INFARTO E FRIO: O QUE ELES TÊM EM COMUM?

Segundo Ministério da Saúde*, o número de infartos aumenta em até 30% no frio; especialista do Hospital 9 de Julho informa como prevenir-se; tratamento pode ser minimamente invasivo

São Paulo, junho de 2019 – Há uma série de fatores relacionados ao infarto e o clima não é, necessariamente, um deles. Ocorre que, no inverno, o corpo ativa mecanismos para aumentar a proteção contra o frio e é aí que pode estar o problema: segundo o Ministério da Saúde, os casos de infarto aumentam em até 30% nessa estação do ano. O Dr. João Batista Guimarães, cardiologista do Hospital 9 de Julho explica o motivo e como evitar a doença.

“Quando está frio, há mais descarga de adrenalina para manter a temperatura do corpo. Como efeito, os vasos tendem a se contrair mais. Esse processo pode desencadear o infarto em pessoas suscetíveis”, afirma o Dr. Guimarães. Para a Organização Pan-Americana de Saúde**, mais de 18 milhões de pessoas morrem todos os anos por doenças cardiovasculares.

O médico lembra que, normalmente, infarto é uma doença que tem um ciclo longo: maus hábitos levam ao acúmulo gradual de gordura ou cálcio nas artérias que irrigam o coração. Em algum momento, portanto, esse entupimento, se não revertido, causará um infarto.

Deixar o sedentarismo de lado, controlar o peso e doenças crônicas (diabetes e hipertensão, especialmente), mudar a alimentação e, claro, consultar regularmente um médico são alguns dos pré-requisitos para quem quer passar longe do problema.

Tratamento

Como nem sempre esses cuidados acontecem a tempo, é importante saber quando procurar ajuda médica. Os principais sintomas de um infarto são dor no peito irradiando ou não para o braço esquerdo, pescoço, costas e estômago; suor frio; desmaio. Mas em caso de falta de ar, vômitos, enjoos, fadiga e desconforto repentino no peito, também é preciso buscar socorro imediato.

Atualmente, já existem opções minimamente invasivas para desobstruir as artérias do coração. É o caso do tratamento hemodinâmico que faz, ao mesmo tempo, diagnóstico e intervenção terapêutica em diversas doenças por meio de técnicas minimamente invasivas (punção em uma artéria para acesso ao local a ser estudado através de um cateter). O tratamento do infarto agudo do miocárdio com o uso da hemodinâmica é considerado atualmente o mais indicado.

De acordo com o Dr. João Batista Guimarães, responsável pela Hemodinâmica do Hospital 9 de Julho, seu uso diminui as sequelas e a mortalidade no infarto, mas cabe lembrar que os benefícios vão diminuindo com o passar do tempo até que o tratamento seja iniciado. Assim, quanto antes o paciente chegar ao hospital, maiores serão suas chances de boa recuperação.

O aparelho permite visualização imediata das artérias que levam sangue ao coração (artérias coronárias) e identificação da artéria cuja obstrução causou o infarto, o que é fundamental para a instituição do tratamento necessário (na maioria das vezes a realização de uma angioplastia imediata), que é realizado através do próprio cateter.

A tecnologia utiliza imagens em tempo real, com alta resolução, e os tempos principais do procedimento são gravados para posterior análise. “Hoje em dia já temos equipamentos que oferecem visualização em alta definição e em três dimensões via braços robóticos bastantes precisos”, observa o médico e finaliza: “mas a prevenção ainda é a melhor forma de ter uma vida saudável”.

Fonte:
*Ministério da Saúde
**Organização Pan-Americana de Saúde

Sobre o Hospital 9 de Julho: fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializada com atendimento em mais de 50 especialidades e 14 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher; Longevidade, Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) e Trauma. Com cerca de 2,5 mil colaboradores e seis mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 470 leitos, sendo 102 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e três para robótica, incluindo a Sala Inteligente, que permite a realização de cirurgias em sequência.

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