaturas mais baixas, que atingem maior profundidade e maior superfície do corpo e têm habilidade reduzida para escapar do perigo.

Entre os principais perigos dentro de casa estão: tomadas que a criança possa ter acesso, fios desencapados, água muito quente, na hora do banho do bebê, e líquidos combustíveis, como álcool. Na cozinha ainda pode ocorrer o escaldamento – situação em que a criança vira o conteúdo quente de panelas e recipientes sobre ela.

Álcool – o projeto de lei apoiado pela CRIANÇA SEGURA, desde 2007, que prevê a restrição da venda do álcool líquido para uso doméstico, foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados em novembro de 2011. O PL 692/2007 ainda será votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJC e depois no Senado Federal, quando poderá virar lei.

Prevenção – além da supervisão total do adulto, outras medidas podem prevenir este acidente: evitar aproximação da criança da cozinha, principalmente do fogão, enquanto estiver cozinhando; não manusear alimentos e líquidos quentes com crianças no colo; não utilizar toalhas nas mesas; desligar ferro, secadores, chapinhas de cabelo, aquecedores e outros aparelhos após o uso e guardar longe do alcance da criança; na hora do banho do bebê, verificar a temperatura da água com a parte de dentro do braço ou dorso da mão, pois são áreas do corpo do adulto similares a pele sensível e fina da criança; utilizar protetores ou móveis que impeçam o alcance da criança na tomada; evitar fios soltos e desencapados ou tirar do alcance da criança; não utilizar álcool para limpeza doméstica ou para fazer fogo e buscar alterativas seguras como água e sabão e pastilhas de álcool gel; incentivar a brincadeira de pipa longe dos fios de alta tensão.

As queimaduras e todos os outros acidentes somados representam a primeira causa de morte e a terceira de hospitalização de crianças de um a 14 anos no Brasil. O acidente é uma séria questão de saúde pública que pode ser solucionada em 90% dos casos com ações de prevenção como a disseminação de informações sobre o tema, mudança de comportamento, políticas públicas que assegurem infraestrutura e ambientes seguros para o lazer, legislação e fiscalização adequadas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 122.631 crianças foram hospitalizadas vítimas de acidentes e 4.685 morreram (2012). Ao sofrer um acidente grave, a criança pode ter sua vida interrompida ou seu desenvolvimento saudável totalmente comprometido. No mundo, 830 mil crianças morrem, anualmente, vítimas de acidentes, segundo o Relatório Mundial sobre Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes, da Organização Mundial da Saúde e UNICEF, que também relata que milhões de crianças vítimas de acidentes não fatais necessitam de tratamento hospitalar intenso e adquirem sequelas – físicas emocionais e sociais – por toda a vida.

A CRIANÇA SEGURA

A CRIANÇA SEGURA é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, dedicada à prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos. A organização atua no Brasil desde 2001 e faz parte da rede internacional Safe Kids Worldwide, fundada em 1987, nos Estados Unidos, pelo cirurgião pediatra Martin Eichelberger.

Para cumprir sua missão, desenvolve ações de Políticas Públicas – incentivo ao debate e participação nas discussões sobre leis ligadas à criança, objetivando inserir a causa na agenda e orçamento público; Comunicação – geração de informação e desenvolvimento de campanhas de mídia para alertar e conscientizar a sociedade sobre a causa e Mobilização – cursos à distância, oficinas presenciais e sistematização de conteúdos para potenciais multiplicadores, como profissionais de educação, saúde, trânsito e outros ligados à infância, promovendo a adoção de comportamentos seguros.

 A ONG conta com a contribuição de parceiros institucionais, como Johnson & Johnson e parceiros de programas, como Ministério da Saúde, FEDEX, Anglo American, Ace, Ariel e Downy.

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