Avanços científicos e múltiplas opções para realizar procedimentos estéticos e reparadores deixam o Brasil à frente do México e Japão quando o assunto é cirurgia plástica, ocupando o segundo lugar do ranking mundial. A última pesquisa da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética) revela que são realizadas cerca de 220 mil mamoplastias de aumento (aumento de mama com implantes de silicone).

O uso da prótese mamária está no topo da demanda. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), apenas em 2016, esse procedimento representou 19% de todos os realizados no país, totalizando 288.597 cirurgias. Diante da crescente e da gama de opções de clínicas, é preciso se atentar à segurança. “Não se pode pagar barato por um procedimento que também envolve a saúde”, lembra o diretor do Centro Nacional  Cirurgia Plástica, Arnaldo Korn.

As próteses de silicone são colocadas com a finalidade de proporcionar melhor contorno, firmeza e simetria ao corpo. Sua composição é uma cápsula externa e gel interno de silicone. O implante é colocado através de uma incisão nas partes mais fundas das mamas, ou ainda pelas axilas. Essa cirurgia pode durar de uma a duas horas e a internação é de 12 horas, com alta no mesmo dia.

Entre as diversas dúvidas que norteiam esse procedimento, duas delas são sobre o tipo de prótese que deve ser usada e local adequado. A resposta é simples: ficam abaixo da glândula mamária ou do músculo peitoral maior, e a escolha é feita em paralelo com a preferência do paciente, o formato das mamas, e, claro, a recomendação do cirurgião.

Quem pode fazer é outra dúvida que permeia o assunto. Há restrições para jovens? E quem tem problema de saúde? Ambos os casos exigem atenção especial. Em relação aos jovens, é possível que o desenvolvimento das mamas esteja em andamento e, nesse caso, a cirurgia só é autorizada quando estiver finalizado. Ela também não é indicada a quem tem problemas de saúde sem controle clínico ou com alterações que impeçam o procedimento.

Os cuidados pós-cirurgia e, principalmente, a necessidade de troca da prótese são questões que precisam sempre ser lembradas. Entre algumas das diversas recomendações, estão: dormir só de barriga para cima — após de seis semanas a posição pode mudar. Deve-se evitar exercícios como levantar os braços, pois esse simples movimento pode romper os pontos ou deslocar a prótese. Não se deve passar protetor solar na cicatriz quando for se expor ao sol.

Sobre a obrigatoriedade de trocar a prótese, a orientação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é que deve ser trocada apenas em caso de aumento, de problemas ou ainda de remodelagem pela flacidez do peito, em caso de amamentação ou pelo processo natural de envelhecimento.

O valor da cirurgia de prótese de silicone varia de R$ 12 mil a R$ 18 mil, dependendo do procedimento e também das marcas e modelos de prótese. Korn aponta que um dos fatores que contribui para o aumento da procura pelo procedimento é a facilidade de pagamento. “Hoje, é possível parcelar a remuneração, como faz o Centro Nacional — Cirurgia Plástica, que funciona como uma assessoria administrativa, oferecendo crédito com condições especiais de pagamento”, aponta. Nesse caso, o objetivo é oferecer ao paciente contrato de prestação de serviços, notas fiscais, tabelas diferenciadas para realização de exames pré-operatórios e agilizar o processo de internação hospitalar.