São Paulo, julho de 2019 – O câncer de endométrio é um dos tumores ginecológicos mais frequentes¹ e tem maior incidência em mulheres acima de 60 anos que já estão na menopausa. Segundo a Dra. Michelle Samora, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, é preciso fazer o acompanhamento periódico para identificar eventuais sintomas precocemente. A especialista dá algumas orientações sobre o tema.

“Nenhum sangramento, dor pélvica ou durante a relação sexual devem ser ignorados”, afirma a Dra. Michelle. “Os fatores de risco para desenvolver a doença são a menopausa tardia, obesidade, uso de reposição hormonal, diabetes, síndrome do ovário policístico e nunca ter tido filhos”.

Quando o diagnóstico é precoce, a médica ressalta que existe até 80% de chance de cura, dependendo do caso. O tratamento dependerá do tipo e estágio da doença. A maioria das mulheres é diagnosticada nas fases iniciais e o tratamento geralmente é a retirada cirúrgica do útero, ovário e tubas. Outras opções são a radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.

“Hoje, existem abordagens minimamente invasivas para tratar o câncer de endométrio. É o caso da robótica, que utiliza tecnologia como visualização do campo cirúrgico com alta resolução e em 3D. O resultado oncológico da técnica é o mesmo da cirurgia aberta e o pós-operatório é mais fácil”, explica Michelle. “Essa é uma doença com boas chances de cura para a maioria das mulheres. Por isso, logo que a mulher perceber um sangramento vaginal, deve procurar o ginecologista”.

¹Dados do Instituto Vencer o Câncer:

www.vencerocancer.org.br/tipos-de-cancer/cancer-de-endometrio-tipos-de-cancer/cancer-de-endometrio-o-que-e/

Sobre o Hospital 9 de Julho: fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializada com atendimento em mais de 50 especialidades e 14 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher; Longevidade, Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) e Trauma. Com cerca de 2,5 mil colaboradores e seis mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 470 leitos, sendo 102 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e três para robótica, incluindo a Sala Inteligente, que permite a realização de cirurgias em sequência.