São Paulo, julho de 2019 – O Câncer de Fígado é um dos tumores malignos mais comuns em todo o mundo, e sua mortalidade tem aumentado nos últimos anos². Segundo o Dr. Rodrigo Surjan, cirurgião do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, o consumo excessivo de álcool pode dobrar o risco de uma pessoa desenvolver o câncer primário de fígado, o carcinoma hepatocelular.

“De fato, a principal causa deste tipo de câncer é o consumo de álcool, sendo responsável por até 45% dos casos. O álcool aumenta o risco de câncer de fígado tanto por ação direta de toxicidade nas células quanto por ação indireta, como resultado de cirrose causada pelo alcoolismo”, explica.

Existem dois tipos da doença: tumores malignos de origem primária no fígado e as metástases de tumores originados em outros órgãos. Quando o início da doença está no próprio órgão, 80% dos casos são de carcinoma hepatocelular e estão associados com a cirrose (causada por hepatites virais, alcoolismo, hepatite auto-imune), à esteatohepatite não alcoólica (doença hepática gordurosa) e outros fatores como consumo de amendoim (pela presença de contaminação por aflatoxina). As metástases hepáticas mais comuns são as secundárias a partir docâncer de intestino.

Diagnóstico

Um dos exames que detecta a doença, mesmo quando ainda não apresenta sintomas, é a ultrassonografia de abdomen, muito utilizada em check ups. Após a detecção do nódulo, é necessário fazer uma tomografia computadorizada e uma ressonância magnética com contraste por via venosa para confirmação. Os exames de rotina são muito importantes para a identificação precoce e o início imediato do tratamento. “O desenvolvimento da doença pode gerar sintomas como perda de peso, perda de apetite, dor abdominal, náuseas, vômitos, amarelamento da pele, coceira na pele e indisposição. Por isso, são sinal de alerta para quem não está com o acompanhamento médico em dia”, salienta o médico.

Tratamento

A quimioterapia, cirurgia para retirada do tumor e o transplante de fígado são as principais opções terapêuticas. “É essencial contar com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, envolvendo hepatologistas, oncologistas, cirurgiões, nutrólogos e radiologistas, além de uma estrutura hospitalar com opção de abordagem minimamente invasiva”, afirma o Dr. Surjan e complementa: “Se levarmos em consideração os tipos primários mais comuns da doença somados, a sobrevida em cinco anos é de cerca de 18%. Entretanto, em pacientes com diagnóstico em fases iniciais, esta sobrevida pode subir para até 70% com tratamento adequado”, finaliza o médico.

Sobre o Hospital 9 de Julho: fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializada com atendimento em mais de 50 especialidades e 14 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher; Longevidade, Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) e Trauma. Com cerca de 2,5 mil colaboradores e seis mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 470 leitos, sendo 102 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e três para robótica, incluindo a Sala Inteligente, que permite a realização de cirurgias em sequência.